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Vigário Geral da Diocese de Mossoró, Padre Flávio Augusto Forte Melo, celebra 25 anos de ordenação presbiteral



Desperta-nos a alegria no coração nesta celebração dos 25 anos de sua ordenação sacerdotal, momento especial em que louvamos a Deus pelo seu ministério.

Nesta ocasião, manifestamos nossas felicitações por tão significativa data do seu jubileu de prata presbiteral.

São 25 anos de doação, de uma vida consagrada a Deus, fazendo seus trabalhos diários, entre eles o culto litúrgico de amor e entrega ao Povo de Deus a ti confiado.

Parabéns te damos pelo intenso e fecundo sacerdócio, uma vocação que se renova a cada dia.

Que o senhor continue sendo um fiel mensageiro da Palavra de Deus e que Ele lhe dê sempre muita força, saúde e coragem para que possa continuar conduzindo este trabalho com a generosidade e com desprendimento que possui, acolhendo sobretudo os mais simples e humildes.

Que esse Jubileu de Prata Sacerdotal renove em sua vida a graça deste ministério e, acima de tudo, a capacidade de servir com amor ao seu próximo.

Que pela intercessão de  Santa Luzia o Padre Flávio Augusto tenha força e sabedoria, sempre!



Troco Solidário





O Bispo Dom Mariano Manzana e o Vigário Geral, Padre Flávio Augusto Forte Melo, fizeram uma visita ao proprietário do Supermercado Rebouças, Júnior Rebouças, na manhã de sexta-feira, 19, Dia da Caridade. Eles foram agradecer pelo projeto "Troco Solidário", que irá beneficiar três instituições e a primeira a ser contemplada será o Instituto Amantino Câmara. A doação é feita no ato da compra nos caixas das quatro lojas em Mossoró e uma em Assu.

“As doações são totalmente voluntárias e são dos clientes, não das lojas. O supermercado apenas oportuniza as doações, é o meio facilitador. Qualquer contribuição faz a diferença. Nas minhas viagens tomei conhecimento desse projeto. Achei importante e passamos seis meses estudando a logística até colocar em prática e graças a Deus a população vem abraçando e as instituições só têm a ganhar com esse gesto solidário", afirmou o empresário.

Dom Mariano e Padre Flávio agradeceram ao empresário e à população pelo gesto de solidariedade. "Com esse gesto seu e da comunidade, pouco a pouco, vamos tomando conhecimento que todos nós somos um pouco responsáveis por instituições, no caso o Amantino Câmara, que prestam um relevante serviço à sociedade. Muito obrigado e que Deus possa retribuir a cada um com saúde e paz", destacou Dom Mariano Manzana.
O empresário Júnior Rebouças explicou que a arrecadação com o "Troco Solidário" já tem data para ser entregue ao Instituto Amantino e aproveitou para solicitar que toda a clientela possa participar.

Reflexão para o XVI Domingo do Tempo Comum- Lucas 10,38-42 (ANO C)





O Evangelho deste décimo sexto domingo do tempo comum continua a nos situar no longo caminho de Jesus para Jerusalém. Como temos afirmado nos últimos domingos, o caminho que Lucas apresenta é, mais do que um percurso físico, um itinerário teológico e catequético, no qual Jesus revela sua identidade messiânica e forma o seu discipulado, ao mesmo tempo em que antecipa a natureza missionária da comunidade cristã. O texto proposto para hoje é exclusivo de Lucas (Lc 10,38-42). Trata-se do relato da visita de Jesus às irmãs Marta e Maria. Embora simples do ponto de vista narrativo, esse texto é altamente rico e revolucionário, no qual diversos paradigmas são quebrados. Como já estamos bastante familiarizados com o contexto do caminho, ao invés de contextualizar o texto, recordaremos inicialmente alguns aspectos relacionados à sua interpretação ao longo da história.

Por muito tempo, esse texto foi usado simplesmente para fundamentar a distinção entre duas formas de vida caras ao cristianismo: a vida ativa e a contemplativa, com uma clara superioridade da vida contemplativa, reservada a pessoas criteriosamente escolhidas por Deus para viver separadas do mundo, preservadas em mosteiros e conventos. Nessa linha, a personagem Marta representa a vida ativa, enquanto Maria é o ícone da vida contemplativa. Manter o texto nesta perspectiva é aprisioná-lo e deixar de perceber a sua riqueza ímpar no conjunto da obra de Lucas, o autor do Novo Testamento que mais valoriza a participação das mulheres na vida de Jesus e das comunidades cristãs. Por sinal, uma outra recomendação importante para uma compreensão adequada deste relato é mantê-lo separado da passagem do Evangelho segundo João (cf. Jo 11,1-43) em que Jesus também aparece em relação com as mesmas irmãs Marta e Maria, por ocasião da morte e reanimação de Lázaro, também irmão das duas. Há uma tendência quase automática de relacionar os dois relatos, o que prejudica a compreensão da perspectiva de Lucas que, para evidenciar a importância do encontro de Jesus com as duas mulheres, faz de conta que Lázaro não existe. É nessa linha que devemos fazer a leitura.

Olhemos, portanto, atentamente para o texto, para perceber as novidades que Lucas apresenta nele: “Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa” (v. 38). Naquele contexto, a mulher não tinha autonomia para receber um homem em casa. Esse era papel do homem. Enquanto o homem dava atenção ao hóspede, as mulheres da casa permaneciam na cozinha, preparando o alimento e não ousavam, sequer, saudar o hóspede. Por isso, trata-se de algo novo. A atitude de Marta foi revolucionária. Ao acolher Jesus, ela rompeu barreiras. Revolucionária também foi a atitude de Jesus: no seu tempo, não era conveniente para um homem aceitar a acolhida de mulheres. Temos logo no primeiro versículo, portanto, uma dupla transgressão: de Marta e de Jesus; ambos fizeram o que era proibido. Com isso, o evangelista ensina que homem e mulher possuem a mesma dignidade e, consequentemente, os mesmos direitos. Por onde Jesus passa, Ele quebra barreiras, rompe condicionamentos e promove libertação.

Na sequência, o evangelista introduz mais uma personagem, e com uma atitude ainda mais revolucionária que a de Marta: “Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra” (v. 39). A posição de Maria é muito importante e significativa, pois é a posição do discípulo, de acordo com o método rabínico de ensinamento.O gesto de sentar aos pés não quer dizer adoração nem devoção, como muitas interpretações afirmavam. Sentar aos pés para escutar quer dizer ser discípulo ou discípula; é aceitar o outro como mestre, como recordou Paulo em relação a Gamaliel, o seu mestre, ao defender-se dos judeus de Jerusalém: “Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade. Fui educado aos pés de Gamaliel” (At 22,3). Portanto, Maria se torna discípula com essa atitude. Assim, também ela rompe muitas barreiras. Esse papel não era permitido às mulheres. Temos aqui, novamente, uma dupla transgressão: a de Maria, que exerce um papel inconcebível para uma mulher da sua época, e a de Jesus que, ao aceitar mulheres no seu discipulado, põe cada vez mais em xeque a sua condição de mestre. Inclusive, na época circulava o seguinte ditado: “é melhor queimar a Torá do que colocá-la nas mãos de uma mulher”Com isso, Jesus rompe com todos os padrões de mestre da sua época. Rabino algum do seu tempo aceitava mulheres no discipulado.

Apesar de ter recebido um homem em casa, atitude revolucionária para uma mulher da sua época, Marta ainda estava condicionada, pelo menos em partes, aos padrões e normas do seu tempo, imaginando que a mulher não poderia fazer outra além dos cuidados do lar: “Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: ‘Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” (v. 40). Temos aqui a descrição de uma situação normal para uma dona de casa, principalmente tendo que preparar refeição para uma visita importante. É a imagem da dona de casa disciplinada que não perde tempo para manter a casa em ordem e servir da melhor maneira possível aos hóspedes. Por isso, ela pede que Jesus intervenha, pois, fazendo tudo sozinha, talvez, não conseguisse preparar a refeição a tempo. Embora normal para uma dona de casa, o pedido de Marta é absurdo para Jesus: tirar Maria dos seus pés seria fazê-la renunciar à condição de discípula e privá-la de um direito conquistado, um ato de emancipação feminina.

Com serenidade, Jesus responde à solicitação de Marta, sem, no entanto, atender ao seu pleito, ou seja, sem tirar Maria dos seus pés: “O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas” (v. 41). Antes de tudo, é necessário recordar que Jesus não está repreendendo Marta, como tem sido interpretado esse versículo. De fato, ver essa passagem como uma repreensão é um dos maiores equívocos das interpretações tradicionais. É inegável que Jesus vê o ativismo desenfreado, no qual Marta estava envolvida, como um empecilho à escuta da sua Palavra. Diante disso Ele não repreende, mas dá uma oportunidade, faz um convite ao discipulado. Na linguagem bíblica, a dupla invocação de um nome por Deus ou por um mensageiro seu, como aqui –  “Marta, Marta!” – é sinal de um chamado vocacional; recordemos alguns casos: “E Deus o chamou do meio da sarça, dizendo: ‘Moisés, Moisés!’ Este respondeu: ‘Eis-me aqui!” (Ex 3,4); “Veio o Senhor e chamou como das outras vezes: ‘Samuel, Samuel!’ e Samuel respondeu: “Fala, pois teu servo te escuta” (1Sm 3,10); “Saulo, Saulo, porque me persegues?” (At 9,4b). Como Maria já tinha abraçado o discipulado, o que foi demonstrado pelo gesto de sentar-se aos seus pés, Jesus chama também Marta a essa condição, ao invés de repreendê-la pelas suas preocupações. Esse chamado pode ser visto também como uma maneira de equilibrar a comunidade, pois já havia duas duplas de irmãos entre os discípulos: Simão e André, João e Tiago (cf. Lc 5,1-11; 6,14); é chegado também o momento de ter uma dupla de irmãs: Marta e Maria.

Assim como os discípulos pescadores foram chamados a deixar as redes para segui-lo, Marta é chamada a deixar certas preocupações e, assim como sua irmã, optar pela “parte boa”:“Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada” (v. 42). Embora a tradução litúrgica use a expressão “a melhor parte”, o correto é “a parte boa” (em grego: τήν άγαθήν μερίδα), pois é a única que realmente importa, e é incomparável. Essa “parte boa” é o Evangelho, o conjunto do ensinamento de Jesus e a sua própria pessoa. É escolhendo a “parte boa” que o ser humano encontra vida em plenitude e, por isso, se torna uma pessoa livre.

Ser discípulo ou discípula de Jesus é optar pela liberdade, abrir mão de todas as formas de prisão existentes. Esse chamado é aberto a todos e todas. Foi compreendido por Maria e Jesus o estende também à sua irmã. A própria Marta já tinha dado um grande passo de emancipação ao atrever-se a acolher um homem em sua casa. Faltava mais um, sentar-se aos pés do mestre para ouvi-lo. Fazendo isso, ela estaria escolhendo a “parte boa” e, logo, conquistando a liberdade plena. Esse chamado é dirigido a todas as pessoas, de todos os tempos e lugares.Com isso, Jesus declara que mulher não foi criada simplesmente para os cuidados do lar, mas para ser o que ela quiser ser, e estar onde quiser, inclusive discípula de um nazareno pobre e mal afamado, um mestre ao revés, como era Ele. 



Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN

Semana Missionária na Paróquia de Governador Dix-Sept Rosado






Semana Missionária na Paróquia São Sebastião em Governador Dix- Sept Rosado - 20 a 27 de julho de 2019

20/07 - Sábado (Abertura da Semana Missionária na Paróquia)
Acolhida dos missionários
Local: Centro São José
8h - Café de Acolhida
09h - Retiro com os missionários – Espiritualidade (Diácono Miquéias)
12h - Almoço
14h30 - Explanação do território paroquial e divisão dos setores
17h - Missa de Envio
Envio dos missionários para os setores e comunidades
19h - Acolhida dos missionários nas comunidades e setores

21/07 - Domingo
6h - Ofício da manhã nos setores
6h40 - Café partilhado
9h - Encontros temáticos: Crianças, jovens, casais e idosos
12h - Almoço
15h - Terço missionário
Jantar nas famílias
19h - Celebração da Palavra/Missa
20h - Convivência fraterna

22/07 - Segunda
 Convocados a fazer parte do povo das Bem-aventuranças: Uma Igreja em saída que se faz luz na família e no mundo” - Texto Bíblico: Mt 5,1-12
06h - Ofício da manhã
06h40 - Café partilhado
7h30 às 11h - Visitas às famílias
12h - Almoço
14h às 16h30 - Continuidade das visitas
17h - Partilha das visitas
Jantar
19h - Celebração/Missa

23/07 - Terça
 “Sal da Terra e Luz do Mundo: Uma Igreja em saída que se faz luz no mundo da comunicação e da educação - Texto Bíblico: Mt 5, 13-14
6h - Ofício da manhã
06h40 - Café partilhado
7h30 às 11h - Visitas às famílias
8h30 - Visitas às escolas
Unidade Mista de Saúde
12h - Almoço
14h às 16h30 - Continuidade das visitas
15h - Encontro com os idosos do Projeto Conviver 
17h - Partilha das visitas
19h - Celebração/Missa

24/07 - Quarta
“Discipulado, testemunho e profetismo: o seguimento a Jesus Cristo é uma caminhada martirial” - Texto Bíblico: Mt 10,1-16
06h - Ofício da manhã
06h40 - Café partilhado
7h30 às 11h - Visitas às famílias
12h - Almoço
14h às 16h30 - Continuidade das visitas
15h - Encontro com a comunidade Casa Papa Francisco
Encontro com a comunidade Casa Feminina
17h - Partilha das visitas e encontros
Jantar
19h - Caminhada dos Mártires de ontem e de hoje

25/07 - Quinta
 “Amor-serviço: Uma Igreja em saída que se faz luz na superação da violência e na construção da cultura da paz” - Texto Bíblico: Mt 18,1-4
06h - Ofício da manhã
06h40 - Café partilhado
07h30 às 11h - Visitas às famílias
08h - Visitas aos enfermos
12h - Almoço
14h às 16h30 - Continuidade das visitas
Visitas aos enfermos 
17h - Partilha das visitas
Jantar
19h - Celebração do Lava-Pés

26/07 - Sexta
 “Perdão e Reconciliação: o perdão é a chave da construção de uma comunidade de comunidades” - Texto Bíblico: Mt 18, 19-22
6h - Caminhada da Via Sacra – Quadros vivos
7h - Café partilhado
7h30 às 11h - Confissões na Matriz e nas capelas, visitas às famílias
11h30 - Partilha das visitas
12h - Almoço
Tarde de Lazer
19h - Celebração Penitencial

27/07 - Sábado
“Compromisso Batismal: Compromisso do Batismo e edificação da justiça” - Texto Bíblico: Mt 25, 31-46
06h - Ofício de Nossa Senhora
06h40 - Café partilhado
09h - Encontro com lideranças civis e religiosas –  Conjuntura social e política
Local: Câmara Municipal 
12h - Almoço
15h - Avaliação da Semana Missionária nos Setores
Jantar
19h - Celebração da Luz e Renovação das Promessas Batismais 

28/07 - Domingo – Encerramento da Semana Missionária
“Jesus Ressuscitou, a Missão continua!” - Texto Bíblico: Mt 28, 16-20
07h30 - Café dos Missionários
8h - Oração da manhã  no Centro São José
09h  Avaliação das Santas Missões de toda a Paróquia
12h - Almoço
15h30 - Concentração das caravanas dos setores rurais e urbanos no Posto LT
16h - Carreata pelas ruas da cidade
17h - Missa de Encerramento das Santas Missões
Entronização da Imagem da Beata Lindalva
18h30 - Show de Encerramento    


Paróquia de Governador Dix-Sept Rosado
Vigário - Padre Erivon Maia de Oliveira
Rua: Manoel Joaquim, 32, Centro - Governador
Fone: 84 3328-2240

Jornal A Luz: pegue o seu exemplar na secretária de sua paróquia.


Reflexão para o 14º Domingo do Tempo Comum- Lucas 10, 1-12.17-20 ( Ano C)





Neste décimo quarto domingo do tempo comum, a liturgia retoma a leitura do Evangelho segundo Lucas. O texto proposto para hoje é Lc 10,1-12.17-20, tradicionalmente conhecido como a “missão dos setenta e dois discípulos”, um episódio exclusivo de Lucas, que funciona como uma síntese antecipada da missão universal, o que o autor irá desenvolver com mais precisão no segundo volume da sua obra, o livro dos Atos dos Apóstolos. O contexto é o da grande viagem (ou caminho) para Jerusalém, a seção narrativa mais extensa de todo o Evangelho de Lucas, totalizando dez capítulos (9,51 – 19,28). Com essa viagem, o evangelista não trata apenas de um percurso físico, mas de um itinerário teológico e catequético, ressaltando a itinerância do movimento de Jesus e preparando a missionariedade futura da Igreja.

Como literalmente ser discípulo é ser seguidor de alguém (de um mestre), é na dinâmica do caminho que o discipulado se constrói. Por isso, essa etapa corresponde ao ponto alto da formação dos discípulos de Jesus, na perspectiva lucana. Inclusive, é durante essa seção narrativa que o evangelista mais apresenta elementos exclusivos seus, ou seja, elementos que não constam nos outros evangelhos. Com exceção do chamado “Evangelho da Infância” (Lc 1 – 2), podemos dizer que a etapa do caminho para Jerusalém corresponde ao que Lucas apresenta de mais original em seu Evangelho. É importante recordar que os três evangelhos sinóticos mostram o envio missionário dos Doze discípulos (cf. Mt 10,1-11; Mc 6,7-13; Lc 9,1-6), cujas regras são praticamente as mesmas do episódio de hoje; mas a missão dos setenta e dois é exclusividade de Lucas.

Não obstante as exigências para o seguimento de Jesus, como mostrava o Evangelho de dois domingos atrás (cf. Lc 9,18-24) o discipulado crescia cada vez mais: “O Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir” (v. 1). O número setenta e dois evoca o universalismo, pois os judeus imaginavam que fosse esse o número das nações da terra (cf. Gn 10). Com isso, o evangelista recorda que o mundo todo será contemplado com o anúncio do Reino de Deus. O envio “dois a dois” recorda a importância da vida comunitária; o ser humano não foi criado para estar sozinho, mas acompanhado (cf. Gn 1,18). Aqui há também uma maneira de chamar a atenção para o compromisso dos discípulos: a chegada de Jesus e sua mensagem a um lugar depende essencialmente da presença dos seus seguidores. Com a imagem da messe (v. 2), Jesus alerta para a urgência do anúncio. A messe (colheita) deve ser feita no tempo oportuno, para que não se perca, por isso, os discípulos não podem perder tempo durante o anúncio.

Jesus prevê hostilidades aos discípulos durante a missão, por isso os adverte: Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (v. 3). O anúncio do Reino vai de encontro a projetos de poder que incentivam a violência e fazem uso dessa. Para Jesus, é inadmissível o uso da força pelos seus discípulos, nem mesmo para autodefesa. O cordeiro é a imagem de quem não reage à violência com violência em hipótese alguma. Faz parte da missão confiar na bondade das pessoas, inclusive para a própria sobrevivência: “Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho!” (v. 4). Bolsa e sacola significam desejo de acúmulo e apego ao supérfluo, e sandálias aqui, especificamente, significa comodidade; portanto, são coisas incompatíveis com o seguimento de Jesus. A recomendação para não cumprimentar ninguém no caminho diz respeito à urgência do anúncio, pois as saudações pessoais nas antigas culturas orientais compreendiam rituais bastante longos.

Na continuidade das recomendações, Jesus ensina o que é realmente essencial anunciar: “Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’. Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós” (vv. 5-6). A paz era o bem mais almejado para o ser humano, de acordo com a mentalidade bíblica, pois compreendia a felicidade e o bem-estar integral do ser humano, contemplando todas as dimensões da vida, e isso coincide exatamente com a proposta do Reino de Deus: promover o bem do ser humano, acima de tudo.

Além do desapego aos bens materiais, o discipulado exige também o abandono de mentalidades fechadas e de preceitos separatistas, como as leis de pureza alimentar:“Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós(vv. 7-9). Um dos maiores entraves para a convivência dos judeus com não-judeus era a observância rígida das regras de pureza alimentar; eles não entravam de casa em casa com medo de se contaminarem; tinham uma lista de alimentos “puros” e só comiam daquilo, o que faz com que essa recomendação de Jesus se torne altamente revolucionária. A missão dos enviados de Jesus, independente da época histórica, consiste na promoção da vida e da dignidade das pessoas. Curar e expulsar demônios, na linguagem bíblica, é combater tudo o que impede o bem-estar do ser humano, incluindo a cura das doenças e a libertação das estruturas injustas e toda forma de escravidão; e esses são os sinais de que o Reino de Deus está se concretizando.

Jesus previne os discípulos também para a possibilidade de não aceitação da sua mensagem, não pregando vingança, mas alertando para que não insistam diante da recusa e partam logo para outros lugares: Mas, quando entrardes numa cidade e não fordes bem recebidos, saindo pelas ruas, dizei: ‘Até a poeira de vossa cidade, que se apegou aos nossos pés, sacudimos contra vós. No entanto, sabei que o Reino de Deus está próximo!’ Eu vos digo que, naquele dia, Sodoma será tratada com menos rigor do que essa cidade” (vv. 10-12). O anúncio cristão é uma proposta de vida que não pode ser imposta, mas apenas oferecida. Aqui, Jesus não propõe a vingança para quem não aceita o anúncio do Reino, mas alerta os discípulos a não perderem tempo e deixa claro que há consequências para quem recusa o anúncio do Reino; essas consequências não são castigo, mas a privação da vida plena e abundante que somente com a vivência do Evangelho é possível experimentar.

A liturgia salta alguns versículos (vv. 13-16) e já passa para o retorno dos discípulos, bastante entusiasta, por sinal: “Os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome” (v. 17). A alegria dos discípulos pelo êxito da missão corresponde à força da Palavra por eles anunciada. A “obediência dos demônios” significa o mal combatido em todos os sentidos, incluindo a superação das doenças, da violência, das injustiças e preconceitos. Isso só é possível quando tudo é feito no nome de Jesus, o Reino de Deus em pessoa.

Diante do entusiasmo dos discípulos, Jesus toma novamente a palavra: “Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal” (vv. 18-19). Jesus interpreta o sucesso da missão dos setenta e dois como o fim do domínio das forças do mal sobre o mundo. A imagem de “satanás caindo do céu” não significa a queda de um monstro das alturas, mas a superação do mal pelo bem. Quer dizer que a missão transforma realidades, não obstante as hostilidades, representadas nas palavras de Jesus pelas imagens das “cobras e escorpiões”. O Evangelho liberta das mais perversas estruturas de poder que geram morte, dor, injustiça e preconceito. Onde o Reino se instaura, o mal desaparece.

Por último, Jesus recomenda aos discípulos que não se entusiasmem demais com os resultados, inclusive por precaução de um possível envaidecimento da parte deles: “Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu” (v. 20). O que importa para o discipulado é a certeza de estar em sintonia com os propósitos de Deus, ajudando a construir o seu Reino. Ter o nome inscrito no céu significa a certeza de ser amado por Deus, e é isso que conta na vida do ser humano, e não os méritos pessoais de cada um. É a certeza desse amor que deve motivar o ser humano a lutar para que esse mesmo amor chegue a todos os lugares e corações e, para isso, é necessária a missão.

A missão dos setenta e dois é um aceno do evangelista Lucas à inclusão e à superação de círculos fechados que muitas vezes aprisionam o Evangelho nas comunidades. Jesus não deixou a sua mensagem a encargo somente dos Doze, mas de qualquer pessoa que esteja disposta a colaborar com a missão de fazer o Reino de Deus acontecer. Para colaborar com o Reino é necessário colocar-se em caminho com Jesus, com disposição para amar indistintamente, conviver com as diferenças, criar laços e superar barreiras. A luta contra o mal exige essa disposição.

Pe. Francisco Cornelio Freire Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN

Dom Mariano Manzana prega no Retiro Espiritual do Clero da Diocese de Campina Grande



Teve início às 18h30, nessa segunda (08) o Retiro Espiritual do Clero da Diocese de Campina Grande, na cidade de Lagoa Seca, Convento Santo Antônio (Ipuarana) com a presença dos Bispos Dom Dulcênio Fontes de Matos (Campina Grande-PB), Dom Mariano Manzana (Pregador – Mossoró), padres e diáconos.
Após o jantar de recepção, preparado pela acolhedores anfitriões da Casa, os Frades Franciscanos, o Clero fez a primeira oração que convidava os padres a “redescobrirem a vocação… o padre não está nesta caminhada por acaso”, dizia o texto inicial do Ofício. Em seguida, meditou-se um trecho da Primeira Carta São Pedro (5,1-4), que fortemente admoestou os presentes com palavras admiráveis: “Cuidem do rebanho de Deus que lhes foi confiado, não por imposição, mas de livre e espontânea vontade, como Deus o quer; não por causa de lucro sujo, mas com generosidade; não como donos daqueles que lhes foram confiados, mas como modelos para o rebanho”.
Ao final, todos receberam as bênçãos do Bispo Dom Dulcênio que acolheu a todos desejando um frutuoso retiro e pedindo aos seus padres que “estivessem, de fato, para rezar”. Também foi a oportunidade de Dom Mariano ser apresentado e proferir suas primeiras palavras como pregador. Este, lembrando o texto de Lc 19,31 que faz alusão a entrada de Jesus em Jerusalém carregado por um jumentinho, fez a seguinte comparação: “Aquele jumentinho que levou Jesus a Jerusalém não era ele o mais importante, o mais importante ia montado sobre ele, Jesus. Assim sou eu, não sou o mais importante, vim aqui humildemente para trazer o que há de mais importante que é a Palavra de Deus”.
 Fonte: Diocese de Campina Grande 

Canonização de Irmã Dulce e mais quatro beatos será no dia 13 de outubro


O Papa Francisco presidiu, nesta segunda-feira (1º/07), na Sala Clementina, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a Canonização de cinco Beatos, dentre os quais Irmã Dulce Lopes Pontes.
Durante o Consistório, o Santo Padre anunciou a data de canonização dos cinco beatos. Será no domingo, 13 de outubro próximo.
Além de Irmã Dulce, serão canonizados os seguintes beatos: John Henry Newman, cardeal, fundador do Oratório de São Filipe Néri na Inglaterra; Giuseppina Vannini (no século Giuditta Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo;  Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família e Margherita Bays, Virgem, da Ordem Terceira de São Francisco de Assis
Irmã Dulce, cujo nome de batismo era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, é recordada por sua obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados. Após canonização, a beata levará o nome santo de Santa Dulce dos Pobres e seu dia será celebrado sempre no dia 13 de agosto, a partir de 2020.
O Segundo Milagre
O Vaticano anunciou a canonização de Irmã Dulce em maio deste ano, quando um segundo milagre atribuído à intercessão da religiosa, também conhecida como “O Anjo bom da Bahia”, foi reconhecido por meio de decreto. A pessoa agraciada é um homem que morava na Bahia e foi curado após passar 14 anos cego. Ele participou da coletiva nesta segunda-feira.
O milagre teria ocorrido após o homem pedir a Irmã Dulce para interceder por ele, por conta de uma conjuntivite, pouco antes de dormir. Quando acordou, no dia seguinte, o homem havia melhorado da doença e voltado a enxergar, segundo a Arquidiocese de Salvador.
O milagre intriga médicos, pois, mesmo após voltar a enxergar, os exames do homem apontam lesões que deveriam impedir que ele tivesse o sentido.
Além desses dois milagres reconhecidos, mais de 10 mil outros relatos feitos por fiéis do mundo inteiro são armazenados pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), em Salvador. Há depoimentos de cura de câncer, superação de vício em drogas, conquista de emprego, solução de dívidas e problemas familiares, sobrevivência a acidentes graves.
Com informações Vatican News

Retiro do Clero em Nísia Floresta- RN


No período de 01 a 04, acontece o Retiro Anual do Clero da Diocese de Mossoró. Este ano, o retiro acontece em Nísia Floresta com direção espiritual do Bispo da Diocese de Óbidos, Dom Bernardo Johannes Bahlmann, O.f.M, Província Eclesiástica do Pará, Diocese com a qual temos relações de fraternidade na forma de experiência missionária de alguns dos nossos seminaristas.

Programação do Retiro do Clero da Diocese de Mossoró

01/07- Segunda-feira
18h- Jantar
19h- Apresentação, Introdução (Vocação) e Encaminhamentos
02/07- Terça-feira
7h- Café da manhã
8h- Laudes e 2ª Colocação – Missão
10h- Coffee break
11h15- Missa
12h- Almoço
14h30- 3ª Colocação – Conversão Eclesial: uma Igreja em “saída”
15h- Coffee break
17 h- Em Grupo Vésperas e Partilha
18h- Jantar
19h30- Terço

03/07- Quarta-feira
7h- Café da manhã
8h- Laudes e 4ª Colocação – Cooperação Missionária (Cristo subindo na cruz)
10h- Coffee break
11h15- Missa
12h- Almoço
14h30- 5ª Colocação – Cooperação Missionária
15h- Coffee Break
17h- Em Grupo Vésperas e Partilha
18 h- Jantar
19h30- Celebração Penitencial e confissão individual

04/07- Quinta-feira 
7h- Café da manhã
8h- Missa
9h- 6ª Colocação – Conclusão
10h- Coffe Break
10h15-Informes diocesanos
12h- Almoço
13h- Saída

Rádio Rural transmite a ordenação presbiteral do Diácono José Mario Freitas Viana Segundo