ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARQUIVO: 2018 / 2017 / 2016 / 2015 / 2014 / 2013 / 2012 / 2011 / 2010 / 2009

“Londrina espera a todos com alegria e satisfação”, diz dom Geremias aos participantes do 14º Intereclesial de Ceb’s



O arcebispo de Londrina (PR), dom Geremias Steinmetz, em artigo, publicado no site da Ceb’s do Brasil, dá as boas vindas aos participantes do 14º Intereclesial de Ceb’s que acontece de 23 a 27 de janeiro.
“Já está muito perto o esperado 14º Intereclesial de CEBs. As reflexões sobre as CEBs e os desafios no mundo urbano vão tomando corpo pouco a pouco. O lema Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-lo (Ex 3,7) já ilumina a vida e a espiritualidade de milhares de pessoas que, esperamos, cresça ainda mais”, disse no artigo.
O bispo informa que a arquidiocese de Londrina espera a todos com alegria e satisfação. “As comunidades, com suas famílias acolhedoras esperam ansiosamente a chegada de todos. As muitas Equipes de Trabalho se preparam há vários meses para que tudo aconteça dentro do previsto e da necessidade de tão majestoso encontro. O Secretariado pensou em tudo com muito carinho. Está tudo preparado!”, escreveu.
C“Agora esperamos no silêncio e na torcida para que todos cheguem bem e felizes e se sintam “em casa” entre nós. No abraço que lhes daremos na chegada queremos lembrar o abraço que Deus continua dando em seu povo para animá-lo na luta”, disse.
Para o religioso será uma enorme alegria acolher a todos e todas em Londrina, nas cidades e comunidades vizinhas. “Desejo que a vossa preparação também seja intensa e que a realização do 14º Intereclesial consiga corresponder à enorme expectativa que foi criada ao redor dele”, afirmou no artigo. “Que os desafios no mundo urbano não sejam motivos de desânimos, mas de unidade e luta por justiça e igualdade”, finalizou dom Geremias.

Missa de envio para visitas na II Animação Missionária Vocacional em Serra do Mel- RN



Aconteceu na manhã deste domingo,dia 21, às 8h,na Matriz de Nossa Senhora Aparecida,a missa de envio dos missionários que visitarão vinte e três vilas, em Serra do Mel (RN). A missa foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana. A II Animação Animação Missionária Vocacional prossegue até o dia 28.


Planejamento pastoral tem força de transformação da realidade

“Nosso mundo precisa urgente de ações efetivas rumo a uma sociedade mais justa e fraterna, e essas ações não podem ser pensadas da noite para o dia, mas devem ser bem planejadas”, desta forma o subsecretário adjunto de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Deusmar Jesus da Silva definiu a importância das comunidades, paróquias, dioceses e demais esferas da Igreja desenvolver, neste início de ano, um bom planejamento pastoral.
“Se queremos ter uma diocese, paróquia ou comunidade bem preparada para responder aos desafios do tempo presente é preciso planejar, traçar metas e ter estratégias de ação”, disse. O planejamento pastoral, segundo o padre, permite que a Igreja enfrente, nos territórios onde atua, os desafios do mundo globalizado que atingem direta ou indiretamente nossas dioceses, paróquias e comunidades.
Para desenvolver um bom processo de planejamento pastoral, o padre chama a atenção para a importância de levar em consideração as orientações e pistas da ação evangelizadora oferecidas pelo papa Francisco e também pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil.
Um bom planejamento, orienta o religioso, precisa motivar a comunidade e partir de seus anseios, ver, julgar e iluminar a realidade, fixar objetivos gerais tendo em vista o agir para transformação da realidade. Avaliar e retomar o planejamento também são importantes segundo padre Deusmar. “O planejamento pastoral bem feito com respostas bem planejadas para poder enfrentar a realidade tem força transformadora, o que nos pede a missão profética”, disse.
É necessário também lembrar que o planejamento lida com as expectativas das pessoas. “Temos que lembrar sempre que estamos trabalhando com pessoas que carregam consigo medos, esperanças e expectativas quanto à ação pastoral. Por isso, deve ser gestada com o amor cristão e deve crescer à luz da fé”, adverte. Para o padre Deusmar a soma de procedimentos focados nos mesmos objetivos e metas é que farão do planejamento pastoral uma ferramenta de ação eficaz na gestão de uma diocese, paróquia ou comunidade.

Fonte: CNBB

II Animação Missionária Vocacional em Serra do Mel - RN











Seminaristas começam a vivenciar a II Animação Missionária Vocacional, de 18 a 28, na recém criada Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Serra do Mel/RN.
 A Animação Missionária Vocacional traz como tema este ano: “Vamos pelo mundo afora, é Cristo quem nos convida” (Mc, 16,15). O evento teve início, nesta quinta-feira, dia 18 e será concluído no dia 28 de janeiro, às 18 horas, com uma missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Mariano Manzana. Participam cerca de 60 missionários seminaristas e vocacionados, sem contar com os missionários da paróquia, totalizando mais de 200 missionários envolvidos nesta importante missão que tem como objetivo mobilizar ao máximo as comunidades.
Contamos com a oração de todos para um bom êxito de nossa missão. Rezemos pela Paróquia Nossa Senhora Aparecida, pelas vocações, pelos nossos seminaristas e vocacionados. É tempo de festa!

22ª Edição do Nordestão de Liturgia no Crato - CE


Doze representantes da Diocese de Mossoró estão em Crato, no Ceará, participando do curso de Liturgia que reúne pessoas de todos os cantos do país, sobretudo do Nordeste. Dez dias intensos de estudos e vivências celebrativas à luz do Concílio Vaticano II.
Além dos cursistas, Padre Janédson e Gretchen integram a equipe de assessoria e coordenação da formação.

Oremos pelos nossos irmãos e irmãs que vivenciam o curso e têm a missão de animar as comunidades e ajudá-las a crescer na fé. O Nordestão de Liturgia acontece de 15 a 25.




Nordestão de Liturgia
A 22ª edição do Nordestão de Liturgia, reúne 122 participantes, entre leigos, padres, religiosos e diáconos, no Centro de Expansão Dom Vicente de Araújo Matos, para aperfeiçoarem o saber teológico- litúrgico e pastoral.
O Bispo de Crato e referencial em liturgia do Regional Nordeste 1, Dom Gilberto Pastana, concedeu a palavra de acolhida do encontro.
Segundo o prelado, "a liturgia celebra a vida, celebra os acontecimentos salvíficos em nossa história, faz acontecer, de tal modo, que nos permite realizarmos essa caminhada".
"Dessa forma, quero acolher vocês nesse lugar que é abençoado. O Cariri é um oásis desse sertão nordestino. Aproveitemos esses dias para que a gente crie entre nós esses laços que nos marcarão pelo resto da vida. Que ao sair daqui vocês possam comunicar a bela experiência que vão ter esses dias. Sejam muito bem-vindos, a casa é sua e o bispo também", declarou.
De acordo com um levantamento feito pela coordenação, os participantes desta edição vieram de diversos estados do país, como Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Maranhão e São Paulo.
O evento conta com a assessoria de pessoas renomadas do campo litúrgico do Brasil. Tudo isso para, conforme o Padre Joaquim Ivo, coordenador do curso, "levar cada pessoa a ter o encontro pessoal com Jesus na liturgia e, a partir deste encontro, vivenciar o mistério de Deus em sua vida". (LMI)

Domingo da Solidariedade nas paróquia de Mossoró - RN


Você pode ser solidário. No terceiro domingo de cada mês, contribua com alimentos não perecíveis ou material de limpeza e faça parte da grande corrente do bem e da caridade no “Domingo da Solidariedade” na sua paróquia. A campanha ajuda as pessoas atendidas pelos programas sociais:
Casa de Apoio Papa Francisco

Lar da Criança Pobre
Projeto Emaús
Projeto Renascer
Fazenda da Esperança
Abrigo Amantino Câmara
Cáritas Diocesana
Projeto Esperança
Seminário Santa Teresinha

Locais de arrecadação: todas as igrejas e capelas de Mossoró

Papa Francisco inicia viagem ao Chile e Peru



O Papa Francisco iniciou nesta segunda-feira, 15, sua viagem ao Chile e Peru, a 22ª viagem internacional de seu pontificado. O avião decolou do aeroporto internacional de Roma, Fiumicino, às 8h55 (hora local, 5h55 em Brasília).
A primeira etapa da viagem será no Chile, onde sua chegada está prevista para as 20h10 (hora local, 21h10 em Brasília). A programação da visita começa nesta terça-feira, 16, sendo o primeiro compromisso do Santo Padre o encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático do país.
Como de costume ao partir de Roma rumo a uma viagem internacional, o Papa enviou um telegrama ao presidente da Itália, Sergio Mattarella, dirigindo-lhe uma saudação acompanhada de votos para o bem estar espiritual, civil e social do povo italiano.
No Chile, o Papa visitará a capital Santiago e as cidades Temuco e Iquique. Sua partida para o Peru será na quinta-feira, 18. Lá, o Papa visitará a capital Lima e as cidades Puerto Maldonado e Trujillo.

Fonte: Canção Nova

Reflexão para o II Domingo do Tempo Comum - João 1,35-42 ( Ano B)



A liturgia do segundo domingo do tempo comum, independente do ano litúrgico, sempre propõe um texto do Evangelho segundo João. Neste ano B, o texto proposto é Jo 1,35-42. Ao longo do ano, a liturgia do tempo comum faz uma apresentação contínua do ministério de Jesus, desde os seus primórdios na Galiléia até o seu final em Jerusalém. Recorre-se, portanto, ao Evangelho segundo João no segundo domingo, porque é esse o que melhor introduz a vida pública de Jesus, apresentando a chamada “semana inaugural”, aberta com o envio da comitiva pelas autoridades de Jerusalém para fiscalizar a atividade do Batista (cf. 1,19-28), e concluída com o episódio das bodas de Caná (cf. 2,1-12). O episódio narrado hoje acontece no terceiro dia dessa semana inaugural.

Iniciamos a nossa reflexão com uma pequena observação ou correção da versão litúrgica do texto: ao invés da genérica e desnecessária expressão “naquele tempo”, o texto em sua versão original contém uma delimitação temporal específica omitida pela liturgia. Ora, o versículo 35 é introduzido pela expressão “no dia seguinte” (em grego: Th/| evpau,rion – té epaúrion). Pode parecer uma observação pouco significativa, mas na verdade é de grande importância. Se o evangelista usa a expressão “no dia seguinte”, é sinal que o episódio a ser narrado está em continuidade com o anterior.

Assim como tinha sido anunciado no prólogo que “houve um homem enviado por Deus, seu nome era João. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz” (Jo 1,6.8), as primeiras cenas do Quarto Evangelho apresentam exatamente o testemunho de João a respeito de Jesus. O evangelho de hoje se insere nesse contexto. No episódio anterior o evangelista narrara o primeiro encontro de Jesus com João. Ali, o Batista tinha reconhecido Jesus como o “cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (cf. Jo 1,29), e dado o seu testemunho a respeito dele.

No episódio narrado pelo evangelho de hoje, ou seja, um dia depois, novamente eles se encontraram: “No dia seguinte, João estava com dois de seus discípulos e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” (vv. 35-36). É importante recordar que esse é o terceiro dia da narração e, portanto, seu significado é de grande importância. O terceiro dia na Bíblia não é simplesmente a soma de três dias cronológicos seguidos, mas é um sinal de intervenção de Deus. É o dia em que coisas importantes acontecem, como a ressurreição, por exemplo. Portanto, esse episódio tem um valor bastante significativo para o todo Evangelho segundo João, uma vez que é o nascimento da comunidade dos discípulos.

Antes, João Batista tinha apresentado Jesus como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, agora o apresenta apenas como “Cordeiro de Deus”, uma vez que mais importante que a sua função, é pessoa de Jesus. Antes de tudo, João considera o ambiente e a situação em que o povo se encontrava: instituições corrompidas, sistema religioso sem credibilidade e um império repressivo, gerando dor e sofrimento na população mais pobre. Essa situação degradante era consequência de uma sociedade dirigida por lobos. Daí, a necessidade de alguém que assuma o papel de cordeiro, ou seja, como sinal de paz, de luta contra o mal e a violência, um líder que não faça uso de nenhum dos instrumentos usados pelos dirigentes da época: força, violência, repressão, corrupção e exploração. João não pensa no cordeiro pascal do sacrifício, mas no líder-cordeiro, ou seja, pacífico e humilde. É importante que o conhecimento da identidade de Jesus seja revelado para que seus discípulos tenham verdadeiras convicções do seguimento. João apresenta Jesus como cordeiro para os seus próprios discípulos, fazendo assim uma espécie de transição entre a sua missão de precursor e a missão de Jesus como Salvador e luz da humanidade. Ele reconhece que sua missão de testemunha está chegando ao seu cumprimento.

É interessante perceber como o evangelista constrói a cena: João estava com seus discípulos, viu Jesus passar e o testemunhou como cordeiro. Aqui aparece o verbo que vai orientar todo o texto: o verbo ver. Na língua grega há quatro verbos que significam ver: oráo, theaomai, blêpo e emblêpo. O que o evangelista usa aqui é emblêpo, o qual significa “ver por dentro”, expressa a mais alta intensidade e profundidade do olhar. Esse verbo é usado duas vezes no evangelho de hoje: para expressar o olhar de João para Jesus, e o de Jesus para Simão (v. 29). Nas outras ocorrências o evangelista usa os significados menos intensos (vv. 38-39).

A reação dos discípulos demonstra o quanto o testemunho de João era convincente: “Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus”(v. 37). Assim como em toda a tradição bíblica, a escuta tem grande importância na transmissão da fé. Aqui começa a formação do discipulado de Jesus no Quarto Evangelho. Enquanto nos evangelhos sinóticos o chamado acontece praticamente de improviso, com Jesus chamando diretamente, em João o chamamento faz parte de um processo iniciado pela pregação do Batista. A pregação do Batista chega ao seu objetivo, e ao mesmo tempo esgota-se. Assim, o gesto dos dois discípulos seguindo Jesus representa o cumprimento do antiga aliança e o início da nova, a qual será celebrada solenemente na conclusão da semana com as bodas de Caná (cf. Jo 2,1-12). Seguir Jesus significa a disposição de acolher a sua proposta de vida e viver como Ele; é abandonar todos os caminhos anteriores e andar somente nos seus. Significa também a dinâmica do Reino: enquanto o Batista tinha um ponto fixo para sua pregação, a missão de Jesus é dinâmica e universal.

Os dois discípulos seguiram Jesus porque ouviram João testemunhar a seu respeito. Mas esse é apenas o primeiro passo de um verdadeiro seguimento, é apenas a descoberta inicial. Para tornar-se discípulo, é necessário muito mais. Por isso, “voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” (v. 38a). Esse trecho é muito importante! Essa pergunta “o que estais procurando?” é a primeira fala de Jesus no Evangelho segundo João; são as suas primeiras palavras. É interessante que o diálogo de Jesus com a humanidade não começa com um discurso ou uma proclamação solene, mas com um questionamento. A pergunta de Jesus é de fundamental importância, por isso continua válida ainda hoje e sempre será. É preciso ter clareza das motivações para o seguimento. É preciso refletir constantemente sobre por quais motivos se segue a Jesus.

A resposta dos discípulos mostra que eles estavam no rumo certo e, portanto, que a catequese de João como precursor tinha sido bem feita:“Eles disseram: “Rabi (que quer dizer mestre) onde moras?” (v. 38b). Com essa expressão os discípulos não pedem o endereço de Jesus, mas algo muito mais profundo. A expressão “onde moras?” (em grego: pou/ me,neijÈ – pú meneis) significa muito mais que o desejo de conhecer uma localidade; significa “qual é o seu estilo de vida?”, “como vives?”, “ensinas-nos a viver como tu!”. Com todo respeito ao antigo mestre, os discípulos de João reconhecem que não é a sua vida que devem imitar, mas a vida de Jesus de agora em diante. João disse que Jesus é o Cordeiro, os discípulos não se contentam com essa informação e querem conhecer, experimentar a vida de cordeiro vivida por Jesus.

O convite de Jesus é decisivo: “vinde e ver” (v. 39a). O anúncio oral, como fez João Batista, é apenas o primeiro passo, é somente uma etapa no caminho para o discipulado. Para tornar-se verdadeiramente discípulo ou discípula é necessário fazer a experiência do encontro, do convívio, do estar com Ele. Aqui Jesus faz uma firme denúncia, embora sutil, à religião do seu tempo baseada na doutrinação. Ele quer dizer que não é explicável com palavras. Nenhuma doutrina é capaz de contê-lo. Jesus não é conteúdo, Ele é pessoa de relação.

Só conhece Jesus quem vive com Ele, quem vai ver e permanece com Ele, como fizeram aqueles dois discípulos: “Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde” (v. 39b). Aqui está o primeiro modelo de discípulo e de encontro. Ir ver onde Ele mora e permanecer é acatar a sua proposta de vida. Isso se faz somente em comunidade: foram dois e permaneceram com Ele. Eles não foram conhecer um espaço físico determinado, mas foram viver como Ele. Como o dia terminava às seis horas, essa indicação temporal “quatro da tarde”significa que permaneceram até o fim com Ele e, por isso, quando surgir o novo dia, aqueles discípulos já estarão revestidos de uma vida nova, ou seja, do estilo de vida de Jesus.

Até então, nenhum dos discípulos fora chamado pelo nome. Finalmente, um deles se torna conhecido: “André, irmão de Simão Pedro, era um dos que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus” (v. 40). O evangelista reforça aqui, mais uma vez, a eficácia do anúncio de João: os discípulos seguiram Jesus porque ouviram o precursor. O outro discípulo que não é identificado por nome é, certamente, aquele que permanecerá como enigma em todo o Evangelho: o discípulo amado. O efeito do encontro com Jesus se torna visível na passagem do discípulo a missionário: André “foi encontrar seu irmão Simão e disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer Cristo)”(v. 41). Quem faz a experiência da comunhão de vida com Jesus, quem o vê e permanece com Ele sente a necessidade de dá-lo a conhecer, partilhando essa mesma experiência. Ao encontrar o messias-cordeiro, ele encontrou sentido para a vida, percebeu que os lobos de então (dirigentes políticos e religiosos) não tinham a palavra final, uma nova ordem e um novo tempo estavam surgindo a partir do fracos e pequenos, representados pela imagem do cordeiro.

À medida em que a experiência de viver com Jesus vai sendo partilhada, o discipulado vai se dilatando: “Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: pedra)” (v. 42). É interessante que o evangelista não concede a palavra a Simão. O entusiasmo era todo de André. Subentende-se uma admiração silenciosa e imóvel de Pedro, a ponto de ser necessário um encorajamento de Jesus com o acréscimo do nome Cefas (Pedra=Pedro). Assim, o grupo dos seguidores se ampliava quando a experiência vivida era compartilhada.

Que o anúncio da palavra em nossas comunidades gere inquietações e inconformismos e, assim, possamos buscar o conhecimento de Jesus fazendo a experiência de comunhão de vida com a sua pessoa, indo onde Ele mora e levando-nos a reconhecê-lo no encontro com os irmãos e irmãs. Só Ele comunica vida em plenitude. E essa vida não pode ser experimentada pela mera repetição de fórmulas doutrinais, mas somente no encontro com a sua pessoa.


Mossoró-RN, 13/01/2017, Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou (Jo 6,38)




Neste mês de janeiro, de 18 a 28, seminaristas e vocacionados de nossa Diocese irão fazer uma experiência missionária na Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, em Serra do Mel. O tema escolhido para essa II Animação Missionária Vocacional será “Vamos pelo mundo afora, é cristo quem nos convida” (Mc 16,15). Será um momento importante para os seminaristas que estão em processo de formação e discernimento dos vocacionados, para as comunidades paroquiais que se aprofundam na dinâmica missionária e para a Diocese que intensifica a evangelização e a missão da Igreja.
            Os seminaristas, acompanhados dos vocacionados, oferecem dez dias de suas férias para poderem viver uma animação missionária junto às famílias daquela comunidade. Ao mesmo tempo em que realizam uma prática pastoral, vivenciam na animação missionária junto aos vocacionados e toda a comunidade vários aspectos da realidade que serão importantes para a vida sacerdotal. Aspectos que podem e devem ser rezados, meditados, refletidos durante o processo de formação no seminário em vista de um bom discernimento vocacional. Nisto as comunidades também terão a oportunidade de crescer na espiritualidade missionária que, ao longo dos anos, tem amadurecido e dado frutos em toda a Diocese.
            Nos sentimos felizes ao ver que o espírito missionário tem florescido ao longo dos anos, em cada comunidade, nos agentes e lideranças evangelizadores. Uma semana missionária é um símbolo, a síntese deste espírito do qual todos devemos estar imbuídos com a certeza de que estamos vivendo, realizando nossa vocação batismal. Pedimos humildemente que abram as portas das comunidades com a generosidade e hospitalidade de sempre, e que conhecemos de todos, para acolher os seminaristas e vocacionados e poderem viver uma grande fraternidade missionária. Ao mesmo tempo desejamos que os seminaristas e vocacionados se fortaleçam e se firmem mais e mais na vocação missionária que deve caracterizar todo sacerdote.
            Invocando, neste início de ano, a intercessão da Bem-aventurada e sempre Virgem Maria, Estrela da Evangelização e Mulher missionária, e Santa Luzia, nossa padroeira, desejamos uma feliz e abençoada missão aos que irão participar e um frutuoso ano a todos.



Dom Mariano Manzana
Bispo Diocesano

Missa de seis anos de falecimento de Dom José Freire de Oliveira Neto

A Diocese de Santa Luzia de Mossoró convida a comunidade cristã para Missa de 6 anos de falecimento de Dom José Freire de Oliveira Neto. A missa será celebrada amanhã, 10, às 17h, pelo vigário-geral Padre Flávio Augusto, na Catedral de Santa Luzia. Dom José Freire faleceu no dia 10 de janeiro de 2012, aos 83 anos, no hospital Wilson Rosado. Todos os fiéis estão sendo convidados.



·      Transmissão da Rádio Rural de Mossoró