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Assembleia Diocesana de Pastoral é encerrada com definição de vários passos das Semanas Missionárias








   
A Diocese de Mossoró encerrou, na manhã deste domingo, dia 18, a sua Assembleia Diocesana de Pastoral, que aconteceu de 16 a 18, no Centro de Treinamento, em Mossoró. Além de refletir a caminhada da Diocese, buscou definir o calendário das Semanas Missionárias, que começam no próximo ano. Contou com um grande número de participantes vindos de todas as paróquias da Diocese, dentre eles padres, religiosos e religiosas, seminaristas e leigos.
No primeiro dia tivemos a abertura da Assembleia marcada pela profissão de fé dos seminaristas Antoniel Alves da Silva, Carlos Ítalo Aires Nogueira, Miquéias Pascoal Lima Carvalho, Rafael Andrade da Silva e José Mário Viana, na Capela de Santa Teresinha, que serão ordenados diáconos no dia 16 dezembro, na Catedral de Santa Luzia. Após a Santa Missa foi a abertura da Assembleia com uma palestra sobre “Missão e cooperação missionária (Estudo 108 CNBB)”, proferida pelo seminarista Antoniel Alves. Depois o assessor das Santas Missões Populares, seminarista Miquéias Pascoal, apresentou o esboço do Subsídio Missionário, que servirá de farol para as Semanas Missionárias,  que acontecerão de 2019 a 2022, em toda a Diocese. Após a apresentação do documento, os participantes foram divididos em grupos ou oficinas de estudo sobre o Subsídio. O segundo dia da Assembleia foi intenso, mais um momento de olhar o Subsídio e a realização da plenária das oficinas. Os grupos apresentaram várias ideias e propostas para melhorar o documento como também a própria divulgação. A Paróquia de Pau dos Ferros será a primeira a realizar a Semana Missionária, de 16 a 24 de março, e durante a Assembleia apresentou o tema “Atraídos por Cristo enviados em missão!” com banner e o passo a passo para a realização. A segunda paróquia será Grossos. No período da tarde, Santa Missa de dedicação do altar da Capela de Santa Teresinha e, à noite, confraternização entre os participantes com brincadeiras, boa música e sorteios de brindes.
No encerramento, domingo, dia 18, aconteceu uma ampla discussão em torno do calendário das Semanas Missionárias, criação de uma comissão para acompanhar de perto todo o processo, envolvimento das paróquias e como divulgar as Semanas Missionárias de forma que mais e mais pessoas se envolvam e sejam tocadas pela missão. Dom Mariano adiantou algumas datas para o calendário de atividades diocesanas para o próximo ano e  reforçou que a Diocese vive um tempo forte de missão, mas que não deve limitar-se às Semanas Missionárias e sim ser uma Igreja em estado permanente de missão. “Que cada visita, cada encontro, cada gesto nas Semanas Missionárias nos ajudem a encontrar em Jesus o sentido e horizonte de nossas vidas hoje e sempre”, reforçou o bispo. A Assembleia foi encerrada em plena Catedral de Santa Luzia com Santa Missa coroando os três dias de Assembleia e motivação para que cada um possa ser sal, luz e fermento em seu cotidiano. 



Definições da Assembleia Diocesana de Pastoral:

  • Intensificar os estudos do Evangelho nas paróquias;
  • Intensificar o estudo do documento 105 CNBB - Cristãos Leigas e Leigos na Igreja e na Sociedade ( Mateus 5,13-14);
  • Visitas da equipe do COMIDE nas paróquias para organização das Semanas Missionárias, que acontecerão de 2019 a 2022;
  • Articulação de uma comissão para trabalhar e acompanhar as  Semanas Missionárias;
  • Organização de um Plano de Ação para as Semanas Missionárias;
  • Edição comemorativa de uma Bíblia Sagrada das Santas Missões Populares - 10 anos depois;
  • O jornal A Luz da Diocese de Mossoró (mensal) ganhará mais duas páginas dedicadas às Semanas Missionárias;
  • Colocar em prática o calendário das Semanas Missionárias.
   



Missa de encerramento de atividades do Ano do Laicato e 84 anos da Diocese de Mossoró


Neste domingo,dia 18,em que celebramos os 84 anos de instalação da Diocese de Santa Luzia de Mossoró temos a alegria de encerrar as atividades da Assembleia Diocesana Anual de Pastoral e do Ano do Laicato na nossa Igreja e reforçar a unidade e a comunhão da Igreja na variedade de seus ministérios. Convidamos todos para a Santa Missa, às 11h, presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana, na Catedral de Santa Luzia. Sejamos todos "Sal da Terra e Luz do Mundo!"


*Transmissão- Rádio Rural de Mossoró e TCM-Canal 10

Reflexão para o XXXIII Domingo do Tempo Comum- Marcos 13,24-32 (Ano B)



Com a chegada da fase final do ano litúrgico, a liturgia nos aproxima de textos do gênero literário apocalíptico, como o evangelho de hoje: Marcos 13,24-32. Com esse texto encerramos a leitura dominical do Evangelho segundo Marcos, por este ano, já que o texto evangélico do próximo domingo, solenidade de Cristo Rei, será tirado do Evangelho segundo João. Ao longo de todo este ano litúrgico em curso fizemos a leitura quase completa do Evangelho segundo Marcos, e hoje nos despedimos dele. Como mencionamos acima, o texto proposto para hoje, o trigésimo terceiro domingo do tempo comum, pertence ao gênero literário apocalíptico, e faz parte do discurso escatológico de Jesus no Evangelho de Marcos. Antes de entrarmos propriamente no conteúdo do texto, é necessário contextualizarmos e fazer alguns esclarecimentos, como faremos agora.

A primeira observação diz respeito ao gênero literário ao qual pertence o texto: o gênero apocalíptico. Derivado da palavra apocalipse (em grego:αποκαλυψις = apoclípisis), cujo significado é “revelação”, “manifestação da verdade” ou “tornar conhecido algo que estava escondido”, o gênero apocalíptico foi bastante distorcido ao longo da história, principalmente pelo cristianismo, passando a ser sinônimo de catástrofes e desastres, passando a causar medo, quando, na verdade, é um gênero literário usado pelos autores bíblicos para transmitir mensagens de esperança e resistência. Portanto, ao invés de causar terror e medo, a mensagem do Evangelho de hoje deve nos animar, como veremos no decorrer da reflexão. Quanto ao discurso escatológico, esse está presente nas últimas partes dos três evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), antecedendo os relatos da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Os evangelistas fazem questão de situá-los no curto ministério de Jesus em Jerusalém. O adjetivo “escatológico” deriva da palavra grega “escatón” (εσχατον), que significa fim. Ao falar de fim, os evangelistas pensam em dois sentidos: fim como extermínio de tudo o que impede a realização plena do Reino de Deus, e como finalidade da criação, sobretudo do gênero humano, alcançando seu verdadeiro destino.

No Evangelho segundo Marcos, o discurso escatológico surgiu como resposta de Jesus à admiração dos discípulos com a beleza e esplendor do templo de Jerusalém (cf. Mc 13,1). À admiração dos discípulos, Jesus respondeu que de tudo aquilo não restaria “pedra sobre pedra” (cf. Mc 13,2); os discípulos, curiosos, perguntaram a Jesus quando aconteceria a destruição do templo (cf. Mc 13,4); a essa pergunta, Jesus respondeu com um longo discurso (cf. Mc 13,5-37), do qual o evangelho desse domingo faz parte. É um discurso dirigido essencialmente aos discípulos, os mais necessitados de respostas, o que se reflete também na comunidade de Marcos. Ora, mais de trinta anos separam a ressurreição de Jesus da redação do Evangelho segundo Marcos. Muitos cristãos da sua comunidade começavam a levantar dúvidas sobre a veracidade das palavras anunciadas como se fossem de Jesus, enquanto surgiam dificuldades com perseguições de todas as partes: tanto do poder imperial romano, quanto da sinagoga que não aceitava mais continuar perdendo adeptos para a comunidade cristã. Diante disso, além de levantar questionamentos, muitos cristãos desanimaram perdendo a esperança e a motivação para continuar acreditando no projeto de Jesus. Por isso, o evangelista recorda o que Jesus disse e convida a comunidade a resistir diante das dificuldades.

O texto de hoje começa com uma afirmação importante de Jesus: “Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer, e a lua não brilhará mais, As estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas” (vv. 24-25). Percebemos que essas palavras ainda fazem parte da resposta de Jesus à pergunta dos discípulos a respeito de “quando” aconteceria a destruição do templo, que significa a “grande tribulação” aqui mencionada. Ora, para Jesus, o templo de Jerusalém, que já não era casa de oração, mas casa de comércio, era a primeira das estruturas de poder e dominação a ser destruída. A realização plena do Reino de Deus depende da derrocada das forças opressoras deste mundo, das quais, para Jesus, a mais cruel era a instituição religiosa que oprimia em nome de Deus; depois que essa desmoronasse, também as outras forças malignas desmoronariam, como aqui ele anuncia, ao usar as imagens dos astros sol, lua e estrelas. Aqui, ele não se refere a uma catástrofe da natureza, mas usa uma linguagem simbólica, típica das literaturas de resistência, como a apocalíptica. Os astros aqui mencionados, sol, lua e estrelas, representam os poderes opressores e as divindades pagãs destes poderes. Esses astros eram divindades adoradas pelos romanos e egípcios, os quais acreditavam que seus imperadores fossem imagens e representantes dessas divindades.

O escurecimento do sol e da lua, junto à queda das estrelas, significa, portanto, que as forças opressoras, principalmente o império romano, irão cair; desses acontecimentos brotará o Reino de Deus, instaurado definitivamente pelo Ressuscitado que, vivo, retornará: “Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória” (v. 26). Nessa imagem, está a grande esperança de um novo tempo e de um novo mundo para todos os que perseverarem, pois “Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus, de uma extremidade à outra da terra” (v. 27). Ao invés de um julgamento severo, o evangelista diz que o Filho do Homem vem para reunir a criação inteira; os quatro cantos e as extremidades da terra significam a totalidade da criação a ser reunida e renovada, instaurando a paz messiânica sobre a terra. São os poderes opressores com suas respectivas ideologias que impedem a convivência fraterna entre todos os povos da terra; com a queda dessas forças, a humanidade alcançará o seu verdadeiro fim e, assim, a paz será instaurada definitivamente.

Assim é a história da salvação: nessa, as coisas não acontecem repentinamente, nem através de eventos extraordinários, mas através de processos históricos que se desenrolam no tempo até que, um dia, desses acontecimentos, surgirá o Reino de Deus de modo definitivo. Com isso, ensinam Jesus e o evangelista, para alcançar o Reino de Deus em sua máxima manifestação, os cristãos não devem fugir do mundo, nem ignorar a história; pelo contrário, inseridos no mundo e construtores da história, esses devem transformar, como agentes habilitados e enviados pelo próprio Cristo. A vitória é fruto e consequência de muita luta contra as forças do mal. Como viviam perseguidos os cristãos da comunidade de Marcos, o evangelista encontrou no gênero apocalíptico o meio para transmitir sua mensagem encorajadora. A autêntica compreensão da história começa pela observação das coisas simples da natureza; por isso, o convite: “Aprendei, pois, da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto” (v. 28). Os sinais estarão sempre disponíveis para quem tem a necessária capacidade do discernimento.

Os cristãos perseguidos não cansavam de perguntar quando seriam libertados, quando as tribulações passariam. Eles, assim como os primeiros discípulos, queriam uma data determinada e fixa. Nem Jesus nem o evangelista fixaram datas; apenas convidaram todos a manter-se atentos:“Assim também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Filho do Homem está próximo, às portas” (v. 28). “Estas coisas”, aqui, são os acontecimentos históricos representados pela imagem do desmantelamento dos astros (cf. vv. 24-25), o que significa o desmoronamento das forças opressoras, a começar pela queda do templo de Jerusalém, como fim da exploração religiosa e, posteriormente, a derrocada das outras forças, como o império romano. É importante o sentido das palavras empregadas com a sua simbologia: os astros são meras imagens. Não é para o alto que os cristãos devem olhar, mas para o que está ao seu redor; é preciso ver a história acontecendo e interpretá-la com discernimento, para transformá-la.

Aparentemente, há uma contradição entre os versículos 30 e 32: enquanto no 30 está escrito que “esta geração não passará até que tudo isto aconteça”, o 32 afirma que “Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai” (32). O versículo 30 é, com muita probabilidade, uma advertência do próprio evangelista à sua comunidade que via a destruição de Jerusalém e do templo como inevitável – o Evangelho de Marcos foi escrito, provavelmente, em meados dos anos 60, e Jerusalém foi destruída no ano 70. De fato, a destruição de Jerusalém e do templo era vista com a primeira fase “destes acontecimentos” de quedas das forças opressoras. Se aquela grande casa de comércio, o templo, com toda a sua força e ideologia estava prestes a cair, também os demais reinos opressores cairiam, um dia, mesmo que num tempo muito distante, efetivando a instauração definitiva do Reino de Deus. Porém, quanto à chegada definitiva desse Reino, somente o Pai sabe; a nós, os filhos, cabe apenas lutarmos perseverantes para um dia isso acontecer. Essa luta depende da disposição de cada pessoa em fazer somente o bem, para que o mal seja completamente destruído e, assim, um novo mundo surgirá.

Não obstante as contradições da história e as dificuldades de ver os sinais do Reino presentes, os cristãos e cristãs são motivados por uma única certeza:“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão” (v. 31). Esse é, de fato, um versículo conclusivo. Muitos questionamentos eram e continuam sendo feitos, pois, embora dinâmica, a história parece não caminhar para um final feliz. Os processos históricos, em sua grande maioria, ao invés de melhorar a vida das pessoas, trazendo inclusão e bem-estar, parece piorar, sobretudo, para os menos favorecidos; as contradições aumentam cada vez mais, junto com as desigualdades. Porém, ao invés de desanimar, todas estas contradições da história devem nos animar e alimentar a esperança, pois mostram que nada permanece para sempre, tudo mudo. Dessa certeza, resta-nos acreditar e apostar cada vez mais na única realidade que não passa: o Evangelho. É a totalidade das palavras e da práxis de Jesus que garante à humanidade a única alternativa de mudança de rumo e de realização plena de um novo mundo e uma nova história.

Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN

Fonte-http://porcausadeumcertoreino.blogspot.com  

Homenagem aos leigos e leigas- construtores da História



O Papa Francisco destaca que a atuação voluntária dos leigos na obra evangelizadora revela a revolução da ternura; o prazer de ser povo e a nova consciência de que a vida de cada pessoa é uma missão. Podemos afirmar, com alegria e renovada esperança, que os cristãos leigos são os grandes protagonistas desses avanços em unidade com seus pastores.” O documento 105 resume neste trecho os avanços obtidos com a participação dos leigos na Missão evangelizadora. Esta realidade pode ser sentida também na Diocese de Mossoró e de modo particular em nossa cidade. As pessoas e grupos homenageados nesta quinta-feira, 15 de novembro de 2018, são sinais desta presença e inspiração para nossa caminhada.





PARÓQUIA DE SANTA LUZIA – “Os cristãos são chamados a serem os olhos, os ouvidos,
as mãos, a boca, o coração de Cristo na Igreja e no mundo. Esta realidade da presença de
Cristo é explicitada na imagem proposta por Paulo, a de que a Igreja é o Corpo de Cristo.
Cristo vive e age na Igreja, que é seu sacramento, sinal e instrumento.” A paróquia de Santa
Luzia, que existe desde 1842, agradece e presta homenagem aos seguintes irmãos e irmãs, reconhecidos como parte importante do Corpo de Cristo:

• Donária Maciel
• Maria José Nascimento
• Maria da Glória Gurgel • Geiza Fernandes
• Gilvan Aderaldo da Silva e Ester Isaura Morais Silva
• Juarez Pedrosa
• Francisca Francinete de Oliveira Dantas
 “O santa Luzia, pedi a Jesus, que sempre nos dê, doa olhos a Luz”



PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DA IMACULADA CONCEIÇÃO, criada em 1941. “Sal da Terra e luz do mundo (Mateus 5,13-14), assim Jesus definiu a missão que aos seus discípulos missionários confiou. As imagens do sal e da luz são particularmente significativas se aplicadas aos cristãos leigos. Nem o sal, nem a luz, nem a Igreja e nenhum cristão vivem para si mesmos”. Junto com a Imaculada Conceição agradecemos a Deus pela vida e missão destes irmãos que sempre se colocaram a serviço dos outros e da comunidade:

• Dalva Daniele da Silva Sabino,
• Francisco das Chagas Gurgel,
• Francisco Evânio Raposa de Araújo
• Geralda Franco de Oliveira, 
• Josefa Dantas de Melo (Zeza), 
• Manoel Eugênio do Rosário, 
• Maria Benta de Araújo, 

 “A tua imagem sagrada, ó Virgem da Conceição! Se volve ó mãe carinhosa, a nossa ardente oração"



PARÓQUIA DE SÃO MANOEL, nascida em 1964. “A Igreja direcionada e pautada pelo Reino de Deus caminha para frente, dentro da história, com lucidez e esperança, com paciência e misericórdia, com coragem e humildade. A Igreja, com estas características, incluindo dentre elas as atitudes de escuta e diálogo, se insere no mundo como quem aprende e ensina, sabe dizer sim ao que é positivo e não ao que prejudica a dignidade humana.” Os irmãos e irmãs lembrados pela paróquia de São Manoel representem este esforço paciente de discernir a cada dia nossa missão na realidade. São eles: 

• Manoel Sabino de Moura 
• Maria Alvanir de Oliveira (Mariinha)
• Maria Crisóstomo Benevides Gomes 
• Maria Ivone da Silva Lopes 
• Maria Luíza Alves (Mambiza) 
• Raimunda Eva Freire da Silva 
• Severino Osório 

“A ti o grande Santo, nós vimos recorrer. Guarda- nos sob teu manto, ó vem nos proteger. São Manoel vem nos proteger ”



PARÓQUIA DE SÃO JOSÉ, criada em 1966. “O povo de Deus, a Igreja, e sua unidade se realiza na diversidade de rostos, carismas, funções e ministérios. Em função do bem comum, a comunidade organiza-se no compromisso de cada membro e busca os meios de tornar mais operantes os diversos dons recebidos do Espírito.”. Da paróquia de São José já nasceram duas outras. A sua força está na organização das comunidades e na grande diversidade de lideranças e carismas leigas descobertos e estimulados. Representando esta força dos agentes de pastoral e animadores, agradecemos aos seguintes irmãos e irmãs:

• Antônio Lima de Oliveira
• Edilma María do Nascimento
• Edineuma Araujo Batista Silva
• Francisco das Chagas da Silva
• Gildo Roseno de Sousa
• Joana Dar'c Guerra • Sebastião Leite da Silva

 “Cantemos todos, com alegria, viva o esposo da Virgem Maria”




PARÓQUIA DE SÃO JOÃO BATISTA, que comemora 50 anos de existência. “A união com Cristo é ao mesmo tempo união com todos os outros a quem ele se entrega. Eu não posso ter Cristo só para mim. É necessário explicitar a relação entre o mistério eucarístico e o compromisso em prol da justiça, à vontade de transformar também, as estruturas injustas. A Igreja não deve ficar à margem da luta pela justiça”. Sob a proteção do profete a precursor de Jesus os cristãos da paróquia de São João abraçam o desafio de ser presença transformadora em suas realidades. Nesta missão destacamos os seguintes exemplos de vida:

• Eufrasina Alves da Cunha
• Joalba Vale • Maria Augusta Oliveira
• Maria da Conceição Almeida de Freitas
• Maria de Lourdes Lima Maia
• Ranieri Emídio de Araújo
• Theresinha Maria da Silva

 “Viva João Batista, viva o precursor. Porque João Batista, anunciava o Salvador” 




PARÓQUIA DE SÃO PAULO APÓSTOLO, criada junto com o ano Paulino em 2009. “A Igreja é comunhão no amor, seguidora de Cristo e servidora da humanidade. Por isso a essência da Igreja é a missão, a Igreja é toda ela missionária. Igreja é a comunidade de missionários que age na terra segundo o modelo das três pessoas divinas, que tudo fazem em vista do Reino, do amor, justiça e paz.”. O apóstolo das nações protege está paróquia e é exemplo de missionário para os cristãos que lá atuam, sempre meditando e procurando seguir a Palavra de Deus. A paróquia aponta os seguintes irmãos e irmãs para serem lembrados:

• Francisco Pereira de Paula
• Iraci Morais de Almeida
• Josefa Eunice da Costa
• Linete Lopes de Oliveira
• Maria Socorro Luz Carvalho de Queiroz
• Nilza Tavares
• Salete Fernandes

"Loucura da cruz, loucura do amor, loucura de tudo por causa de nosso Senhor!”



PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, desde 2011. “O Papa Francisco destaca que a atuação voluntária dos leigos na obra evangelizadora revela a revolução da ternura; o prazer de ser povo e a nova consciência de que a vida de cada pessoa é uma missão”. Lembramos as testemunhas que nesta paróquia despertaram a consciência e a alegria de estar em constante missão. Estes irmãos e irmãs indicados representam esta experiência: 

• Antônio Norberto do Monte 
• Francisco Augusto Queiroz 
• Ilnar Pereira • Maria Célia Pereira 
• Maria das Dores (D. Dorinha) 
• Maria de Fátima Oliveira (Mocinha) 
• Maria Piedade do Nascimento e Pedro Antonio do Nascimento 

 “A Fátima vieste o mãe querida, compadecida do povo seu. E já o mundo inteiro Te venera e considera o amparo seu".



PARÓQUIA DE MENINO JESUS DE PRAGA - criada em 2011. “Uma espiritualidade encarnada caracteriza-se pelo seguimento de Jesus, pela vida no Espírito, pela comunhão fraterna e pela inserção no mundo. Não podemos querer um Cristo sem carne e sem cruz.” Este jovem paróquia venera a encarnação e a fragilidade de Deus. Este impulso pode ajudar na solidariedade e na identificação com os pequenos. Na caminhada destes 7 anos, são destacados os seguintes testemunhos:

• Francisca Apolônia da Silva 
• Francisca das Chagas de Oliveira Moura
• Maria de Paiva Lopes Andrade( Dona Salete)
• Raimunda Henrique Leite. 
• Rita Paiva de Medeiros 
• Teresinha Balbino da Silva 
• Teresinha Francisca Da Silva (Beata)

 “Viva, viva o menino Jesus. Viva, viva o menino Jesus”



ÁREA PASTORAL DA SAGRADA FAMÍLIA, 2016 “Os cristãos leigos são embaixadores de Cristo e participam do pleno direito na missão da Igreja e tem um lugar insubstituível no anúncio e serviço do Evangelho.” A caminho de se tornar a ais nova paróquia de nossa diocese, essa rede de comunidades é terra e experiência de missão. Muitos leigos fazem parte da origem destas comunidades, hoje os irmãos e irmãs indicados representam esta história:


• Aristeu António Oliveira de Carvalho
• Rita Dias dos Santos
• Maria Loide da silva • Miraci Martins Borges
• Maria de Fátima Oliveira Pereira Leal.
• Maria Lucia de Oliveira Ramalho
• João Batista Pinheiro

“Olhando a Sagrada Família, Jesus, Maria e José. Saibamos fazer a partilha dos gestos de amor e de fé"




MOVIMENTOS E COMUNIDADES NOVAS: “O empenho para que haja participação de todos nos destinos da comunidade supõe reconhecer a diversidade de carismas e ministérios dos leigos. Por isso não é mais possível pensar uma Igreja que não incentive a participação e a corresponsabilidade dos cristãos, leigos, na missão.”. Louvamos a Deus pela riqueza de carismas e movimentos que existem em nossa Diocese e pedimos o dom da unidade e da atuação conjunta. Lembramos os seguintes grupos que estão aqui representados e que confiram presença nesta celebração para se reconhecer como parte desta história: 

• Apostolado da Oração
• Centro de estudos Bíblicos - Cebi
• Comunidade Católica Shalom
• Escola Fé e Política • Legião de Maria
• Movimento de Cursilhos de Cristandade
• Movimento dos Focolares
• Rádio Rural de Mossoró
• Renovação Carismática Católica

Tudo com missão, nada sem missão! 


Assembleia de Pastoral 2018: Por uma Diocese missionária vivendo a alegria do Evangelho





Tema: Por uma Diocese missionária vivendo a alegria do Evangelho
“Não deixemos que nos roubem o entusiasmo missionário”

A Diocese de Mossoró vivenciará mais uma Assembleia Diocesana de Pastoral. Desde o ano de 2016, somos marcados pelo projeto “Santas Missões Populares – 10 anos depois”. Depois de concluirmos o 5º Retiro, no mês de maio, iniciamos uma preparação para vivenciarmos as Semanas Missionárias por toda a Diocese, a partir do próximo ano.
Nesta Assembleia queremos trabalhar a Missão e Cooperação Missionária, a partir do Documento de Estudo 108 da CNBB.
Também iremos estudar e aprovar o “Subsídio Missionário” que está sendo elaborado para as visitas das Semanas Missionárias. O subsídio será suporte e guia para nortear a ação missionária nas paróquias.
Cada paróquia deve enviar três missionários com o padre, somando assim quatro participantes da Assembleia.
Orientação - Importante que os participantes  sejam das coordenações missionárias (COMIPAs ou das comissões missionárias das SMP), pois serão nas paróquias responsáveis pela animação e organização das Semanas.
Calendário - Vamos elaborar o calendário das Semanas Missionárias, tendo em vista que muitas paróquias já agendaram as suas. Contamos com sua participação convicta e alegre, cheia de ardor missionário.

Que Santa Luzia e a Virgem Maria intercedam por nós!

Programação

Sexta-feira - 16

7h30- Café da Manhã
09h – Missa de abertura e profissão de fé dos cinco seminaristas que serão ordenados na Capela de Santa Teresinha
Diáconos: Antoniel Alves da Silva, Carlos Ítalo Aires Nogueira, Migueias Pascoal Lima Carvalho, Rafael Andrade da Silva e José Mário Viana ( Transmissão da Rádio Rural)
10h30 – Missão e cooperação missionária (Estudo 108 CNBB)
12h – Almoço
14h30 – Apresentação do Subsídio Missionário
15h30 – Colocações
16h00 – Lanche
16h30 - Oficinas de estudo sobre o Subsídio
18h00 – Jantar
*Noite livre

Sábado –  17
07h – Café
07h30 – Oração
08h – Oficinas de estudo sobre o Subsídio
10h – Lanche
10h30 – Plenária das oficinas
12h – Almoço
14h30 – Calendarização e orientações das Semanas Missionárias
17h – Missa de Dedicação da Capela de Santa Teresinha- Transmissão da Rádio Rural
18h – Jantar
19h30 – Confraternização

Domingo - 18
07h – Café
08h – Oração
08h30 – Encaminhamentos
10h – Lanche
11h – Missa de encerramento das atividades do Ano do Laicato na Catedral- (Transmissão- Rádio Rural de Mossoró e TCM-Canal 10)






Festa de Santa Luzia revisita 50 anos de Medellín




A Festa de Santa Luzia 2018 acontecerá de 02 a 13 de dezembro e terá como tema "50 anos da Igreja na presente transformação da América Latina à luz do Concílio Vaticano II: Medellín". Durante o novenário, os pregadores estarão fazendo memória aos 50 anos da II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, realizada em Medellín no ano de 1968. Medellín marcou decisivamente a vida e a caminhada da Igreja na América Latina. Não é um evento do passado. Celebrar este aniversário é, portanto, de fundamental relevância para acordar em nós a memória para fatos passados cujo significado, hoje, merece ser conservado, revisitado e transmitido.  Conheça os temas do novenário que acontecerá de 04 a 12 em pleno adro da Catedral de Santa Luzia:  

1. Paz: "A paz não se acha, há que construí-la. O cristão é um artesão da paz".
2. Justiça: " O amor é o dinamismo que deve mover os cristãos a realizar a Justiça no mundo, tendo como fundamento a verdade e como sinal a liberdade".
3. Educação: "A educação é efetivamente o meio-chave para libertar os povos de toda servidão e para fazê-los ascender  'de condições de vida menos humanas para condições mais humanas'".
4. Juventude: "A Igreja vê na juventude a constante renovação da vida da humanidade e descobre nela um sinal de si mesma".
5. Família: "A doutrina do Concílio Vaticano II nos faz ver a urgência da família cumprir sua tarefa de formar personalidades integrais".
6. Catequese: "A catequese atual deve assumir totalmente as angústias e esperanças do homem de hoje, para oferecer-lhe as possibilidades de uma libertação plena, as riquezas de uma salvação integral em Cristo, o Senhor."
7. Liturgia: "O gesto litúrgico não é autêntico se não implica um compromisso de caridade, um esforço sempre renovado por ter os sentimentos de Cristo Jesus".
8. Movimentos de leigos: "No seio do Povo de Deus, que é a Igreja, há unidade de missão e diversidade de carismas, serviços e funções".
9. Pobreza da Igreja: "A Igreja da América Latina, dadas às condições de pobreza e subdesenvolvimento do continente, sente a urgência de traduzir esse espírito de pobreza em gestos, atitudes e normas que a tornem um sinal mais lúcido e autêntico do Senhor".

Mais informações sobre a Festa de Santa Luzia 2018

acesse- @paroquiasantaluziamossoro

Contato- Catedral ( 84) 3321.3157 

Dom Severino Clasen faz balanço do legado do Ano Nacional do Laicato no Brasil


O bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, em entrevista ao  portal da CNBB, fez um balanço da vivência e dos legados do Ano Nacional do Laicato na Igreja do Brasil, cujo início se deu dia 26 de novembro de 2017, na Festa de Cristo Rei. Ao contrário do Ano Mariano, em 2017, não haverá uma data de encerramento, mas um momento de culminância que será marcado pela 9ª Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus de 22 a 25 de novembro, em Aparecida (SP), especialmente pela Romaria Nacional do Laicato ao Santuário Nacional. Segundo dom Severino, as conquistas do Ano Nacional do Laicato têm reflexos no Brasil, no Celam, na América Latina, e no Dicastério para o Laicato, Família e Vida, em Roma. “O Ano fez com que as dioceses no Brasil assumissem gestos concretos de evangelização tendo os leigos como protagonistas”, disse. O lema que inspirou a realização de inúmeras experiências espalhadas pelo Brasil foi: “Sal da Terra e Luz do Mundo”,  Mt 5, 13-14. Leia, abaixo, a íntegra da entrevista. 
Qual o balanço da realização do Ano Nacional do Laicato?
As conquistas do Ano Nacional do Laicato têm reflexos no Brasil, na América Latina, no Celam e em Roma, no Dicastério para o Laicato, Família e Vida. Os resultados são muito positivos. É maravilhoso ouvir e constatar os êxitos da semana missionária que vem trazendo frutos de conversão, um rosto de Igreja alegre. O espírito missionário tem levado a mensagem de Jesus Cristo para muitos âmbitos da sociedade.
O clamor dos cristãos leigos e leigas, “sal da terra e luz do mundo” atingiu outras esferas da sociedade, abrindo as portas e deixando que a luz do Evangelho trouxesse novos ares nos corações humanos. Apresentou uma Igreja com rosto de portas abertas como pede o papa Francisco, fez com que as dioceses no Brasil assumissem gestos concretos de evangelização tendo os leigos como protagonistas, como: semana missionária, palestras sobre temáticas pertinentes a Evangelização propostas pela Comissão Nacional sobre o Ano do Laicato, formação permanente para o clero em inúmeras Dioceses refletindo sobre a teologia do laicato, Congressos diocesanos e regionais, caminhadas e peregrinações levando o estandarte da Sagrada Família, pedindo luzes e coragem para que a presença, o testemunho e ação dos cristãos leigos e leigas transformassem as relações machucadas da sociedade em fraternidade universal.
Quais legados a celebração deste ano deixa para a Igreja no Brasil?
Os frutos do Ano Nacional do Laicato colheremos nos anos seguintes ao percebermos que a presença dos cristãos leigos e leigas no tecido da sociedade estão agindo de forma coerente, sólida nos mecanismos que mobiliza a sociedade na área da saúde, da política, da educação, do trabalho, da comunicação, da família sendo sal da terra e luz do mundo.
Na área eclesial oferecendo formação continuada, presença nos serviços e nos ministérios eclesiais, sendo fermento na massa para que a Igreja seja sinal do Reino de Deus já acontecendo entre nós. Esperamos uma atuação e presença mais coerente e profética dos cristãos leigos e leigas para que a Igreja seja, na figura da mãe, que acolhe e vai ao encontro dos batizados que abandonaram a Igreja. Portanto, o Ano Nacional do Laicato abriu portas e janelas para arejar o conceito, o modo de ser Igreja e testemunha do Evangelho em toda a sociedade em muitas Dioceses.
Como será o encerramento deste ano?
Não está na nossa agenda um encerramento do Ano do Laicato. Temos sim, a culminância do Ano Nacional do Laicato nos dias 22 a 25 de novembro em Aparecida, na casa da Mãe. Nos dias 22 a 24/11, teremos a 9ª Assembleia dos Organismos do Povo de Deus.  No dia 25/11, a grande Romaria do Ano do Laicato para Aparecida na casa da Mãe. Nessa romaria teremos a celebração litúrgica na Basílica às 7h30, seguida com apresentações artísticas na praça. Todos os cristãos leigos e leigas que puderem participar dessa romaria sejam bem-vindos e vindas.
Fonte: CNBB

Celebração faz homenagem a leigos e leigas da Diocese de Mossoró









Novembro de 2018, na Festa de Cristo Rei, a Igreja Católica do Brasil celebra o encerramento do Ano Nacional do Laicato, que refletiu sobre o tema “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída a serviço do Reino”. Esta celebração foi convocada pela CNBB atendendo a pedido do Conselho Nacional de Leigos e Leigas para celebrar 30 anos do Sínodo dos Bispos sobre os Leigos e 30 anos da Exortação Apostólica Christifideles Laici, do Papa João Paulo II.
Além de agradecer a Deus e reconhecer o testemunho de tantas pessoas que, fiéis ao seu batismo, testemunharam o Evangelho dentro e fora da Igreja, a celebração pretende também aprofundar a reflexão sobre a vocação laical, suscitar o surgimento de novas lideranças e contribuir para incrementar a organização do laicato e sua presença transformadora no mundo.
A Diocese de Mossoró abraçou a proposta em comunhão com o projeto das Santas Missões Populares e, sob a coordenação de uma equipe de articulação formada por representantes de paróquias e movimentos, houve momentos de estudos e aprofundamentos nas paróquias e movimentos, animações missionárias, celebrações e ações sociais nos mais diversos ambientes. Chamamos a atenção também para a reflexão semanal sobre o tema feita às segundas-feiras na Rádio Rural de Mossoró dentro do Programa A Vida e Missão, transmitido às 16 horas.
Destaque para dois grandes momentos de unidade. A Assembleia Diocesana de Leigos, que aconteceu no dia 28 de abril, na Igreja de São Francisco, no Abolição II, em Mossoró, contando com a assessoria de Rejane Gaia, presidente do CNLB Regional Nordeste II, e participação de mais de 200 leigos de toda a Diocese de Mossoró. O segundo foi a realização do Tríduo de Reflexão, no mês de julho, celebrado nos mais diversos grupos e locais. Em Mossoró, o encerramento reuniu as forças vivas da Igreja, no dia 29 de julho, na Catedral de Santa Luzia, e indicação do assistente eclesiástico,  Padre Ricardo Rubens, com a missão de incrementar o diálogo e a comunhão com o clero. Registramos nas celebrações jubilares a presença, em Mossoró, do Apostolado da Oração e do Movimento de Cursilho da Cristandade.
Para encerrar o Ano dedicado ao Laicato, uma homenagem aos leigos e leigas que construíram esta marcante presença na Diocese, dia 15, às 17h, no Colégio Sagrado Coração de Maria, momento de celebração e confraternização para o qual todos são convidados. No último dia da Assembleia Diocesana de Pastoral, dia 18, às 11 horas, na Catedral de Santa Luzia, missa presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana marcará o encerramento das celebrações na Diocese.
As paróquias e grupos são chamados a usar a criatividade para celebrar em seus espaços nos dias 24 e 25 de novembro. Como exemplo citamos a investidura dos Ministros da Palavra na Paróquia de Caraúbas e a celebração da Romaria das Comunidades, na Paróquia de Luiz Gomes.
Celebrar é se comprometer com aquilo que proclamamos e rezamos. O protagonismo do laicato deve ser construído no serviço ao Evangelho para que nossos povos tenham mais vida e vida em plenitude. Nos momentos de dificuldade, a profecia é mais necessária, esta é a nossa missão. Em 2019, a Assembleia Diocesana de Leigos e Leigas acontecerá no dia 27/04/2019, marque esta data na sua agenda e no seu coração e vamos juntos fortalecer a nossa caminhada. Que Cristo Rei guie o seu Povo.

Zélia Cristina - Biblista e membro do Centro de Estudos Bíblicos

Celebração e confraternização
Data- 15/11- quinta-feira
Horário- 17h
Local- Colégio Sagrado Coração de Maria
Presença- Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana 

Missa de Encerramento do Ano do Laicato
Dia 18/11-domingo
Horário- 11h
Local- Catedral de Santa Luzia 

*Transmissão- Rádio Rural de Mossoró

Reflexão para o XXXII Domingo do Tempo Comum-Marcos 12,38-44 ( Ano B)




Após a interrupção para a solenidade de todos os santos, no último domingo, retomamos hoje a leitura do Evangelho segundo Marcos. O texto que a liturgia propõe para este trigésimo segundo domingo do tempo comum é Mc 12,38-44, trecho que apresenta Jesus já na cidade de Jerusalém, na fase final de seu ministério. Após percorrer um longo caminho acompanhado pelos discípulos e as multidões, Jesus entrou na grande cidade e começou a exercer o seu ministério também ali. É importante recordar que sua primeira atividade em Jerusalém foi a expulsão dos comerciantes do templo (cf. Mc 11,15-16), como forma de denúncia enfática à lideranças religiosas que exploravam as pessoas em nome de Deus.  Além desse fato, durante alguns dias, Jesus se envolveu em diversas controvérsias e disputas com os líderes religiosos no templo de Jerusalém, aprofundando cada vez mais a sua crítica à religião da época.

O episódio retratado no evangelho de hoje é a última controvérsia ou investida contra a religião dentro do próprio recinto do templo. É a última semana de Jesus, na qual ele aproveitou para entrar em conflito com todos os grupos hegemônicos da época, aprofundando o seu profetismo denunciador. Na verdade, de acordo com o relato de Marcos, essa foi a última vez que Jesus entrou no templo, o que torna o texto ainda mais significativo, pois atesta sua ruptura total com o sistema religioso que o condenará pouco tempo depois. No episódio anterior, ele tinha entrado em conflito com os escribas por motivos doutrinais (cf. Mc 12,28-37); no texto que a liturgia oferece para hoje, o conflito diz respeito ao comportamento dos escribas ou mestres da lei, como prefere a versão da liturgia. O escribas (em grego: γραμματευς = gramateús) eram os teólogos oficiais, intérpretes credenciados da lei, além de ser também, como sugere o próprio nome, responsáveis pela escrita das cópias da Escritura e dos comentários dos rabinos para serem lidos nas sinagogas. Eles exerciam papel preponderante no judaísmo da época; eram os responsáveis diretos pela dominação ideológica da religião sobre o povo.

Uma vez contextualizados, olhemos para o texto: “Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! (v. 38a). Como já estava próximo da páscoa, muitos peregrinos já se encontravam em Jerusalém para a grande festa, inclusive a multidão que tinha acompanhado Jesus no caminho. Essa multidão ouvia o seu ensinamento e, certamente, repercutia. O ensinamento de Jesus é introduzido por uma séria e enfática chamada de atenção: “Tomai cuidado!”; apesar de forte, essa tradução ainda não exprime o que diz o texto na língua original: o evangelista usa uma forma imperativa de um verbo que significa “abrir os olhos” (em grego: βλεπω= blêpo), o que expressa uma situação de perigo e, por isso, a necessidade de uma atenção extrema. Portanto, a ordem que Jesus dá aos seus ouvintes, e Marcos transmite aos seus leitores de todos os tempos, é: “abri os olhos com os escribas!”. Com tal expressão, Jesus afirma que esses líderes religiosos eram pessoas muito perigosas! É importante recordar que Jesus jamais mandou os discípulos e as multidões tomarem cuidado com as prostitutas, os publicanos ou os pecadores em geral, mas somente com as classes das pessoas mais religiosas da época, como os escribas (doutores da lei), saduceus e fariseus.

Após o alerta inicial – “abri os olhos!” – Jesus diz o porquê: “Eles (os escribas ou doutores da lei) gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas, gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes” (vv. 38b-39). É por causa da presunção e desse comportamento hipócrita e falso dos escribas que as pessoas precisam ter muito cuidado com eles. O comportamento dos escribas é perigoso porque, em nome da religião, camuflam muita perversidade e maldade; são pessoas que vivem de aparências, se sentem superiores, são soberbas e cultivam privilégios, esbanjando ostentação. Um comportamento assim, é totalmente oposto ao que Jesus pede de seus discípulos; e o pior, para Jesus, é que os escribas faziam tudo isso em nome de Deus e da religião.

Na continuidade da denúncia, Jesus identifica uma falta ainda mais grave na falsa religiosidade dos escribas: “Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso, eles receberão a pior condenação” (v. 40). A categoria das viúvas é uma das imagens de pessoas mais vulneráveis e necessitadas da Bíblia; juntamente com os pobres, os órfãos e estrangeiros, as viúvas expressam o cuidado e a predileção de Deus pelos humildes. Se a mulher já era uma categoria marginalizada, se tornava ainda mais se ficasse viúva. A mulher que ficasse viúva sem ter um filho homem, e se não casasse novamente com um cunhado, em caso de ter ficado com herança, deveria confiar o cuidado dessa herança aos escribas (doutores da lei), já que a mulher não podia fazer negócios; é a esse fato que Jesus alude ao dizer que os escribas devoram as casa das viúvas. Constatava-se que, ao receber o direito de administrar o patrimônio das viúvas, os escribas na verdade se desfrutavam desse, roubando e devorando. Para Jesus, nenhuma forma de injustiça e exploração é aceitável, mas quando isso acontece em nome de Deus e da religião, é muito pior. Por isso, a sentença: “eles receberão a pior condenação”. De acordo com o Evangelho, o que leva o ser humano à condenação é a prática da injustiça, principalmente a exploração e a falta de cuidado com as pessoas mais vulneráveis e necessitadas.

Após a polêmica com os escribas (doutores da lei), Jesus continua no tempo observando o movimento e, certamente, inconformado com tudo o que ali via. Ele sabia que aquela construção já não era casa de oração, mas casa de comércio (cf. Mc 11,15-18). Chamava a atenção de Jesus a comercialização da fé: “Jesus estava sentado no templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantas” (v. 41). O povo tinha se acostumado com uma divindade que pedia ofertas para revertê-las em favores e proteção aos que ofertavam. A posição de Jesus era de completo repúdio àquele sistema. Entre tantas pessoas devotas que por ali passavam, Jesus observa um caso particular: “Então chegou uma viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada” (v. 42). Ora, de acordo com a lei, o sistema religioso deveria prover as viúvas pobres do necessário para a sobrevivência (cf. Dt 14,28-29). E Jesus contempla o contrário: o sistema religioso recebendo até mesmo de quem não podia ofertar e mal tinha como sobreviver. Embora voluntária e generosa, a oferta da viúva é motivada por uma concepção errada de Deus; ela é coagida ideologicamente a ofertar para poder receber benefícios de Deus. Era isso que os escribas (doutores da lei) e sacerdotes pregavam.

Jesus se comove ao ver a viúva ofertando tudo o que tinha para viver, e chama a atenção dos discípulos: “Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver” (vv. 43-44). A denúncia aos escribas tinha sido feita abertamente para a multidão (cf. v. 38); agora, se trata de um ensinamento mais reservado e específico para os discípulos, cuja importância é evidenciada pela introdução “Em verdade vos digo” (em grego:αμην λεγω υμιν – amém legô himin); essa é uma fórmula de introdução de um ensinamento solene e importante. Portanto, a observação que Jesus fez sobre a oferta da viúva tem grande importância para o seu discipulado em todos os tempos.

É claro que Jesus percebeu sinceridade e verdade naquela oferta. Ao contrário dos escribas que viviam de aparências, e dos ricos que ofertavam do supérfluo, a viúva renunciou a tudo o que tinha para viver, doando as suas duas únicas pequenas moedas. Porém, a admiração de Jesus é mais uma denúncia do que um elogio: a oferta das duas moedinhas da viúva era a última prova que ele precisava para concluir que aquela instituição religiosa – o templo e seu aparato de sustentação financeiro e ideológico – estava completamente degradada, sugando até mesmo de quem não tinha, como a viúva. Jesus sentiu as dores da viúva sendo sugada pelo templo e chamou os discípulos para sentirem também essas dores, alertando-os para jamais repetirem os abusos da religião que ele estava condenando. Mais do que comover, aquela cena causou repulsa em Jesus; por isso, ao sair do templo, pouco tempo depois, ele desejou e profetizou a sua destruição: “Não ficará pedra sobre pedra que não seja demolida” (Mc 13,2).

Jesus condena severamente a religião que se sustenta em práticas superficiais, condena a ostentação e a busca por privilégios. Ele não tolera religião de fachada, sobretudo quando essa esconde injustiças e exploração. Qualquer prática religiosa que abusa da boa vontade das pessoas simples e humildes, nada tem a ver com o projeto de Jesus.

Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN