Dia Mundial das Comunicações Sociais: comunicar esperança e confiança

O tema da mensagem do Papa para este dia “Não tenhas medo, que Eu estou contigo. Comunicar esperança e confiança no nosso tempo” foi divulgado no dia litúrgico de São Francisco de Sales, patrono dos escritores e jornalistas, celebrado em 24 de janeiro.
Com este tema, Francisco propõe um estilo “aberto e criativo” para comunicar a esperança. Por isso, encoraja todos os que trabalham neste campo a comunicar de modo construtivo, rejeitando preconceitos e promovendo uma cultura do encontro.
Com efeito, em sua mensagem, o Santo Padre ressalta: “ O protagonista da notícia não pode ser o mal – que nos leva à apatia, ao desespero e a anestesiar a consciência –, mas a solução dos problemas, com um estilo aberto e criativo”.
“Em um sistema de comunicação, - frisa o Papa - onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção e, por conseguinte, não se torna notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente se tornam espetáculo, somos tentados a anestesiar a consciência ou a cair no desespero”.
A realidade não tem um significado unívoco - afirma o Papa -; tudo depende do modo com que a encaramos. Portanto, o ponto de partida ideal, para se encarar a realidade, é a “Boa Nova por excelência”, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo.
Esta boa notícia, - diz por fim Francisco – comporta sofrimento, porque o sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do amor de Cristo ao Pai e à humanidade.
Em Cristo, - concluiu o Pontífice - Deus se fez solidário com toda a situação humana, revelando que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca esquece seus filhos. (MT)
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Tema: «“Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).
Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo»
[28 de maio de 2017]

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de «moer» o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).
Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, «moem» tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.
Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas «notícias más» (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.
Gostaria, pois, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da «boa notícia».


A boa notícia
A vida do homem não se reduz a uma crónica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos «óculos» que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os «óculos» certos?
Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o «Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus» (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da «boa notícia», que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.
Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. «Não tenhas medo, que Eu estou contigo» (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – «Eu estou contigo» – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não dececiona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.


A confiança na semente do Reino

Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os «óculos» adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o «espaço» de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, «como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce» (Mc 4, 26-27).
O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.
Os horizontes do Espírito
A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter «plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade» (Heb 10, 19-20). Através «da força do Espírito Santo»,podemos ser «testemunhas»e comunicadores duma humanidade nova, redimida, «até aos confins da terra»(cf. At 1, 7-8).
A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.
Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi «reimpresso» em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos «canais» vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.




Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.
Franciscus

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Reflexão para a Solenidade da Ascensão- Mateus 28,16-20




Neste domingo da ascensão, a liturgia nos oferece o texto evangélico de Mt 28,16-20, para nossa a reflexão e meditação. É importante destacar, logo no início, que o evangelho segundo Mateus não descreve a ascensão. Aliás, essa vem descrita apenas na obra lucana (cf. Lc 24,50-51; At 1,6-11) e no acréscimo redacional de Marcos (cf. Mc 16,19). Em Mateus, o que é narrada é a manifestação do Ressuscitado, como lemos hoje, com ênfase para a sua presença constante e perene na comunidade.

Podemos dizer que o texto de hoje é uma síntese conclusiva de todo o evangelho segundo Mateus. À medida que escreve suas últimas linhas, o evangelista e sua comunidade fazem questão de resumir a essência de tudo o que já tinha sido apresentado. É isso que percebemos hoje. No entanto, mesmo supondo uma familiaridade com todo o evangelho, a principal chave de interpretação para o evangelho de hoje, está no relato do sepulcro vazio e ressurreição (cf. Mt 28,1-10), com as respectivas manifestações de um anjo do Senhor (v. 2) e do próprio Jesus (v. 9). Tanto o anjo quanto Jesus haviam dado às mulheres a missão de convencerem os discípulos a retornarem à Galiléia para, ali, fazerem eles também a experiência do encontro com o Ressuscitado.

Podemos, pois, compreender porque “Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus tinha indicado” (v. 20). A menção aos onze recorda a perda de Judas, o qual já não fazia mais parte do grupo. Mas, tem também um outro significado: o número doze representava um projeto de reconstituição do antigo Israel, alimentando a ideologia nacionalista e triunfalista. Esse projeto faliu, devido a rejeição de Israel, levando Jesus ao escândalo da cruz. À luz da ressurreição, a comunidade mateana, fazendo uma releitura dos últimos acontecimentos, percebe que a missão universal não precisa mais ser configurada segundo as tradições de Israel. Por isso, o número onze não significa incompletude na comunidade, mas é sinal de uma nova perspectiva. Não podemos esquecer que a eleição de Matias para recompor o número doze é um elemento exclusivo da teologia de Lucas (cf. At 1,15-26). Na perspectiva de Mateus, para a comunidade do Ressuscitado sobreviver e crescer, é necessário abandonar os esquemas do judaísmo.

Segundo a recomendação, os discípulos foram para a Galileia, ao monte indicado (v. 20). Em Jerusalém acontecera a grande tragédia para a comunidade dos discípulos. Além de ter sido o cenário da paixão e morte de Jesus, a capital não oferecia nenhuma perspectiva para a comunidade do Ressuscitado lá florescer. Basta recordar o conluio dos poderes religioso, militar e político para desacreditar a ressurreição, com a ideia do roubo do corpo pelos discípulos (cf. 28,11-15). Portanto, o retorno à Galileia era motivo para a sobrevivência da comunidade e, ao mesmo tempo, para o reencontro com as motivações e bases originárias. Além das incompreensões ao longo da caminhada, inclusive disputa por poder (cf. 20,20), os acontecimentos envolvendo a paixão e a morte deixaram a comunidade profundamente abalada. Daí a necessidade de retorno ao ideal primeiro, ou seja, retornar à Galileia para fazer a experiência do monte. Aqui, não se trata de indicações geográficas, mas teológicas.

Ao longo de todo o evangelho, há muitas referências ao monte, desde o monte das bem-aventuranças (cf. 5 – 7) até o monte das oliveiras (cf. 24 – 25). É o lugar de encontro com Deus e com a sua palavra. Foi no monte que Jesus lançou o seu programa de vida, as bem-aventuranças (5,1-12), e esse convite para os discípulos retornarem à Galileia para o monte é exatamente para voltarem à essência do projeto de vida indicado por Jesus. É também um modo de indicar a continuidade entre a mensagem de Jesus de Nazaré e o Ressuscitado. A Galiléia como região desprezada entre os judeus é um alerta aos discípulos quanto aos destinatários primeiros do anúncio: os pobres e marginalizados.

Na sequência, o texto descreve a reação dos discípulos: “Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim, alguns duvidaram” (v. 17). A princípio, parecem duas posturas opostas diante da ressurreição, mas o evangelista as vê como complementares. Prostrar-se é sinal de adoração e de convicção na ressurreição e na divindade de Jesus. Aqui, o evangelista emprega o verbo grego prosku,new – proskinêo, o mesmo usado para indicar a atitude dos magos quando visitaram Jesus recém-nascido em Belém (cf. 2,2). Esse verbo tanto indica adoração quanto sujeição a alguém, como deve ser a postura da comunidade: adorar e sujeitar-se somente ao que foi ensinado por Jesus, assumindo completa autonomia e emancipação em relação aos preceitos da lei. Assim como os magos, os discípulos aceitam os valores do reino como universais e, por isso, lutarão para que cheguem a todos lugares da terra.

A dúvida não faz mal à comunidade, pelo contrário; Nem mesmo Jesus vê problemas no duvidar, tanto que não irá repreender os discípulos por isso. Como o evangelista não diz o motivo da dúvida, nem mostra Jesus repreendendo-os, podemos dizer que ele está apresentando uma característica necessária para a comunidade do Ressuscitado. Para a solidez da fé, a dúvida se faz necessária, pois o seu antídoto não é a certeza, mas o amor. Portanto, quanto mais se dúvida, mais necessidade se tem de amar, e amar sem limites.

Diante da reação dos discípulos, Jesus toma a palavra e profere seu breve discurso de envio (vv. 18-20). É importante perceber que não são palavras de despedida, são de envio e comissionamento. Ao dizer “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra” (v. 18), Jesus está decretando a falência dos poderes sediados em Jerusalém (religioso, militar e político), e estabelecendo uma nova ordem. Está também reivindicando para si a identificação com a figura do “Filho do Homem” de Daniel (cf. Dn 7,13-14) e, ao mesmo, tempo corrigindo: ao Filho do Homem de Daniel, foram dados poder e domínio. Jesus trocou o domínio pelo serviço (cf. Mt 20,28), preferindo exercer sua autoridade no amor. A verdadeira autoridade, motivada pelo amor, parte da periferia, enquanto em Jerusalém tem apenas força de morte, uma vez que lá a autoridade é exercida com base na mentira, no medo, no suborno e na violência.

Após uma pequena introdução (v. 18), segue-se o envio universalista e inclusivo: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (v. 19). Aqui, Ele está, de fato, fazendo uso da sua autoridade e, mais uma vez, mostrando a diferença da sua para outras formas de exercício de autoridade. Ele não envia seus discípulos para impor nem dominar, mas para fazer novos discípulos, uma vez que no seu reino não há súditos, mas irmãos. Essa é, sem dúvidas, uma das maiores novidades de seu projeto de vida e de sociedade. Não envia os discípulos para doutrinarem ninguém, mas para apresentarem uma proposta de vida. Aqui, registramos a força do verbo empregado pelo evangelista para “fazer discípulos”: no grego, idioma original do evangelho, há o verbo “discipular”, maqhteu,w – matheteúô; com ele, o evangelista consegue distinguir o discipulado de uma simples tarefa, o que não distinguimos com facilidade em nossa língua, com as traduções que temos. O novo e universal discipulado deve nascer do testemunho, ou seja, da maneira de viver dos discípulos, os quais não são operadores de tarefas, mas seguidores de Jesus de Nazaré, o Ressuscitado.

À missão de “discipular” é intrínseca a função de batizar, como sinal de pertença à comunidade dos discípulos. Mateus pensa na sua comunidade, obviamente, marcada pela tensão entre os adeptos e os contrários à prática judaica da circuncisão. Dos novos discípulos, não deve ser exigido nenhum sinal exterior além do batismo. A fórmula trinitária expressa a preocupação do evangelista para que o batismo de ingresso na comunidade cristã não seja confundido com o rito penitencial de João Batista. A expressão “Em nome de/do” indica a força do batismo. Na tradição bíblica, o nome de uma pessoa é a sua própria essência, expressa a totalidade do seu ser. Portanto, ser batizado em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, é ser impregnado da essência de Deus.

Como última recomendação do mandato, Jesus apresenta uma advertência, mais que uma ordem: “ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei!” (v 20a). Tudo o que Ele ordenou ou ensinou não foi muita coisa, não foi uma doutrina, foi apenas um jeito de viver. O pronome indefinido tudo, em grego pa,nta – panta, expressa a totalidade do que Jesus ensinou e a preocupação para que nada seja acrescentado de secundário e que possa, inclusive, desviar a comunidade do que foi ensinado por Ele. E o que, de fato, Ele ensinou, como já afirmamos, foi um jeito de viver, proposto nas bem-aventuranças e em todo o discurso da montanha (Mt 5 – 7). O que os discípulos têm a ensinar, para que todas nações sejam “discipuladas” é a vivência das bem-aventuranças, e isso não é doutrina nem código, é vida concreta, é um jeito de ser.

A última frase de todo o evangelho é, na verdade, a síntese: a certeza da presença de Jesus na comunidade: “Eu estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (v. 20b). Embora a tradução do texto litúrgico apresente o verbo estar (em grego eivmi – eimí) no futuro, o evangelista o emprega no presente. A presença é um tema central no evangelho segundo Mateus: no início, Jesus é apresentado como Emanuel, cujo significado é “Deus está conosco” (1,23); Ele mesmo garantiu estar presente quando a comunidade estivesse reunida em seu nome (18,20), e garante, aqui na conclusão, permanecer para sempre com os discípulos. Por isso, com essa certeza, Mateus não tinha motivos para descrever Jesus subindo para o céu, como fez Lucas. O importante é que a comunidade possa sentir sua presença e que essa a estimule a viver e ensinar somente o que Ele ensinou.

O Ressuscitado está, de fato, presente na comunidade que vive o ideal de vida proposto nas bem-aventuranças. Nessa comunidade todos são discípulos e irmãos. Essa comunidade celebra, acolhe, convence pelo testemunho e coloca-se em saída para, com alegria, compartilhar tudo o que Ele ensinou!


Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues
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Programação do II Congresso Diocesano da Pastoral Familiar em Mossoró- RN


De 26 a 28 acontecerá o Congresso Diocesano da Pastoral Familiar e terá como tema "Família, fazei tudo o que Ele vos disser".


SEXTA – FEIRA – (26/05/2017)
18h00
Credenciamento/ Jantar
19h20
Acolhida e boas vindas /Missa de Abertura Dom Mariano.
20h30
O que é INAPAF
20h50
Estudo do primeiro módulo - (Dignidade da Pessoa)
21h50
Comunicados / encerramento
SÁBADO – (27/05/2017)
07h
Acolhida/ Missa
08h15
Café
08h45
TG Módulo 1 – Responder questionário
09h15
Estudo do segundo módulo ((Construindo proximidade)
10h30
Intervalo/ lanche
11h
TG Módulo 2 – Responder questionário
12h30
Almoço
14h
Estudo do terceiro módulo (União conjugal e Sacramento do matrimônio)
15h15
Intervalo/ lanche
15h45
TG Módulo 3 – Responder questionário
17h30
Comunicados/Avisos/ Encerramento
18h
Jantar
20h00
Momento cultural

Domingo
 (28/05/2017)
07h30
Celebração Eucarística
08h30
Café
09h00
Estudo do quarto módulo (Família no Plano de Deus)
10h15
Intervalo/ Lanche.
10h45
TG Módulo 4 – Responder questionário
12h00
Considerações e partilha da experiência vivida
Encerramento /  almoço / boa viagem!!!
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Renovação Carismática Católica celebra Pentecostes em Mossoró- RN

A Renovação Carismática Católica realiza, de 25 a 04, mais uma edição da Festa de Pentecostes na Capela do Divino Espírito Santos, bairro Barrocas.
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Encerramento da Peregrinação da Imagem de Nossa Senhora Aparecida na Diocese de Mossoró




Estamos no Ano Mariano e uma das primeiras iniciativas para envolver todas as comunidades eclesiais nessa preparação dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida foi a peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida. Na Diocese de Santa Luzia de Mossoró, a imagem chegou pela Paróquia de Pau dos Ferros e peregrinou por todas as paróquias encerrando na Paróquia de Santa Luzia. Na despedida de Nossa Senhora Aparecida, a Paróquia de Santa Luzia estará recebendo uma réplica da imagem original de Santa Luzia feita pelas mãos de Mestre Ambrósio, um grande santeiro da cidade de Acari, na região do Seridó.  Lembrando que a  imagem de Nossa Senhora Aparecida será entregue no dia 12 de outubro na nova paróquia que será criada na Diocese, em Serra do Mel, dedicada à Nossa Senhora Aparecida.      



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Projeto Esperança Pe Guido volta com nova coordenação e mais voluntários









Um domingo marcado pela solidariedade. Diante de uma Matriz de São José lotada, o Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana deu a bênção de envio ao coordenador do Projeto Esperança, padre Carlinhos, e aos vários voluntários do projeto e entregou uma cruz de madeira como sinal de compromisso e solidariedade nesta terceira fase do projeto.

 O Projeto Esperança – “Lar do Padre Guido”, da Paróquia de São José, atravessou três décadas com atividades de assistência voltadas para crianças, adolescentes e jovens de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social em Mossoró. Ao longo da trajetória, as ações de caráter sócio-cultural, educativo, ético e religioso marcaram a história da Igreja na Diocese de Santa Luzia de Mossoró.

Graças ao trabalho idealizado pelo salesiano Guido Tonelotto (in memoriam) e mais recentemente desenvolvido pelo padre Eliseu Wilton de Maria, unido a vários voluntários nas áreas de saúde, educação, esporte, lazer e cidadania, o acesso aos direitos essenciais gratuitos foi determinante para que muitos assistidos fossem incluídos socialmente.
     
O tempo passou, mas o agravamento dos problemas sociais tem aumentado concretamente. A exclusão social a que está submetida grande parte da população na cidade, principalmente na periferia, tem sido o combustível para dar continuidade à promoção do desenvolvimento humano e social para aqueles que não têm acesso ou recursos para determinados benefícios de direito cidadão.

Nesse sentido, para atuar frente aos novos desafios sociais, o Projeto Esperança chega a sua terceira fase, sob a coordenação do padre Carlinhos. A necessidade de renovar o projeto para fortalecer as ações na sede (matriz), Estrada da Raiz, Wilson Rosado e Santa Helena é evidente. Para tanto, equipes estão engajadas e, entre as muitas atividades que a nova fase requer, foi realizado o I Encontro de Formação para Voluntários. O momento é de formação e de busca de parceiros para o desenvolvimento das cinco áreas de atuação: assistência, cristã, esportivo-cultural, humana e profissional. 

Mais informações- Paróquia São José - ( 84)- 3314.0201 

Texto- Colaboração de Ligia Guerra
                              
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Está disponível para downloand o material do III Retiro das Santas Missões Populares


A Diocese de Mossoró está disponibilizando o material trabalhado no III Retiro das Santas Missões Populares, realizado de 19 a 21, no Ginásio Carecão, em Mossoró, com assessoria de Padre Luiz Mosconi.

Segue os arquivos:

É importante ressaltar que todos os arquivos trabalhados desde o Primeiro Retiro das SMPs estão disponíveis para downloand em nosso acervo (https://sites.google.com/site/diocesedemossororn/).
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Vigário-Geral Padre Flávio Augusto faz leitura da Nota da CNBB sobre o momento nacional no III Retiro das Santas Missões Populares em Mossoró- RN


Os membros da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiram na manhã de sexta-feira, 19 de maio, uma Nota Oficial com o título “Pela Ética na Política” na qual afirmam que a Conferência está “unida aos bispos e às comunidades de todo o país” e acompanha “com espanto e indignação” as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal.
Na Nota, os bispos afirmam que “tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum”.
“Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito. Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil”, concluem os membros da Presidência.
Leia a Nota:
Brasília-DF, 19 de maio de 2017
P – Nº 0291/17
Pela Ética na Política
Nota da CNBB sobre o Momento Nacional
“O fruto da justiça é semeado na paz” (Tg 3,18)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, por meio de sua Presidência, unida aos bispos e às comunidades de todo o país, acompanha, com espanto e indignação, as graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo a Constituição, Art. 37, é dever de todo servidor público, principalmente os que detêm elevadas funções, manter conduta íntegra, sob pena de não poder exercer o cargo que ocupa.
Tais denúncias exigem rigorosa apuração, obedecendo-se sempre as garantias constitucionais. Apurados os fatos, os autores dos atos ilícitos devem ser responsabilizados. A vigilância e a participação política das nossas comunidades, dos movimentos sociais e da sociedade, como um todo, muito podem contribuir para elucidação dos fatos e defesa da ética, da justiça e do bem comum.
A superação da grave crise vivida no Brasil exige o resgate da ética na política que desempenha papel fundamental na sociedade democrática. Urge um novo modo de fazer política, alicerçado nos valores da honestidade e da justiça social. Lembramos a afirmação da Assembleia Geral da CNBB: “O desprezo da ética leva a uma relação promíscua entre os interesses públicos e privados, razão primeira dos escândalos da corrupção”.
Recordamos também as palavras do Papa Francisco: “Na vida pública, na política, se não houver a ética, uma ética de referimento, tudo é possível e tudo se pode fazer” (Roma, maio de 2013). Além disso, é necessário que saídas para a atual crise respeitem e fortaleçam o Estado democrático de direito.
Pedimos às nossas comunidades que participem responsável e pacificamente da vida política, contribuam para a realização da justiça e da paz e rezem pelo Brasil.
Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, nos ajude a caminhar com esperança construindo uma nova sociedade.
Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

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III Retiro das Santas Missões Populares em Mossoró-RN






A Diocese de Santa Luzia de Mossoró realiza, de 19 a 21 de maio, o seu III Retiro das Santas Missões Populares - 10 anos depois, no Ginásio Carecão, no Colégio Diocesano, em Mossoró, com assessoria de padre Luis Mosconi. 
Toda Diocese reunida para vivenciar este tempo de missão. Contamos com a alegre participação de todas as paróquias com suas equipes missionárias. Os missionários não devem esquecer a Bíblia e os  livros das Santas Missões Populares.


SÁBADO – 20/05
08:00h – Oração
08:30h – 10:00 – Análise de conjuntura do mundo, do Brasil e da região
10:00h Intervalo
10:30h - 12:00h – Aprofundamento das Bem-Aventuranças
12:00h - Almoço
14:00 – 16h - O pobre no Evangelho de Mateus
16:00h – Lanche
16:30 – 18:00h – Capítulo VIII do livro A Vida é Missão (Missão e opção pelos pobres)
18:00h – Jantar
19:30h -Vigília de oração

DOMINGO – 21/05
08:00h – Missa presidida pelo Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana e concelebrada pelos sacerdotes presentes
09:30h – Lançamento do mais novo livro de Pe. Luis Mosconi - Dar Sentido Verdadeiro à Vida
10:00h – Estabelecer alguns compromissos de ordem social, política e ecológica
09:30h - Exposição dos compromissos
10:15h - Encaminhamentos
11:30h – Envio missionário

* Santa Missa- às 8h- Transmissão da Rádio Rural de Mossoró
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