ÚLTIMAS NOTÍCIAS

O Sínodo para a Amazônia e o Valor da assembleia dos bispos na Igreja antiga


Estamos próximos do Sínodo para a Amazônia, a reunião dos bispos com o Papa Francisco em Roma. Será uma ocasião de graça, de Pentecostes seja para a região da Pan-Amazônia, seja para toda a Igreja e para o Reino de Deus. Unirá as forças vivas em suas pastorais, movimentos, serviços, debatendo questões próprias da Igreja para melhor servir o povo de Deus a nós confiado. Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral. Este é o tema que seguiremos de modo que desejamos nada de divisões na Igreja e em todo o mundo, mas torcermos para que tudo ocorra conforme a Vontade de Deus. Rezemos nas liturgias, missas, celebrações para esta assembléia especial para região pan-amazônica.
A realização de um Sínodo é própria ação da Igreja do Senhor. Vemos na Igreja dos primeiros séculos, que realizava muitos encontros de bispos, sínodos, a busca de um caminho em conjunto. Na Igreja antiga, o fortalecimento da Igreja dependia da unidade dos bispos que era refletida junto ao povo de Deus. Tudo era expresso na consagração de um bispo no qual participavam os bispos vizinhos. O Concílio de Nicéia, cânon 04, realizado em 325 afirmava que em uma consagração episcopal fossem presentes pelo menos três bispos, sendo um costume em vigor até hoje. O Concílio também insistia para que todos os bispos da Província estivessem presentes na consagração do eleito ou pelo menos tivesse um consenso escrito dos ausentes. O livro: A Tradição Apostólica de Hipólito de Roma falava que os bispos presentes imponham as mãos sobre o eleito, permanecendo imóvel o presbyterium, os presbíteros, de modo que só os bispos punham as mãos sobre aquele que ficaria bispo.
Desde o fim do II século os bispos das províncias ou dioceses começaram a encontrar-se em reuniões (synodoi, sínodos, concílios regionais) para questões que diziam respeito a toda a Igreja. Cipriano afirmava que os escritos dos mártires que circulavam entre as igrejas garantiam a paz geral na Igreja de Cristo Jesus. Outros escritos falavam da unidade da Igreja na antiguidade cristã, pois diziam respeito à disciplina e à própria vida eclesial. Dessa forma aconteciam as Assembleias dos Bispos para debater questões das Igrejas e dar encaminhamentos às mesmas. Alguns acontecimentos extraordinários como o aparecimento dos montanistas, a controvérsia sobre a festa de Páscoa, o tratamento dos lapsis, a controvérsia do batismo dos heréticos deram o inicio a esta pratica que resultou em uma instituição significativa à unidade na diversidade da Igreja sobre a base dos bispos.
Na medida na qual cada bispo vinha considerado como sucessor dos apóstolos, os bispos participantes eram equiparados nos direitos de governar e reger o povo de Deus de modo que o serviço episcopal era único e cada um participava na sua integridade.
Neste sentido destacava-se a Igreja de Roma na condução dos trabalhos sinodais. Ireneu de Lião afirmou que entre as Igrejas particulares, existe uma por excelência que a torna porta voz de todas as outras, sendo a Igreja de Roma, fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo, de modo que o seu sucessor continua a obra apostólica unindo as tradições de outras igrejas.
Tertuliano deu notícias em relação às reuniões dos cristãos desenvolvidas em Cartago, sendo essas de dois tipos: cultuais e caritativas. As cultuais compreendiam uma oração comum dos fiéis, leituras da Sagrada Escritura, discursos de exortação e de advertência sobre a ordem interna da comunidade e uma coleta para os necessitados. As reuniões caritativas eram acompanhados por cantos religiosos, e feitas com as celebrações eucarísticas. Tanto as primeiras reuniões como as segundas eram presididas pelos dirigentes da comunidade, sendo bispos e presbíteros.
Assim como a Igreja antiga realizou muitos sínodos em vista do bem comum de toda a Igreja e do Senhor Jesus Cristo, teremos um Sínodo para a Amazônia, com a graça de Deus e a responsabilidade humana. O Sínodo dos Bispos possibilite um novo Pentecostes, um sinal dos tempos no qual o Espírito Santo abre novos caminhos para um diálogo recíproco com todo o povo de Deus, com os povos indígenas, com o povo da cidade e do campo, com os pobres e excluídos da sociedade. O Senhor Jesus Crucificado e Ressuscitado acompanhe-nos para percebermos os novos caminhos para a Amazônia e para uma ecologia integral.
Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá – PA
                                                                                                                                                   CNBB

Reflexão para o XXV Domingo do Tempo Comum- Lucas 16,1-13 (Ano C)






A liturgia deste vigésimo quinto domingo do tempo comum propõe, para o evangelho, um dos ensinamentos mais surpreendentes de Jesus – Lucas 16,1-13. Se trata da chamada “parábola do administrador desonesto ou infiel” (vv. 1-8), seguida de algumas sentenças de caráter sapiencial (vv. 9-13) que visam tornar mais explícito o conteúdo da parábola. Esse texto, sobretudo a parábola, é considerada uma das páginas mais difíceis e desconcertantes de todo o Evangelho segundo Lucas, pois, pelo menos aparentemente, Jesus apresenta um homem desonesto como modelo a ser imitado pelos seus discípulos e discípulas. Pelo caráter embaraçante da parábola, a maioria dos estudiosos acreditam que ela realmente saiu dos lábios de Jesus, pois dificilmente a comunidade iria lhe atribuir um texto tão contraditório sem ter certeza de sua origem.

É importante recordar que o texto faz parte do amplo conjunto do caminho catequético apresentado por Jesus em sua viagem para Jerusalém (Lc 9,51 – 19,27). No capítulo dezesseis, do qual é extraído o evangelho de hoje, o tema central é exatamente o uso dos bens materiais, ou seja, da riqueza. Esse tema é ilustrado por duas parábolas: a do “administrador desonesto ou infiel” (vv. 1-8) e aquela do “pobre Lázaro e o rico avarento” (vv. 19-31), que será lida no próximo domingo, intercaladas por algumas sentenças de efeito prático-exortativo em estilo proverbial, que funcionam como interpretação da primeira parábola, a de hoje, e preparação para a segunda. É importante também recordar que as duas parábolas são exclusivas de Lucas, o evangelista que mais combate a concentração de riquezas, propondo a partilha e a solidariedade.

Assim, tendo já identificado o contexto da parábola, a catequese sobre o uso dos bens materiais e riquezas, podemos, logo de início, identificar os destinatários da mesma: os discípulos, como vem afirmado logo no início: “Jesus dizia aos discípulos” (v. 1a). Quando o evangelho afirma que Jesus dirige um ensinamento diretamente aos seus discípulos, quer dizer que se trata de algo urgente e, portanto, inadiável; quando Ele insiste com um mesmo tema, significa que se trata de algo muito importante e, ao mesmo tempo, que os discípulos estão sendo lentos demais na compreensão, a ponto de ser necessário repetir diversas vezes e de diferentes maneiras. Tudo isso se verifica quando se trata do cuidado com o uso dos bens e das riquezas. Recordemos algumas ocasiões, ao longo do “caminho”, em que Jesus advertiu os discípulos sobre o uso dos bens materiais: na oração do Pai Nosso, ao recomendar peçam apenas o necessário para cada dia (cf. Lc 11,3), quando negou-se a interferir em questões relacionadas à divisão de herança, contando a parábola do “rico insensato” (cf. Lc 12,16-21), na apresentação das exigências para o seu seguimento, ao colocar a renúncia de todos os bens como condição para ser seu discípulo (cf. Lc 14,33). Como se vê, há uma insistência de Jesus ao apresentar o tema do uso das riquezas, e isso se deve à resistência dos discípulos, ou seja, faziam pouco caso com uma questão tão fundamental, a ponto de Jesus, por necessidade, tornar-se repetitivo.

Feitas as devidas considerações introdutórias, entramos diretamente no conteúdo da parábola, cujo enredo é sintetizado logo no primeiro versículo: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens” (v. 1). Embora se trate de uma parábola, alguns estudiosos acreditam que Jesus conhecesse uma história real semelhante a essa. Como na época havia uma forte concentração de terras em poucas mãos, esse versículo inicial descreve uma situação muito comum. Geralmente, os proprietários possuíam grandes latifúndios e não tinham condições de administrarem sozinhos. Por isso, confiavam a administração a terceiros, dando como pagamento uma comissão nos rendimentos. O administrador (em grego: οικονόμος = oikônomos), cujo significado literal é “aquele que cuida dos bens da casa” ou “regente da casa”, tinha total liberdade no gerenciamento dos negócios; isso significa que era uma pessoa que gozava de plena confiança do patrão, o que levava muitas vezes a abusos e corrupção. Porém, é interessante que a parábola não diz como o administrador esbanjava os bens do seu patrão. Isso poderia acontecer de diversas maneiras, inclusive ajudando aos mais necessitados, o que na ótica da economia e da cultura do acúmulo, ao contrário da lógica Reino de Deus, seria um modo de esbanjar.

Diante da acusação de esbanjar os bens que não lhe pertenciam, o destino do administrador não poderia ser outro, senão a demissão ao ser chamado pelo patrão: “Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’” (v. 2). Parece que o próprio administrador aceita ser tratado como desonesto, pois nem sequer pede perdão ou desculpas ao patrão. Chama a atenção o fato de que o patrão não apresenta nenhum dado concreto, mas julga o administrador apenas pelo que escuta a seu respeito, e logo decreta a demissão. É uma atitude arrogante, típica dos poderosos deste mundo.

Consciente da demissão, o administrador se preocupa apenas com o seu futuro. Isso o leva a uma profunda reflexão, expressa por um pequeno monólogo interior: “O administrador então começou a refletir: ‘o senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah, já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa, quando eu for afastado da administração’” (vv. 3-4). O monólogo interior era um refinado recurso literário bastante utilizado na literatura antiga greco-romana e muito apreciado por Lucas, o único autor do Novo Testamento que o utiliza. A função deste recurso é, antes de tudo, revelar aspectos do caráter de um personagem; o que se revela do administrador é que se trata de um homem calculista e prudente, consciente de suas limitações e preocupado com o futuro. O medo do trabalho braçal e a vergonha de mendigar (v. 3) o levam a uma tomada de decisão firme e corajosa, própria de quem fez uma ampla reflexão.

Da reflexão veio a decisão, e da decisão a atitude: “Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega a tua conta e escreve oitenta’” (vv. 5-7). Temos aqui o coração da parábola. Ora, o sistema tributário da época era bastante abusivo, contrariando, inclusive, as leis do Antigo Testamento que proibiam a usura, ou seja, o empréstimo por juros (cf. Ex 22,19; 25,36-37; etc.). A reflexão do administrador partiu de um dilema: agradar ao patrão ou aos devedores? Pensando no futuro, preferiu a segunda opção e convidou os devedores a uma revisão nas contas.

Embora a parábola apresente apenas dois devedores, supõe-se que havia um número muito grande, devido às proporções e consequências do caso, a ponto de causar a sua demissão. Os dois casos descritos, um devedor de azeite e outro de trigo, ajudam a compreender que, mesmo tratando-se de quantias exorbitantes, se trata de produtos de subsistência e, embora de grande valor, eram necessidades primárias para a alimentação no dia-a-dia, o que vem a supor que os devedores eram pessoas pobres que se endividaram para garantir o pão cotidiano. A revisão nas contas prova que o administrador fez uma opção clara: escolheu o lado dos mais fracos, os endividados, tornando-se amigo deles (cf. v. 9). Muitos intérpretes, sem base alguma nas linhas e entrelinhas da parábola, dizem que o administrador com os supostos descontos de cinquenta por cento para um e vinte para o outro, estava apenas abrindo mão da sua desonesta comissão. Mas não há fundamentos claros nem na parábola e nem nos versículos explicativos que a seguem (vv. 9-13).

No final, até mesmo o patrão elogiou o administrador: “E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza” (v. 8a). Na verdade, bem mais que esperteza, o termo que Lucas utiliza equivale a prudência (em grego: φρονίμως = fronímos). Daí, também a observação conclusiva de Jesus, na segunda parte do versículo: “Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz” (v. 8b). A expressão “filhos da luz” designa aqui, obviamente, os membros da comunidade cristã; Jesus está denunciando que falta empenho e compromisso na edificação do Reino. Se os cristãos e cristãs se empenhassem na construção do Reino com o mesmo afinco com que os homens de negócios se empenham na obtenção de suas vantagens, o mundo seria diferente, com certeza. Não é um convite ao uso de práticas desonestas, obviamente, mas ao esforço contínuo para fazer o Reino de Deus acontecer.

As sentenças que seguem à parábola são de caráter sapiencial e visam elucidar e reforçar o seu sentido, como acenamos na introdução. Na primeira delas, chama a atenção a recomendação de Jesus: “E eu vos digo: usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas” (v. 9). Para Jesus, o dinheiro é sempre injusto porque através dele as pessoas se apossam do que deve pertencer a todos, os bens da criação, gerando divisão entre pobres e ricos, o que não corresponde aos planos de Deus que criou o mundo para a igualdade e a fraternidade. A palavra grega que o evangelista emprega como correspondente a dinheiro (μαμωνα – mamona) era também o título de uma divindade cananéia, a quem se atribuíam a prosperidade e o enriquecimento, o que justifica a denúncia de Jesus e do evangelista de que o dinheiro é fonte de idolatria; porém, na impossibilidade de viver sem ele, que ao menos seja utilizado para coisas boas em favor do próximo. Assim, Jesus eleva a amizade à dignidade de mandamento na sua comunidade. É claro que Jesus não concebe a amizade como algo que possa ser comprado; apenas recomenda que tudo o que o ser humano disponha deve ser usado em prol de relações sinceras e amorosas com Deus e com o próximo. O administrador foi solidário com os endividados, usando o dinheiro injusto para fazer amigos, ou seja, preferiu bens que não passam, e a amizade é um destes bens eternos, ao aumento dos lucros do seu patrão.

A sequência das sentenças reforça a necessidade de uma característica imprescindível no discipulado, a fidelidade: “Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?” (vv. 10-12). Talvez essa seja a parte mais lógica e óbvia de todo o texto. A fidelidade nas coisas de pouco valor habilita o ser humano a ser fiel também em coisas maiores. Fidelidade a Deus significa, na visão de Jesus, estar do lado dos pobres e necessitados, opção feita pelo administrador da parábola quando preferiu amenizar a situação dos endividados ao invés de aumentar os lucros do patrão.

Para concluir, juntemos algumas peças na montagem do “quadro” pintado por Lucas: o administrador foi “acusado de esbanjar os bens do patrão” (v. 1b) e chamado de desonesto somente pelo próprio patrão (v. 8a). Esse dado é muito importante para compreendermos a diferença dos pontos de vista. A visão do patrão era meramente acumulativa, pensava somente em lucros e, à medida em que o administrador diminuísse seus lucros no repasse dos bens administrados, não poderia ser acusado de outra coisa senão de desonestidade. Mas, a lógica do patrão é contrária à lógica do Reino. O projeto do Reino de Deus é incompatível com a lógica do acúmulo e do mercado. Diante dessa incompatibilidade, o ser humano é obrigado a tomar uma decisão e optar por um ou outro, como fica claro no último versículo: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (v. 13). Por incrível que pareça, o administrador, aparentemente, desonesto, acaba sendo o exemplo de quem levou a sério esse ensinamento e escolheu um único senhor, diante das duas opções: ajudando seu patrão no acúmulo, estaria servindo ao dinheiro; como preferiu ajudar aos pobres endividados, escolheu servir a Deus.

Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN
E-mail: francornelio@gmail.com

Programação de encerramento e os vários momentos da Semana Missionária na Paróquia de Campo Grande










 



Dia 20/09 – Sexta-feira
“Perdão e Reconciliação: o perdão é a chave da construção de uma comunidade de comunidades”
Texto Bíblico: Mt. 18, 19-22
6h – Via-sacra pela comunidade
Café partilhado
8h – Encontro com os governantes em Janduís
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
14h30 – Visita às famílias
15h – Encontro com os governantes em Campo Grande
19h – Celebração penitencial com acendimento da fogueira

Dia 21/09 – Sábado
“Compromisso Batismal: Compromisso do batismo e a edificação da justiça”
Texto Bíblico: Mt. 25, 31-46
6h – Ofício de Nossa Senhora na Igreja
Café partilhado
8h – Visitas às famílias
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
19h – Celebração da luz e do compromisso batismal

Dia 22/09 – Domingo
“Jesus Ressuscitou, a missão continua!”
Texto Bíblico: Mt, 28, 16-20
8h – Ofício Divino das Comunidades
Avaliação da Semana Missionária
Pequeno resumo com as dificuldades no campo pastoral e propostas para serem trabalhadas
11h30 –Almoço
17h – Missa de encerramento da Semana Missionária na Igreja Matriz
(Rezar por todos os que ajudaram para a realização da missão)
Entronização da Imagem Beata Lindalva na Igreja Matriz

Arcebispo de Natal é nomeado presidente de Comissão Especial para Causa dos Santos



O arcebispo metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, foi nomeado nesta quinta-feira (19), presidente da Comissão Especial para a Causa dos Santos. A nomeação foi feita pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Também vão compor a comissão, Dom Diamantino Prata de Carvalho, OFM, bispo emérito da Diocese de Campanha (MG) e Dom Giovanni Crippa, IMC, bispo da Diocese de Estância (SE). Como assessor, foi eleito o padre Leonardo José de Souza Pinheiro, da Arquidiocese de Juiz de Fora (MG).
Dom Jaime recebeu a nomeação com alegria. “Agradeço a Deus por essa nova missão que me foi confiada e vejo isso também como um reconhecimento, fruto da canonização dos nossos 30 santos mártires, em 2017. Espero poder contribuir da melhor forma, juntamente com os demais membros da comissão. Que Deus nos favoreça e ilumine essa comissão”, frisou. Durante o processo de beatificação dos santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, Dom Jaime integrou a comissão arquidiocesana. Na CNBB, o arcebispo também foi presidente da Comissão Especial para a Amazônia e atualmente é bispo referencial para a Comissão de Comunicação, no Regional Nordeste 2, da CNBB.


Sobre a comissão
A Comissão Especial para a Causa dos Santos tem como finalidade o acompanhamento dos processos de canonização e beatificação que já estão em andamento na Cúria Romana, na Congregação para a Causa dos Santos e, ao mesmo tempo, oferecer subsídios para as Dioceses que desejam introduzir novas causas. Outra atribuição da Comissão é a formação de pessoal que possa acompanhar este serviço nas Igrejas particulares.

Fonte: Arquidiocese de Natal

Uma força-tarefa para debelar os focos de incêndio na Serra do Lima, em Patu/RN


                                                              fotos- Alex Calixta





O Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana e o Vigário Geral Padre Flávio Augusto estiveram participando de uma importante reunião, na manhã desta quarta-feira, 18, no gabinete de crise instalado nas dependências do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, em Patu. Na oportunidade, foram discutidas mais medidas para debelar os vários focos de incêndio espalhados pela região da Serra do Lima, que vêm ocorrendo desde a última segunda-feira, dia 16. Uma verdadeira força-tarefa com representantes do Governo do Estado, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Prefeitura de Patu, Igreja, comunidade e voluntários atuando de forma conjunta para combater os incêndios e buscar a recuperação da natureza que reveste a serra, que está sendo atingida pelo fogo.
Segundo o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Monteiro Júnior, em 1964, também foi registrado um incêndio com essas proporções na Serra do Lima. No momento, a situação é delicada, já que os trabalhos ao longo da manhã conseguiram controlar a situação, mas novos focos estão surgindo. ”Nossa equipe é altamente capacitada e, desde segunda, bombeiros militares das cidades de Caicó e Mossoró com viaturas de combate à incêndio atuam na extensão da Serra”, ressaltou Monteiro.
Um dos momentos mais críticos foi registrado nessa quarta-feira, segundo o reitor do Santuário, Padre Luis Telmo Feitosa, quando as chamas se aproximaram muito do Santuário. “Foi um momento muito tenso, inclusive, me emocionei muito, mas graças ao nosso bom Deus e a intercessão de Nossa Senhora dos Impossíveis o pior não aconteceu e conseguimos fazer um isolamento do Santuário”, relata o reitor. Ele lembra que a maior lição desse momento tão difícil é a solidariedade. “Solidariedade do povo de Patu, equipes da Prefeitura, cidades vizinhas, anônimos, muitos voluntários e agora essa força-tarefa do Governo do Estado.  Uma união bonita para salvar a Serra de Patu”, comenta o padre, ao lado do bispo Dom Mariano, que ressaltou que toda essa ajuda só reforça os valores que estão dentro do coração do sertanejo. O bispo agradeceu todo o esforço do Governo do Estado, Prefeitura de Patu e dos voluntários pelo incansável combate e frisou dentro da Igreja de Nossa Senhora dos Impossíveis "Deus lhes pague".    

Reflexão para o XXIV Domingo do Tempo Comum- Lucas 15,1-32 (Ano C)


A liturgia deste vigésimo quarto domingo do Tempo Comum nos convida a ler uma das mais belas páginas do Evangelho segundo Lucas. O texto proposto – 15,1-32 – compreende as três “parábolas da misericórdia”: “a ovelha perdida e reencontrada” (vv. 4-7), “a moeda perdida e reencontrada” (vv. 8-10), e “o pai e os dois filhos” (vv. 11-32). Tanto na dimensão estética quanto na teológica, esse é, de fato, um texto que encanta. Por isso, não exageram os biblistas quando dizem que esse trecho é como se fosse “o Evangelho do Evangelho” ou o “coração do Evangelho”.  O contexto geral continua sendo aquele do caminho de Jesus para Jerusalém com seus discípulos e discípulas. Após apresentar as exigências necessárias para quem deseja entrar no seu discipulado, como refletimos no domingo passado (cf. Lc 14,25-33), hoje Ele nos convida a conhecer o rosto do seu Deus, o qual, mais que uma divindade é, sobretudo, um Pai. Embora o tema da misericórdia caracterize o Evangelho de Lucas do começo ao fim, foi este o texto que mais contribui para ganhar o título de “Evangelho da misericórdia”. Por sinal, hoje é uma das raras exceções em que a liturgia do tempo comum propõe a leitura de um capítulo inteiro de uma única vez, o que nos impede de comentar versículo por versículo, dada a extensão do texto. Por isso, faremos apenas um pequeno aceno às duas primeiras parábolas, reservando um comentário mais detalhado para a terceira, a do “pai e os dois filhos”.

Comecemos pela introdução“Os publicanos e os pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: ‘Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles’” (vv. 1-2). Jesus está diante de dois grupos bem distintos entre si: pessoas de má reputação (publicanos e pecadores), e pessoas religiosas e fiéis (fariseus e mestres da lei); um grupo se destacava pelo mau exemplo, e o outro pelo comportamento exemplar. Os “publicanos e pecadores”, como síntese de todas as pessoas rejeitadas, sobretudo pela religião, se aproximavam de Jesus para escutá-lo porque, finalmente, tinham encontrado alguém que os acolhia sem discriminações nem preconceitos, sem julgamentos, sem apontar o dedo. Isso terminava comprometendo a reputação de Jesus diante dos representantes e praticantes da religião oficial, “os fariseus e os mestres da lei”, considerados justos, devido à fiel obediência aos mandamentos. Esses identificam duas atitudes reprováveis em Jesus: acolher e comer com os pecadores.

O mais grave no comportamento de Jesus é, sem dúvidas, fazer refeição com os considerados pecadores; comer junto significa entrar em comunhão; no mundo antigo oriental, as refeições eram servidas em um único prato, que poderia ser colocado no centro da mesa, de onde todos se serviam, ou poderia ir passando de mão em mão, entre os convivas. Logo, se tivesse pessoas consideradas impuras na mesa, todos se contaminavam. Por isso, o comportamento de Jesus era considerado herético pelos fiéis cumpridores dos mandamentos, defensores fiéis da moral e dos bons costumes na época. Assim, identificamos, de imediato, os destinatários primeiros das parábolas: os fariseus e os mestres da lei. Esses, embora fossem considerados justos, reconhecidos pelo comportamento exemplar eram, para Jesus, os primeiros necessitados de conversão. Logo, muito mais que persuadir pecadores para a conversão, estas parábolas tem a função de abrir a mente dos que já se consideram justos, chamando-os a uma nova concepção sobre Deus.

Embora sejam três parábolas, o próprio autor considera o conjunto como se fosse apenas uma: “Então Jesus contou-lhes esta parábola” (v. 3). Isso significa que as três devem ser lidas juntas, pois compõem um único ensinamento. As duas primeiras têm a função didática de preparar a terceira, mas nem por isso são privadas de valor; ambas construídas a partir do trinômio “perda-reencontro-festa”, enfatizam a misericórdia de Deus que não permite que nenhum dos seus filhos se perca. Na primeira, da “ovelha perdida e reencontrada”, nos deparamos com categorias bastante comuns da Escritura hebraica, como pastor, ovelha rebanho (cf. Ez 18,23; Jer 24,7). Na segunda, da “moeda perdida e reencontrada”, a grande novidade é o fato de Deus ser apresentado como uma mulher; esse dado é muito significativo, pois reforça ainda mais o protagonismo feminino no evangelho de Lucas. Por ser considerada a obra prima de Lucas, daremos mais ênfase à terceira parábola, do “pai e os dois filhos”, uma vez que o título de “filho pródigo” é equivocado, como tem sugerido a exegese moderna.

Eis o texto: “Um homem tinha dois filhos” (v. 11); esse versículo é o verdadeiro título da parábola. Com esse dado, o evangelista já sinaliza que vai apresentar uma relação polêmica: quase sempre, as histórias bíblicas que envolvem dois filhos (irmãos) são conflituosas: Caim e Abel, Isaac e Ismael; Esaú e Jacó, Marta e Maria (cf. Lc 10,38-42). O grande drama daquele homem, na verdade, é ter dois filhos que não se sentem irmãos. Nenhum dos dois filhos vivia uma relação de amor com o pai e nem entre si; antes, ambos o consideravam um patrão; o mais novo, bem mais ousado, toma uma decisão inusitada: “O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles” (v. 12). Embora não fosse comum para o mundo judeu, era possível que a herança fosse dividida com o pai ainda vivo. Porém, isso significava o rompimento total das relações: era como se o filho morresse para o pai e vice-versa. De acordo com a lei, ao filho mais novo correspondia somente um terço da herança, enquanto dois terços pertenciam ao primogênito (cf. Dt 21,17).

Além de se desligar da família, o filho mais novo rompe também com os laços culturais e religiosos, indo para “um lugar distante” (cf. v 13). Logo, aparece o primeiro traço que identifica o pai da parábola com o Deus-Pai de Jesus: a concessão da liberdade aos filhos. O pai poderia opor-se ao filho, impedindo sua partida ou negando a herança. O filho experimenta a liberdade, mas não mede as consequências de suas escolhas e, com o tempo, sente os efeitos dessas (cf. v. 14). A sua degradação chega ao ápice: se torna, praticamente, escravo de um estrangeiro, submetendo-se a cuidar de porcos (cf. v. 15). O porco era um animal impuro para os judeus; cuidar desses animais era uma verdadeira humilhação. Passando fome, tem vontade de comer, mas não tem direito sequer à comida dos porcos (cf. v. 16). O reconhecimento da situação de completa penúria e degradação, leva o filho mais novo a uma reflexão seguida de uma decisão: “Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; Já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados’” (vv. 17-19). Aqui, não temos nenhum sinal de conversão, ao contrário do que afirmam as interpretações mais tradicionais. As motivações para a reflexão e decisão do rapaz voltar para casa foram meramente materiais: ele não sentiu falta do amor do pai, mas da mesa farta. Por isso, não pensa em reconquistar a dignidade de filho, mas a oportunidade de ser seu escravo, pois até aos escravos, o seu pai trata dignamente.

A decisão do retorno do filho, embora não seja ainda uma conversão, é um primeiro passo. Certamente, houve conversão; mas essa aconteceu devido à acolhida que o pai proporcionou: “Quando ele ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos” (v. 20). A misericórdia e o amor de Deus precedem à conversão. Só se converte verdadeiramente quem se sente abraçado e beijado por um pai assim. O filho faz a sua declaração-confissão (v. 21), mas essa já não tem efeito; ele foi amado e perdoado antes. O pai não pede garantia de arrependimento nem promessa de bom comportamento no futuro; para ele, não importa o que o filho fez, nem o que disse; importa apenas que esteja na sua presença, sentindo seu abraço. O pai tem pressa em restituir a dignidade do filho e festejar o seu retorno: “O pai disse a um dos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa” (vv. 22-24). Túnica, anel e sandália são sinais de dignidade e representam a condição de filho reconquistada. O banquete com o novilho gordo é sinal de grande festa e alegria.

Se a parábola fosse mesmo do “filho pródigo”, poderia ser concluída aqui no versículo 24. De fato, esse versículo constitui o ápice do ensinamento: a passagem da morte para a vida e do perdido para o encontrado; essa dinâmica resume a missão e a vida de Jesus. Por isso, termina em banquete. Assim, Jesus justifica aos seus interlocutores, fariseus e mestres da lei, o seu comportamento e acolhida para com os pecadores e publicanos, considerados casos perdidos pelos mais devotos judeus. A misericórdia infinita do Pai já foi mostrada até aqui, quer dizer, o que Deus tem a oferecer a seus filhos. Mas Jesus quer ensinar mais; não basta sabermos que Deus é Pai; é preciso vivermos como irmãos. Por isso, a segunda parte da parábola visa o restabelecimento da fraternidade, a começar pela denúncia e superação da autossuficiência e do orgulho dos fariseus e mestres da lei, representados na parábola pelo filho mais velho: “O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança” (v. 25). A presença do filho mais velho no campo significa que ele estava cumprindo seus deveres; é a imagem dos fariseus cumprindo minuciosamente as prescrições da lei; para esses, qualquer comportamento diferente é inaceitável. A lei, como obrigação, é privada de alegria, por isso, o som da música, sinal de festa, o incomoda.

Curioso, mas precavido, o filho mais velho não enfrenta diretamente a situação, talvez com medo de se contaminar, como os fariseus. Pede informações a um dos criados (cf. v. 26), o qual lhe deixa à par da situação: “É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde” (v. 27). Ao invés de se alegrar, o filho mais velho fica com raiva, o que faz o Pai sair em sua procura (cf. v. 28). É importante como Jesus e o evangelista reforçam os traços do Pai: ele sai em busca de todos, pois a sua casa pertence a todos os seus filhos. A queixa do filho mais velho diante do Pai é de quem vivia uma relação retributiva, baseada no mérito: “Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado” (vv. 29-30). Além da presunção em reivindicar seus méritos (trabalhar tanto!), ainda denuncia os erros do outro. Essa é a imagem de quem não se sente filho de Deus, mas servo. Quem não se sente filho, tem dificuldade de reconhecer o outro como irmão, por isso, o filho mais velho chama o mais novo apenas de “esse teu filho”; é a mesma postura dos fariseus e mestres da lei que não se conformam porque Jesus acolhe os pecadores e come com eles (cf. v. 1-2).

Assim como Pai deu liberdade para o filho mais novo ir embora, também não obriga o filho mais velho a entrar na festa; apenas deixa claro que suas relações são livres e gratuitas, não considera o mérito mas apenas a disposição de deixar-se abraçar por ele, mostrando que tudo o que é seu é também de quem se sente ou quer ser filho seu: “Então o pai lhe disse: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu” (v. 31). Sempre que alguém decide retornar para sua casa, a recepção será festiva, porque é uma verdadeira ressurreição: “Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado” (v. 32). O evangelista deixa a parábola aberta, sem conclusão. Não diz se o filho mais velho entrou na festa, se reconheceu o outro filho como irmão. O evangelista quis mostrar, partindo do auditório de Jesus e da sua comunidade, que a conversão é uma necessidade constante de cada um e cada uma, sendo que, muitas vezes, quem mais necessita é quem se sente mais justo e perfeito. Por isso, a interpretação mais comum hoje em dia é que nessa parábola o Pai é Deus, indiscutivelmente, Israel (os judeus) é o filho mais velho, o qual tem dificuldade de aceitar os pagãos e pecadores na comunidade, e o filho mais novo é a imagem dos pagãos e pecadores que a comunidade cristã deve acolher sem distinção e sem obriga-los a observar a Torá.

Como nenhum dos dois filhos correspondem ou corresponderam ao amor do Pai, o evangelista convida o leitor e a leitora a ser um terceiro filho, capaz de aprender dos erros e acertos dos dois da parábola, sobretudo na concepção da imagem de Deus-Pai: alguém que acolhe a todos, independentemente de onde vem e do que fez. É dessa síntese de pagãos e judeus que Lucas construirá a primeira imagem do cristianismo em sua segunda obra (Atos dos Apóstolos).

Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN

Inscrições abertas para I Semana Nacional de Teologia, Filosofia e Estudos de Religião em Mossoró- RN




I SEMANA NACIONAL DE TEOLOGIA, FILOSOFIA E ESTUDOS DE RELIGIÃO
I COLÓQUIO FILOSÓFICO: FILOSOFIA E RELIGIÃO
7 A 11 DE OUTUBRO – MOSSORÓ/RN

O cenário religioso brasileiro nunca foi caracterizado pela constituição de “fronteiras rígidas” entre as diversas formas de crer e de ser religioso. Por mais que se tente dizer o contrário, a forma de ser católico, espírita, budista, candomblecista, umbandista, esotérico e mesmo evangélico se expressa, na modernidade, como o resultado da “porosidade das fronteiras” com “os sagrados” dessas várias expressões religiosas. Esse fenômeno constitui não apenas as instituições religiosas contemporâneas no país, mas a própria cultura nacional.
Sendo assim, temos de admitir que, nestes tempos, os diversos ramos da ciência não são capazes, isoladamente, de dar conta de toda a realidade do “sagrado”, da “fé”, do “fenômeno religioso”. Ademais, em tempos de “religião em movimento” e “bricolagem da fé”, somente adentrando pelo caminho da interdisciplinaridade, ou mesmo da transdiciplinaridade, é que o conhecimento torna-se autêntico e credível.[1]
Por esta razão, o curso de Teologia da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN) em parceria com o curso de Filosofia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) realizam a I Semana Nacional de Teologia, Filosofia e Estudos da Religião e I Colóquio Filosófico: Filosofia e Religião com o tema “Religião em movimento: diálogo entre Teologia, Filosofia e Ciências no século XXI”.
Em vista de abrir caminhos que permitam o enriquecimento mútuo entre os diversos campos da ciência e a construção humanizante e humanizada do sujeito religioso no século XXI, este evento pretende, por meio do diálogo entre Teologia, Filosofia e Ciências do século XXI, constituir-se como um espaço de debate e de reflexão acerca dos fenômenos das crenças no mundo contemporâneo e a mobilidade religiosa que proporcionam a existência de novas formas de “ser religioso” com pertencimentos, talvez, nunca antes imaginados.

Site da Faculdade: http://catolicadorn.com.br/

Submissão de trabalhos:

Período: 02 até 22 de setembro de 2019
Submissão de resumo: máximo de 400 palavras.
Divulgação do resultado dos resumos: 25 de setembro de 2019
Prazo para a entrega do texto completo: 25 de outubro 2019
Previsão para publicação: novembro de 2019


Mais informação-  ( 84) 3318.7648

Domingo da Solidariedade em Mossoró- RN

Como seria belo se cada um de vós pudesse, ao fim do dia, dizer: hoje realizei um gesto de amor pelos outros! Papa Francisco



 Sempre no terceiro domingo do mês, as nove paróquias de Mossoró, realizam a campanha Domingo da Solidariedade onde os fiéis são convidados a levar gêneros alimentícios ou material de limpeza para ser doado ao Lar da Criança Pobre, Casa Papa Francisco, Projeto Esperança, Reviver Feminino, Projeto São Lucas e São Pedro, Abrigo Amantino Câmara, Fazenda Esperança, Seminário Santa Teresinha e Cáritas Diocesana.

Programação da Semana Missionária da Paróquia de Campo Grande




Semana Missionária na Paróquia de Campo Grande - 14 a 22
Tema: “ Avancem para águas mais profundas” ( Lc 5,4)

Dia 13/09 – Sexta-feira
Acolhida e hospedagem de missionários(as) itinerantes

Dia 14/09 – Sábado
Espiritualidade
Local: Palhoção
8h – Credenciamento e acolhida dos(as) missionários(as)
8h30 – Oração do Ofício Divino
9h – Apresentação dos(as) missionários(as)
Palavra de acolhida – Pe. Eliseu Wilton de Maria
Palavra do Bispo – Dom Mariano Manzana
9h30 – Lanche
10h – Espiritualidade Missionária
12h – Almoço
14h – Retorno das atividades/Animação
14h30 – Panorama da Paróquia
15h – Orientações gerais e encaminhamentos da Semana Missionária
16h – Lanche
17h – Missa de abertura da Semana Missionária na Igreja Matriz
Envio dos missionários para os setores

Dia 15/09 – Domingo
“Jesus chama e envia”
Texto Bíblico: Lc. 5, 1-11
8h – Celebração no setor/ Ofício Divino das Comunidades
Visita às famílias
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
15h  - Visita às famílias
17h – Partilhas das visitas
19h – Momento de Oração/ Celebração no setor
(Rezar pelos vários ministérios: ordenados, religiosos e leigos)

          Dia 16/09 – Segunda-feira
“Convocados a fazer parte do povo das Bem-aventuranças: Uma Igreja em saída que se faz luz na família e no mundo”
Texto Bíblico: Mt. 5,1-12
6h – Ofício Divino das Comunidades na Igreja
Café partilhado
8h – Visita às famílias
11h – Partilha das visitas
12h – Almoço
14h30 - Visita às famílias
Encontro com os jovens em Triunfo Potiguar
17h – Partilha das visitas
19h – Celebração/Missa

Dia 17/09 – Terça-feira
“Sal da Terra e Luz do Mundo: Uma Igreja em saída que se faz luz do mundo, da comunicação e da educação”
Texto Bíblico: Mt. 5, 13-14
6h – Celebração na Igreja
Café partilhado
8h – Visita às famílias e às instituições do setor educativo
Encontro com os estudantes jovens – tema: Prevenção do uso de drogas e álcool - em Janduís
11h30 – Partilhas das visitas
12h - Almoço
14h30 – Visita às famílias e às instituições do setor educativo
Encontro com os jovens em Campo Grande
19h – Celebração (convidar os estudantes, professores e membros das escolas do setor)

Dia 18/09 – Quarta-feira
“Discipulado, testemunho e profetismo: o seguimento a Jesus Cristo é uma caminhada Martirial”
Texto Bíblico: Mt. 10, 1-16
6h – Celebração na Igreja
Café partilhado
8h - Visita às famílias
Encontro com os jovens em Paraú
11h30 – Partilha das visitas
14h30 – Visita às famílias
19h – Celebração/Missa
Caminhada dos mártires (Recordar todos os mártires, sobretudo a Beata Lindalva) – Cada setor ver o local da saída

Dia 19/09 – Quinta-feira
“Amor-serviço: uma Igreja em saída que se faz luz na superação da violência e na construção da cultura e da paz”
Texto Bíblico: Mt. 18,1-4
6h – Celebração em frente ao posto de saúde da comunidade
Café partilhado
8h – Visita às famílias
Encontro com os governantes em Paraú
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
14h30 – Visita às famílias
15h – Encontro com os governantes em Triunfo Potiguar
17h – Partilha das visitas
19h – Celebração (Lava-pés e adoração ao Santíssimo Sacramento – rezar pelos enfermos e profissionais da saúde) na Igreja

Dia 20/09 – Sexta-feira
“Perdão e Reconciliação: o perdão é a chave da construção de uma comunidade de comunidades”
Texto Bíblico: Mt. 18, 19-22
6h – Via-sacra pela comunidade
Café partilhado
8h – Encontro com os governantes em Janduís
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
14h30 – Visita às famílias
15h – Encontro com os governantes em Campo Grande
19h – Celebração penitencial com acendimento da fogueira

Dia 21/09 – Sábado
“Compromisso Batismal: Compromisso do batismo e a edificação da justiça”
Texto Bíblico: Mt. 25, 31-46
6h – Ofício de Nossa Senhora na Igreja
Café partilhado
8h – Visitas às famílias
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
19h – Celebração da luz e do compromisso batismal

Dia 22/09 – Domingo
“Jesus Ressuscitou, a missão continua!”
Texto Bíblico: Mt, 28, 16-20
8h – Ofício Divino das Comunidades
Avaliação da Semana Missionária
Pequeno resumo com as dificuldades no campo pastoral e propostas para serem trabalhadas
11h30 –Almoço
17h – Missa de encerramento da Semana Missionária na Igreja Matriz
(Rezar por todos os que ajudaram para a realização da missão)
Entronização da Imagem Beata Lindalva na Igreja Matriz


 Paróquia de Senhora Santana em  Campo Grande- RN
Vigários- Padre Eliseu Wilton
                Rafael Andrade
 Contato- 3362.2286