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Domingo da Solidariedade nas Paróquias de Mossoró




Sempre no terceiro domingo do mês, as nove paróquias de Mossoró, realizam a campanha Domingo da Solidariedade onde os fiéis são convidados a levar gêneros alimentícios ou material de limpeza para ser doado ao Lar da Criança Pobre, Casa Papa Francisco, Projeto Esperança, Reviver Feminino, Projeto São Lucas e São Pedro, Abrigo Amantino Câmara, Fazenda Esperança, Seminário Santa Teresinha e Cáritas Diocesana.

Reflexão para o XV Domingo do Tempo Comum- Marcos ( 6,7-13- Ano B)



REFLEXÃO PARA O XV DOMINGO DO TEMPO COMUM – MARCOS 6,7-13 (ANO B)


O Evangelho deste décimo quinto domingo do tempo comum é Mc 6,7-13, texto que apresenta o envio missionário dos Doze por Jesus. Esse texto é apresentado pelo evangelista como a resposta de Jesus à rejeição sofrida em sua terra natal, Nazaré (cf. Mc 6,1-6), como refletimos no domingo passado. Ao sentir-se rejeitado enquanto portador da Boa Nova de Deus, e até ridicularizado, como foi, a reação de Jesus não foi de desespero, nem de condenação, mas uma tomada de consciência de que havia muito mais a ser feito, os esforços deveriam ser dobrados daquele momento em diante. Era necessário que a missão fosse ampliada com urgência. Jesus tinha consciência de que aquela lamentável rejeição em Nazaré, marcada pela incredulidade dos seus habitantes na sinagoga, não era um caso isolado, mas um retrato de todo o Israel. Por isso, enviou os Doze para que sua missão se expandisse e os sinais do Reino de Deus frutificassem mais rápido, tendo em vista a necessidade urgente: Israel padecia e não havia mais razão para retardar o advento do Reino.

Ainda a nível de contexto, é importante recordar que Jesus constituiu os Doze com duas finalidades: “E constituiu Doze, para que ficassem com ele, e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios” (Mc 3,14). Ora até aqui, no capítulo sexto, os Doze tinham apenas estado com Jesus, acompanhando-o na sua itinerância, escutando sua pregação e observando os sinais operados. O episódio de Nazaré faz Jesus perceber que era chegado o momento de enviá-los, pois a necessidade era grande. Jesus sabia que eles ainda não estavam totalmente prontos, pois no prosseguimento do Evangelho lhes fará diversas correções e advertências pelas incoerências percebidas (cf. Mc 8,33; 10,35). No entanto, era necessário fazer um primeiro teste, tendo em vista as exigências das circunstâncias.

Ao invés de fechar-se diante da rejeição sofrida, Jesus toma consciência da necessidade de ampliar a sua missão, por isso, “chamou os Doze, e começou a enviá-los dois a dois” (v. 7a). Certamente, na Galileia havia muitos outros povoados com gente fechada e incrédula como em Nazaré. O envio dos discípulos visa fazer a Boa Nova do Reino chegar a mais lugares simultaneamente. Jesus os envia dois a dois para enfatizar a dimensão comunitária da fé. Conforme a mentalidade judaica, para um acontecimento importante ser confirmado, era necessário o testemunho de pelo menos duas pessoas. Porém, para Jesus e sua comunidade, o mais importante aqui era a dimensão comunitária da vivência da fé. Não há razão alguma para individualismos na comunidade cristã; a fé deve ser vivida e testemunhada em espírito de partilha, ou seja, comunitariamente. Andando dois a dois, os discípulos tem mais possibilidades de recordarem que os dons do Reino não são propriedade deles, mas pertencem a Deus.

Jesus confere aos discípulos os mesmos dons que recebeu do Pai, e os capacita a tornarem real a sua própria presença durante a missão: “dando-lhes poder sobre os espíritos impuros” (v. 7b). Esses espíritos impuros são todas as forças do mal presentes no mundo que geram violência, injustiça, exclusão, morte e preconceito; é tudo o que impede o ser humano de uma relação saudável com o Deus da vida e com o próximo e consigo mesmo; por isso, se constituem como obstáculos à realização do Reino de Deus. Muitas vezes, esses elementos eram criados pela própria religião, como a segregação e condenação por doenças físicas e psíquicas. O poder (em grego:evxousi,a – ekzussia) conferido sobre tudo isso é o mesmo que o próprio Jesus já exercia. Não é um poder de domínio sobre as pessoas, mas o contrário: é o poder de combater tudo o que escraviza e priva o ser humano de sua liberdade e dignidade plenas.

O envio compreende algumas recomendações, das quais depende o êxito da missão: “Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas” (vv. 8-9). A austeridade e simplicidade de vida é exigência indispensável para o cumprimento da missão conferida por Jesus. O discípulo não deve ter outra preocupação além da anúncio da Boa Nova, por isso deve deixar de lado tudo o que possa distraí-lo e torna-lo sobrecarregado. A sobriedade ajuda a manter o foco naquilo que é essencial, além de revelar total confiança na providência de Deus. Desprovidos de qualquer segurança e conforto, os discípulos missionários sentem a necessidade de adaptação ao que lhes for oferecido. Ao mandar que os discípulos andassem de sandálias, Jesus reforça o caráter itinerante da sua missão, apresentando-a como um constante caminhar. O lugar do discípulo não é o lar com seu conforto, mas a estrada com seus perigos e adversidades.

Escrito há cerca de três décadas após a morte e ressurreição de Jesus, o Evangelho segundo Marcos já reflete uma tendência preocupante para a comunidade cristã: o distanciamento do estilo de vida de Jesus em seus seguidores. Ao recordar essas recomendações de Jesus aos discípulos, o evangelista quis reforçar o que é essencial e chamar a atenção da comunidade para não se distanciar do modelo de vida que Jesus propôs. Além do estilo de vida, o evangelista também se preocupava com outros elementos importantes que corriam o risco de desaparecer da comunidade, como a hospitalidade, por exemplo. Por isso, recordou também as palavras de Jesus sobre esse aspecto: “E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida” (v. 10). Aqui, além de chamar a atenção dos missionários para aceitarem o que lhes for oferecido como hospedagem, também se chama a atenção da comunidade para acolher os peregrinos e missionários em casa. Se estabelece, assim, uma reciprocidade na missão e na edificação do Reino. É necessária uma real inserção nas diversas realidades pelos discípulos, de modo que se sintam família na casa em que forem acolhidos, permanecendo nela enquanto estiverem no mesmo povoado. Permanecer quer dizer criar relações e laços duradouros. Da mesma forma, é necessário que as casas dos membros da comunidade estejam sempre disponíveis para a acolhida dos peregrinos e necessitados.

Tendo sido rejeitado em seu próprio povoado, Jesus via a rejeição como uma possibilidade bem concreta e possível, por isso, preveniu também os seus discípulos: “Se em alguma lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles” (v. 11). Essa recomendação reflete bem o momento vivido por Jesus em Nazaré. Ainda chocado (cf. Mt 6,6) com a rejeição ali recebida, Jesus alerta os discípulos a não insistirem, pois devem respeitar a liberdade das pessoas; o Reino é anunciado e oferecido, mas não pode ser imposto. Mais uma vez, o evangelista aproveita também essas mesmas palavras para combater a tendência na comunidade de afastar-se do princípio da hospitalidade. Todos devem estar disponíveis a acolher o peregrino, sobretudo, quando esse é portador da Boa Nova. O “testemunho contra” não é uma forma de condenação, mas a confirmação de que o Evangelho foi proposto, porém foi rejeitado. As consequências para quem rejeita o Evangelho é viver privado do amor e da bondade de Deus, tão essenciais para o sentido da vida.

Dadas as instruções de envio, “Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem” (v. 12). Quanto ao conteúdo específico da pregação, o evangelista não entra em detalhes. Apenas diz que consistia num anúncio de conversão. Ora, conversão (em grego: metanoia – metanoia) significa mudança de mentalidade e pensamento. A adesão aos valores do Evangelho exige rupturas com a maneira tradicional de pensar e compreender as coisas, inclusive a relação com Deus. Jesus percebeu em Nazaré que era urgente que aquele povo passasse por um processo de conversão, passando a uma jeito novo de conceber o mundo, a vida e Deus. Por isso, enviando seus discípulos a outros povoados, propõe que todas as pessoas passem por esse processo. Com a mentalidade antiga conservadora, apegada à lei, era impossível acolher a novidade do Reino de Deus.

Imediatamente, o evangelista já antecipa o resultado da missão, por sinal, bastante positivo: “Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo” (v. 13). A principal razão para chegar a tais resultados é a fidelidade ao que foi recomendado. Quando a proposta de conversão proposta pelo Evangelho é aceita, os sinais do Reino de Deus se evidenciam. O evangelista pensa na sua comunidade, sobretudo: perseguições do império e hostilidade dos judeus. Com muita probabilidade, esse Evangelho segundo Marcos foi escrito em Roma, durante a perseguição de Nero. Era uma época em que o mal prevalecia explicitamente, e a ação dos cristãos parecia ter pouco efeito no combate. No entanto, se as palavras de Jesus forem realmente vividas, muitos resultados serão alcançados. O uso do óleo como um elemento medicinal e terapêutico era muito comum na antiguidade, e o cristianismo conservou essa tradição, adotando-o como elemento sacramental. Os doentes são, em Marcos, a síntese do necessitado e, por isso, destinatários privilegiados dos anunciadores da Boa Nova.

Ao ler e meditar hoje esse trecho do Evangelho segundo Marcos, a comunidade cristã é convidada a refletir sobre a sua fidelidade aos ensinamentos de Jesus e ao seu envio, para recuperar aquilo que é realmente essencial à vida cristã. No mundo de hoje, marcado pelo individualismo e pela competitividade, não faltam questionamentos sobre a eficácia do anúncio cristão. A única resposta adequada a esses questionamentos é a coragem dos cristãos e cristãs para voltarem a viver à maneira de Jesus, como ele mesmo recomendou aos primeiros discípulos enviados.

Se em apenas três décadas após a morte de Jesus, Marcos percebeu que sua comunidade já dava sinais de distanciamento da sua proposta de vida, muito mais pode ser percebido depois de dois mil anos. Por isso, a necessidade de conversão é cada mais urgente. Que possamos, enquanto cristãos e cristãs, identificar os males que nos impedem de viver radicalmente o que Jesus propõe, para o Reino de Deus ser de novo experimento e vivido.


Pe. Francisco Cornelio Freire Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN

www.porcausadeumcertoreino.blogspot.com

Nota de Condolências pelo falecimento da mãe de Padre Eliseu Wilton



"Assim como uma mãe consola seu filho, também eu os consolarei” (Is 66, 13).

  
A Diocese de Mossoró manifesta solidariedade ao Padre Eliseu Wilton, pelo falecimento de sua mãe, a senhora  Maria dos Anjos de Tavares, 95 anos, ocorrido na tarde desta quinta-feira, 12, na cidade de  Assu- RN.
Unidos fraternalmente ao padre e aos seus familiares, em preces, suplicamos ao Pai Misericordioso que a todos console e proteja.




Em Jesus ressuscitado,

  
Dom Mariano Manzana
Bispo Diocesano

Nota de Pesar




A Diocese de Mossoró comunica com pesar o falecimento de Sebastiana Maria da Conceição, mais conhecida como Bastinha, na madrugada de hoje, em Mossoró- RN. Bastinha era membro do Apostolado da Oração. Foi Catequista, Legionária de Maria Santíssima, e por muitos anos, coordenadora da Pastoral da Criança, em Tibau- RN.
O corpo de Bastinha está sendo velado na rua  João Leite, 118, bairro Boa Vista, e o seu sepultamento às duas horas da tarde.
Rezemos pelo seu descanso eterno e pelo conforto de seus familiares. Dai-lhe Senhor o repouso eterno e brilhe para ela a vossa luz.


Diocese de Mossoró presente no V Congresso Missionário Americano na Bolívia







O seminarista e um dos coordenadores das Santas Missões Populares da Diocese de Mossoró, Miqueias Pascoal, participa do V Congresso Missionário Americano (CAM V), de 10 a 14, na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, com o tema “América em missão, o Evangelho é alegria”.

“As igrejas particulares das Américas, desde Aparecida, estão comprometidas com a missão de anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo na complexa realidade social de nosso continente, em resposta aos desafios destes tempos marcados por profundas mudanças de alcance global, que trazem oportunidades, mas também impactos que incidem sobre nossas populações no âmbito cultural e religioso”.
É o décimo Congresso Missionário continental de uma longa série que teve início em 1977, no México, e que se realiza a cada quatro anos.
O último congresso realizou-se em Maracaibo, na Venezuela, em 2013.

Evangelização profunda

A carta de convocação do congresso é assinada pelo presidente da Conferência Episcopal Boliviana, Dom Ricardo Centellas, pelo diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias, Dom Eugênio Scarpellini, pelo bispo encarregado das Missões, Dom Julio Maria Elias, e pelo presidente do CAM V, o arcebispo de Santa Cruz, Dom Sérgio Gualberti.
Na convocação é sublinhado que “a missão hoje tem necessidade de que as nossas comunidades respondam com generosidade, criatividade e ardor ao constante e incansável apelo do Papa Francisco, que nos pede para sermos promotores de um profundo processo de evangelização em nosso continente e no mundo”.

Fortalecer o compromisso missionário

O objetivo principal do CAM V é “fortalecer a identidade e o compromisso Ad gentes da Igreja nas Américas para anunciar a alegria do Evangelho a todos os povos, com particular atenção às periferias do mundo de hoje e a serviço de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna”.
Portanto, recordando o mandato “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”, e claro que a Igreja não poderá negligenciar ser missionária e, portanto, com o CAM V, pretende renovar a consciência missionária de todos os batizados”.

Voluntários

Em julho de 2017, durante um encontro com a imprensa para informar sobre a preparação deste evento continental, o diretor das POM da Bolívia, Dom Eugênio Scarpellini, explicou que são esperados 1.400 delegados na Bolívia, alguns representantes das Igrejas irmãs de outros continentes e 300 voluntários para os diversos serviços.

Para acolher todas estas pessoas da melhor forma possível, a Igreja local de Santa Cruz de La Sierra encoraja a população a acolher os missionários que chegam de todos os países do continente americano, na ótica da experiência das primeiras comunidades cristãs.

Fonte: Agência Fides

Tríduo Celebrativo do Ano do Laicato







Mais uma importante reunião do Zonal Mossoró I foi realizada na manhã desta terça-feira, dia 10, na Cúria Diocesana.  Um dos assuntos discutidos foi a realização de um Tríduo Celebrativo do Ano do Laicato, de 26 a 28, e Santa Missa  no dia 29, às 11h,  na Catedral de Santa Luzia, com a participação de sacerdotes e leigos da Diocese de Mossoró.
Durante o encontro foi orientado que as paróquias realizem o Tríduo a partir do subsídio de “Encontros de Reflexão: Subsídios para a Celebração do Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas e para a abertura do Ano do Laicato. O Ano Nacional do Laicato deseja fazer crescer “a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja”, edição da CNBB. Segundo a Comissão de Articulação para o Laicato, o subsídio é completo e simples para ser seguido nos encontros. Zélia Cristina, uma das apresentadoras do programa “Vida é Missão”, às 16 horas, também vai celebrar o Tríduo pelas ondas da Rádio Rural de Mossoró. “A ideia é intensificar, neste segundo semestre, uma programação diversa formativa, social e celebrativa referente ao Ano do Laicato na Diocese de Mossoró”, afirmou Zelinha.  
Também durante o zonal foram repassados os retiros paroquiais já agendados: Paróquia Menino Jesus ( 20 e 21 e 28/07); Paróquia São José ( 20 a 22/07 ); Paróquia Nossa Senhora de Fátima ( 04 e 05 de agosto) e Paróquia Santa Luzia ( 02 de setembro).
A Comissão Diocesana de Catequese convidou todos para a I Romaria da Catequese, que será realizada no dia 26 de agosto, Dia do Catequista, no Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, em Patu/RN, e os integrantes felizes mostraram o Subsídio Diocesano de Iniciação à Vida Cristã “Uma proposta catecumenal”, fruto da vivência e experiência da própria coordenação diocesana, na Paróquia do Alto de São Manoel, para nortear catequistas e coordenadores paroquiais na condução do catecumenato nas paróquias.  
Foi lembrada a passagem dos 15 anos de ordenação sacerdotal de Padre Raimundo Felipe, na próxima quinta-feira, dia 12, com Santa Missa na Capela de São Francisco, nos Pintos, Área Pastoral Sagrada Família, no bairro Trinta de Setembro, em Mossoró, e às 19h, na Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Areia Branca- RN. 

O Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana esteve presente no zonal e convidou todos para participarem, no dia 02 de agosto, às 19 horas, da criação da primeira Área Pastoral Autônoma São Francisco das Chagas, na comunidade da Maísa.     

Casal da Diocese de Mossoró toma posse como Casal Regional Nordeste 2 do ECC








Neste domingo, dia 08, será encerrado o XVII Congresso da Região Nordeste do Encontro de Casais com Cristo (ECC), em Teresina/PI, no auditório da Uninovafapi. O tema trabalhado no evento é "ECC Evangelizando as famílias a serviço da Paz".
De acordo com a organização, 191 casais entre representantes arquidiocesanos, diocesanos e regionais do ECC, além de 61 sacerdotes participam do congresso. Da Diocese de Mossoró estão presentes o Diretor Espiritual Diocesano, Padre José Janedson, e os casais Katayamm e Vieira (casal diocesano) e da Paróquia de Pau dos Ferros, Gleide e Ubiraci.  Para alegria da Diocese, José Ubiraci de Araujo e Gleide Maria de Araujo foram eleitos e já tomaram posse como casal Regional Nordeste II.
O objetivo do congresso é a troca de experiências pastorais e missionárias, além de apresentar à sociedade as ações desenvolvidas pela Igreja. O Encontro de Casais com Cristo é um serviço da Igreja em favor da evangelização das famílias a partir dos casais, mostrando pistas para que se reencontrem consigo, com os filhos, com a comunidade e, principalmente, com Cristo.
 "A importância do congresso é levar a Boa Nova a todas as famílias da região, utilizando o caminho que é a missão do ECC. Onde nós poderemos realmente testemunhar para a sociedade que a família é a base de tudo. Então levar essa mensagem da evangelização é contribuir para o desenvolvimento da cultura da paz. Pois é desta forma que podemos ser sinal do verdadeiro amor de Deus”, destacam os organizadores. 

Reflexão para o XIV Domingo do Tempo Comum- Marcos 6,1-6 (ANO B)



Após uma interrupção de dois domingos seguidos, devido às duas solenidades (Natividade de São João Batista e Apóstolos São Pedro e São Paulo), a liturgia dominical do tempo comum retoma hoje o seu percurso normal com a leitura do Evangelho segundo Marcos. Para este décimo quarto domingo, o texto evangélico proposto é Mc 6,1-6, relato da passagem de Jesus por Nazaré, sua terra natal, e a consequente rejeição e descrédito da sua missão junto aos seus conterrâneos. Para uma melhor compreensão, é essencial fazermos uma pequena contextualização, principalmente devido à interrupção da leitura por duas semanas, como acenamos acima.

O texto possui uma localização estratégica: importantes acontecimentos o antecedem e o sucedem, o que lhe garante também um grau de importância fundamental para todo o Evangelho. É precedido por dois sinais extraordinários praticamente simultâneos: a cura da mulher hemorroíssa, cujo padecimento já durava doze anos, e a reanimação de uma menina de doze anos, filha de Jairo, chefe da sinagoga (cf. Mc 5,21-43). Após esses dois sinais, entrelaçados pelo número doze, o evangelista apresenta Jesus em Nazaré, decepcionado com a incredulidade dos seus conterrâneos (Mc 6,1-6), o texto adotado para a liturgia de hoje. Logo na sequência desse, vem o envio e a missão dos Doze (cf. Mc 6,7-13); a eles, Jesus dá algumas instruções e lhes confere autoridade sobre os espíritos impuros.

Podemos concluir, a nível de contexto, com o seguinte dado: após curar uma mulher de uma enfermidade que durava doze anos, e reavivar uma menina de doze anos, Jesus percebe, na incredulidade dos seus conterrâneos na sinagoga de Nazaré, que o verdadeiro enfermo era Israel com suas tradições, seus costumes e suas concepções de mundo; isso se evidencia pela marca de doze anos nos dois casos. Em Nazaré, Jesus faz o diagnóstico dessa enfermidade crônica de Israel, e percebe que somente o Evangelho, ou seja, a sua proposta de vida, poderia sanar Israel dessa enfermidade, por isso, na sequência, ele enviou os Doze em missão.

Feita a contextualização, olhemos para o texto: “Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam” (v. 1). De início, já identificamos um equívoco na tradução litúrgica: o evangelista não emprega a palavra Nazaré, mas diz apenas que Jesus foi à sua terra ou pátria (em grego: patri,j – patrís), embora saibamos que era Nazaré a sua terra. No entanto, a ausência do nome Nazaré é proposital para o evangelista; com isso, ele amplia a dimensão do evento. O triste episódio de Nazaré é o retrato do que acontecia em todo o Israel: apego exagerado à tradição e fechamento aos sinais dos tempos. Da rejeição de uma aldeia, o evangelista prevê a rejeição futura de todo o país, o que levará Jesus à morte.

Jesus foi acompanhado de seus discípulos, a sua nova família, o que deve ter aumentado o choque nos nazarenos. A última cena em que o evangelista tinha feito referências a habitantes de Nazaré foi no conflito de Jesus com os seus familiares, incluindo a mãe, quando esses foram captura-lo em Cafarnaum, imaginando que ele estava louco (cf. Mc 3,20). Ali, diante dos familiares e da multidão, Jesus afirmou que a sua verdadeira família já não era mais determinada pela consanguinidade, mas somente pela prática da vontade de Deus e escuta da Palavra. Acompanhado dos discípulos, portanto, Jesus reafirma a necessidade de tornar-se seu discípulo para fazer parte da sua família.

Como de costume, também em Nazaré Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga” (v. 2a). Marcos não menciona o conteúdo do ensinamento de Jesus, mas certamente é o mesmo que Lucas detalha (cf. Lc 4,16-27), até pelas reações suscitadas: Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos?”(v. 2bc). Ao invés de “ficavam admirados”, a forma mais correta seria “ficavam chocados ou perturbados” (verbo grego evkeplh,ssomai – ekplessomai). A tradução litúrgica empregou “ficavam admirados” para suavizar o texto. Ouvindo Jesus, seus conterrâneos questionam a origem da sua sabedoria, autoridade e conhecimento, bem como a sua capacidade de fazer coisas “diferentes”, os milagres. Não poderiam imaginar que alguém com suas características pudesse agir daquele modo. Para os habitantes da pequena Nazaré, era inaceitável que alguém proponha algo diferente do que sempre foi ensinado e feito.

Para fundamentar a crítica, os ouvintes de Jesus recordam sua profissão e sua origem: “Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco? E ficaram escandalizados por causa dele” (v. 3). O termo traduzido por carpinteiro (em grego: te,ktwn – tekton) designa o artesão de um modo geral, e não apenas a pessoa que trabalha com madeira; essa era uma profissão comum nos vilarejos. Como era difícil a sobrevivência com apenas uma atividade, geralmente se fazia um pouco de tudo: trabalho com madeira e pedra para construção, principalmente. Citando os parentes conhecidos que moravam no vilarejo, os ouvintes reforçam a incompatibilidade entre a origem de Jesus e a sua atividade messiânica. Ora, o messias, o enviado de Deus para libertar o seu povo, era esperado há séculos em Israel. Mas esperava-se que ele tivesse outras características, como a força e a capacidade para a guerra, jamais que fosse uma pessoa comum e parente de gente simples. Logo, não poderia ser aquele carpinteiro.

A identificação como “filho de Maria”, pejorativa para a época, é mais um indicativo do desprezo recebido por Jesus; as pessoas eram identificadas a partir do nome do pai, autoridade do clã, mesmo que esse já tivesse morrido. O nome da mãe não tinha importância alguma para aquela sociedade. Chama-lo de “filho de Maria” equivalia a chama-lo de filho ilegítimo, o que seria um motivo a mais para não vê-lo como um enviado de Deus. Antes foram os parentes a considera-lo louco ou “fora de si” (cf. Mc 3,20), dessa vez é toda a comunidade a considera-lo assim. Ao invés de repetir o ensinamento da tradição, Jesus procurava apresentar um novo rosto de Deus; um Deus que já não se comunicava pela força, mas pela simplicidade, amor, acolhimento e justiça, por isso, “ficaram escandalizados”, ou seja, sentiam que Jesus estava mais atrapalhando do que ajudando-os a observarem a fé transmitida e ensinada pelos antepassados.

Até então, Jesus tinha recebido oposição severa das autoridades religiosas e da família, apenas. Do povo, em geral, tinha recebido boa aceitação por onde passava. Esse episódio de Nazaré apresenta a primeira oposição coletiva à sua mensagem. Para a mentalidade provinciana dos habitantes de Nazaré, o que deveria ter nas mãos de um carpinteiro seriam calos, e não capacidade de operar sinais extraordinários. Embora ali não tenha feito milagres (cf. v. 5), a sua fama já tinha chegado a Nazaré. Sendo Jesus uma pessoa simples, tendo crescido em um vilarejo simples, não era normal que ele tivesse tamanha sabedoria e, muito menos, que fosse o messias.

Jesus reage à oposição dos seus conterrâneos com um provérbio: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares” (v. 4). Para ele, não era surpresa um profeta ser rejeitado em sua terra, por parentes e conhecidos. Esse provérbio nasceu e amadureceu a partir da própria vivência dos profetas ao longo da história de Israel. Os principais exemplos dessa experiência de rejeição na própria terra foram Jeremias (cf. Jr 11,18-23; 12,6) e Ezequiel (cf. Ez 2,2-5). Ser rejeitado se torna a sina de quem permanece fiel a Deus e a missão por ele confiada.

A rejeição a Jesus bloqueia a ação salvífica de Deus. Por isso, “ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos”(v. 5). Os milagres de Jesus não eram meras demonstrações de poder e força, mas comunicação com a humanidade, e isso exigia interação e reciprocidade através da fé. Jesus se sentiu bloqueado, não imune de força, mas impedido de interagir, porque o Deus que ele veio revelar é alguém que se comunica, se relaciona com o ser humano de modo pessoal, e não através de sinais grandiosos. A fé é adesão à sua proposta de vida.

Se a reação dos habitantes de Nazaré foi de perplexidade, também Jesus “admirou-se com a falta de fé deles” (v. 6a). A falta de fé é a incapacidade de adesão à sua mensagem; aqui, significa o fechamento e a dureza de coração, a insensatez. Diante da rejeição recebida, a resposta de Jesus é a missão:Jesus percorria os povoados da redondeza, ensinando” (v. 6b). Como em Nazaré ele diagnosticou que Israel todo padecia, eis que reagiu a isso indo ao encontro de mais povoados, e enviando também os Doze com a mesma autoridade com que ele mesmo agia, como refletiremos no próximo domingo.

Os habitantes de Nazaré rejeitaram Jesus porque ele lhes apresentou um Deus acolhedor, misericordioso, justo e simples, fora dos esquemas apresentados pelas tradições de Israel. O Deus de Jesus não age pela força, nem pela imposição, mas se revela na simplicidade e na pequenez. O erro dos habitantes de Nazaré é repetido pelos cristãos quando imaginam e desejam uma Igreja triunfante, forte e poderosa. Que o Evangelho de hoje nos ajude a compreender e viver o que é essencial para a nossa fé, e a acolher a grandeza de Deus que se revela na pequenez.

Pe. Francisco Cornelio Freire Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN

Encerramento do Retiro do Clero 2018













Encerramento do Retiro do Clero na Serra do Estevão (CE). O Retiro foi assessorado pelo diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM), Padre Mauricio Jardim. Um momento importante para o clero fortalecer sua vocação sacerdotal na oração, partilha, meditação e convivência fraterna. 

Projeto Missionário (PROMIS) será realizado na Paróquia de Apodi






A Igreja vive para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Sua missão é testemunhar tamanho amor revelado à humanidade por meio Dele. Jesus instaura um Reino de amor, solidariedade, misericórdia e justiça, que é preciso anunciar neste mundo marcado por tanta injustiça, corrupção, violência e mazelas que agridem a dignidade humana. Em resposta a esse convite, a Paróquia de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição de Apodi/RN, em parceria com a Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, promoverá o PROMIS - Projeto de Missão Evangelizadora, realizado por jovens. O PROMIS será de 8 a 22, em Apodi/RN. 
Durante quinze dias, jovens da Diocese de Mossoró e de congregações de diversas regiões do nosso país estarão em missão. A missão se constituirá de duas etapas: a primeira semana será interna e, na ocasião, acontecerão formações, atividades de entrosamento entre os missionários, oficinas sobre diversos temas, inclusive abertos para a comunidade, trabalhos culturais etc. Durante a segunda semana, os missionários serão enviados para as comunidades, onde ficarão até o sábado, dia 21. A Paróquias de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição de Apodi/RN já se alegra para acolher todos os missionários com muito carinho, partilha e  amor.

A Diocese de Mossoró deseja a Paróquia de Apodi e a Congregação Missionárias de Jesus Crucificado e aos missionários um frutuoso e abençoado PROMIS!

Dia 08 - 19h - Missa de Acolhida presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana na Matriz de Apodi
Dia 14 - 19h - Missa de envio para as comunidades
Dia 22 - 19h - Missa de encerramento presidida pelo reitor do Seminário Santa Teresinha, Padre Francisco Crisanto