Padres serão transferidos e iniciam novo trabalho pastoral em janeiro de 2017


O bispo Dom Mariano Manzana e o Conselho Presbiteral anunciam as mudanças do clero nos serviços pastorais da Diocese de Mossoró. A comunicação foi feita hoje, segunda-feira, 26, durante a Espiritualidade do Clero, no Santuário do Lima, em Patu/RN.

Padre Raimundo Felipe deixa a Paróquia de São João Batista e assume a nova área da Sagrada Família.

Padre Ivan dos Santos deixa a Paróquia de Luis Gomes e assume a Paróquia de São João Batista, em Mossoró.


Padre Francisco Jorge Pascoal assume a Paróquia de Luis Gomes.

Padre Maciel Rodrigues deixa a Paróquia de Apodi para se dedicar ao Mestrado em Teologia.

Padre Francisco das Chagas Costa deixa a Paróquia de Itaú e assume a Paróquia de Apodi.

Padre Francinaldo Macário da Silva deixa a Paróquia de Upanema e assume a Paróquia de Itaú.

Padre José Milton de Oliveira Júnior deixa a Paróquia de Baraúna e assume a Paróquia de Upanema.

Padre Deivid Franklin de Aquino assume como Administrador Paroquial da Paróquia de Baraúna.

Padre Thiago  Batista da Luz deixa a Paróquia de Almino Afonso por decisão da sua Congregação MSF e Padre Zioneudo de Sá Gois deixa a Paróquia de São Miguel para assumir a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Almino Afonso.

  Padre Raimundo Alexandre de Oliveira deixa São João Batista em Assu e assume a paróquia de Martins.
   Padre Dian Carlos deixa Martins e assume a Paróquia de São João Batista, em Assu.

* Criação  no dia 20.12.2016 da Área Pastoral da Sagrada Família, no bairro 30 de setembro, em Mossoró.
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“Ano Mariano é para celebrar, comemorar e reaprender com Nossa Senhora”, afirma dom Sergio


Quarta-feira, 21 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou ato oficial de lançamento do Ano Mariano, com uma celebração na sede da entidade, em Brasília (DF). A cerimônia contou com a participação da presidência da CNBB, membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), organismos vinculados à Conferência e colaboradores que atuam na sede. 
Na ocasião, com a ajuda dos colaboradores, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi entronizada no auditório da CNBB e posta no centro do espaço. Leituras bíblicas, cantos, textos reflexivos e uma mensagem do papa Francisco foram meditados, lembrando a devoção à rainha e padroeira do Brasil. 
De acordo com o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha, o período convida os brasileiros a voltarem o coração para Nossa Senhora. “É um ano para celebrar, para comemorar, para louvar a Deus, mas também para reaprender com Nossa Senhora como seguir Jesus Cristo, como ser cristão hoje”, enfatizou.
O bispo falou também sobre as expectativas para o Ano. “Nós esperamos muito que o Ano Mariano possa ser de intensa evangelização com Maria, contando com a sua proteção, seguindo os seus exemplos, mas sendo essa Igreja em saída, essa Igreja misericordiosa, que a exemplo de Nossa Senhora vai ao encontro dos irmãos para compartilhar a alegria do Evangelho de Jesus Cristo – alegria da fé em Cristo”, disse.
No final, dom Sergio exortou para que o Ano Mariano seja vivido intensamente por toda a Igreja no Brasil. “Que este momento seja para a evangelização, para a missão, tendo presente o exemplo, as lições que Nossa Senhora nos deixa, mas também recorrendo com confiança a sua intercessão materna”, finalizou o bispo.

Ano Nacional Mariano 

O Ano Nacional Mariano foi proclamado pela CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas Águas do Rio Paraíba do Sul. A iniciativa será celebrada a partir do dia 12 de outubro até o dia 11 de outubro de 2017.
Em carta enviada aos bispos de todo o Brasil, a presidência da CNBB considera a celebração dos 300 anos “uma grande ação de graças” e recorda que todas as dioceses do país se preparam, desde 2014, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, que percorre cidades e periferias. 
Confira, abaixo, a mensagem na íntegra:

Mensagem à Igreja Católica no Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, em comemoração aos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do rio Paraíba do Sul, instituiu o Ano Nacional Mariano, a iniciar-se aos 12 de outubro de 2016, concluindo-se aos 11 de outubro de 2017, para celebrar, fazer memória e agradecer.
Como no episódio da pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, também os nossos pescadores passaram pela experiência do insucesso. Mas, também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam esperar: “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: “O resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor” (Papa Francisco).
A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus.
O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5).
Todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano.
A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajude a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo!


 Dom Sergio da Rocha                                                  Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de Brasília-DF                                    Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA
Presidente da CNBB                                                  Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

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Festa de São Francisco em Mossoró- RN


A Comunidade do Abolição III, pertencente à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, celebra a festa do padroeiro, São Francisco de Assis. A programação festiva vai ser realizada no período de 24 de setembro  a 04 de outubro.
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Mês da Bíblia: Shemá 2016 na Paróquia de São Paulo em Mossoró- RN

De 19 a 21 de setembro, às 19h, na Igreja Matriz da Paróquia São Paulo, no bairro Nova Betânia, em Mossoró.

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III Seminário Temático de Teologia na Faculdade Diocesana de Mossoró







Participemos! Uma iniciativa louvável do VIII Período do Curso de Teologia da Faculdade Diocesana de Teologia em parceria com a Pastoral Familiar da Diocese de Mossoró: 
III Seminário Temático de Teologia - DIVERSIDADE: reconhecer diferenças, superar preconceitos.
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A Paróquia de Caraúbas recebe a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida




Nos dias 19 e 01 de outubro, a Paróquia de Caraúbas receberá a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, em comemoração ao aniversário de 300 anos de quando a imagem foi encontrada nas águas do rio Paraíba do Sul, no Porto Itaguaçu, localizado no interior de São Paulo. A peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida será encerrada no próximo ano  na Paróquia de Santa Luzia, em Mossoró- RN.
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Reflexão para o XXV Domingo do Tempo Comum- Lucas 16,1-13 ( Ano C)





Não são raras as ocasiões em que Jesus nos surpreende com o seu ensinamento. E, o texto que a liturgia deste XXV Domingo do Tempo Comum nos apresenta parece conter uma das maiores surpresas desse ensinamento, pois Ele apresenta um homem desonesto como modelo a ser imitado, pelo menos aparentemente. Trata-se da chamada “parábola do administrador desonesto”, a primeira do capítulo do dezesseis (vv. 1-8), seguida de algumas máximas de caráter proverbial (vv. 9-13).
É importante destacar que o texto compõe o amplo conjunto do caminho catequético apresentado por Jesus em sua viagem para Jerusalém. No capítulo em questão, o décimo sexto do terceiro evangelho, o tema central é exatamente o uso dos bens materiais, ou melhor, da riqueza, especificamente. Esse tema é ilustrado por duas parábolas: a do administrador "desonesto" (vv. 1-8) e aquela do pobre Lázaro e o rico avarento (vv. 19-31), intercaladas por algumas máximas de efeito prático-exortativo em estilo proverbial, que funcionam como interpretação da primeira parábola, a de hoje, e preparação para a segunda. É importante também recordar que as duas parábolas são exclusivas de Lucas, o evangelista que mais combate a concentração de riquezas, propondo a partilha e a solidariedade.
Assim, tendo já identificado o contexto da parábola, a catequese sobre o uso dos bens e riquezas, podemos, logo de início, identificar os destinatários da mesma: os discípulos, como vem afirmado logo no início: “Jesus dizia aos discípulos” (v. 1a). Quando o evangelho diz que Jesus ensina diretamente aos seus discípulos, quer dizer que se trata de algo urgente e, portanto, inadiável. Quando Ele insiste com um mesmo tema, significa que se trata de algo muito importante e, ao mesmo tempo, que os discípulos estão sendo lentos demais na compreensão, a ponto de ser necessário repetir diversas vezes e de diferentes modos. Tudo isso se verifica quando se trata do cuidado com o uso dos bens e das riquezas.
Recordemos algumas ocasiões, ao longo do ‘caminho’, em que os discípulos foram advertidos sobre o uso dos bens materiais: no Pai Nosso, ao recomendar que se peça apenas o necessário para cada dia (cf. Lc 11,3), quando negou-se a interferir em questões relacionadas à divisão de herança, contando a parábola do homem rico insensato (cf. Lc 12,16-21), na apresentação das exigências para o seu seguimento, ao colocar a renúncia de todos os bens como condição para ser seu discípulo (cf. Lc 14,33). Como se vê, há uma insistência de Jesus ao apresentar o tema do uso da riqueza, e isso se deve à resistência dos discípulos, ou seja, faziam pouco caso com uma questão fundamental, a ponto de Jesus, por necessidade, tornar-se repetitivo.
Feitas as devidas considerações introdutórias, entramos diretamente no conteúdo da parábola, recordando a sua trama, como é sinteticamente apresentada logo no primeiro versículo: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens” (v. 1b). É interessante que a parábola não diz como o administrador esbanjava os bens do seu patrão. Isso poderia acontecer de diversas maneiras, inclusive ajudando aos mais necessitados, o que na ótica da economia, ao contrário do Reino, seria um modo de esbanjar. Recordemos que Lucas é o único evangelista que usa o termo administrador, em grego oivkono,moj (oikonomos), cujo significado literal é “aquele que cuida dos bens da casa” como um supervisor, tendo total liberdade na gerência dos negócios do patrão. 
Diante da acusação de esbanjar os bens que não lhe pertenciam, o destino do administrador não poderia ser outro, senão a demissão ao ser chamado pelo patrão (v. 2). Parece que o próprio administrador aceita ser tratado como desonesto, pois nem sequer pediu perdão ou desculpas ao patrão; na iminência da demissão, o que lhe vem em mente é a preocupação com o futuro. Isso o leva a uma profunda reflexão (v. 3-4). Trata-se de uma reflexão bem calculista, própria do ‘ecônomo’. Em outras ocasiões, Jesus tinha convidado seus discípulos também à reflexão até de modo calculista (cf. Lc 14,25-33), como refletimos no XXIII Domingo. A reflexão leva o administrador a tomar uma atitude, por sinal, bastante prudente, como fruto dos cuidadosos cálculos.

O medo do trabalho braçal e a vergonha de mendigar (v. 3) levo-o a uma decisão firme e corajosa (vv. 5-7), própria de quem fez uma ampla reflexão. Não sabemos se as medidas tomadas trouxeram ainda mais prejuízos para o patrão, mas parece que não, pois o próprio patrão o elogiará posteriormente (v. 8), por ter agido com “esperteza”. Na verdade, bem mais que esperteza, o termo que Lucas utiliza é froni,mwj (fronimos), que designa ‘aquele que está em pleno uso da razão’, o que é sábio, inteligente, prudente e sagaz, como deve ser a atitude do discípulo de Jesus.
O coração da parábola está nos vv. 5-7. O sistema tributário da época era bastante arbitrário, contrariando, inclusive, as leis do Antigo Testamento que proibiam a usura, ou seja, o empréstimo por juros (cf. Ex 22,19; 25,36-37; etc.). A reflexão do administrador parte de um dilema: agradar ao patrão ou aos devedores? Pensando no futuro, prefere a segunda opção e convida os devedores a uma revisão nas contas, por isso “chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão” (v. 5). Embora a parábola apresente apenas dois devedores, supõe-se que havia um número muito grande, devido as proporções e consequências do caso, a ponto de causar a sua demissão. Os dois casos descritos, um devedor de azeite e outro de trigo, ajudam a compreender que, mesmo tratando-se de quantias exorbitantes, se trata de produtos de subsistência, embora de grande valor, mas eram necessidades primárias para a alimentação no dia-a-dia, o que vem a supor que os devedores eram pobres. 
A revisão nas contas prova que o administrador fez uma opção clara: escolheu o lado dos mais fracos, os endividados, tornando-se amigo deles (v. 9), pois somente os fracos e pobres tem generosidade para partilhar o pouco que tem, dando acolhida ao próximo (v. 4), como visava o administrador.

Muitos intérpretes, sem base alguma nas linhas e entrelinhas da parábola, dizem que o administrador com os supostos descontos de cinquenta por cento para um e vinte para o outro, estava apenas abrindo mão da sua desonesta comissão. Mas não há fundamentos claros nem na parábola nem nos versículos explicativos que a seguem (vv. 9-13).
Juntemos, mais uma vez, algumas peças na montagem do ‘quadro’ pintado por Lucas: o administrador foi “acusado de esbanjar os bens do patrão” (v. 1b) e chamado de desonesto somente pelo próprio patrão (v. 8a). Esse dado é muito importante para compreendermos a diferença dos pontos de vista. A visão do patrão era meramente acumulativa, pensava somente em lucros e, à medida que o administrador diminuísse seus lucros no repasse dos bens administrados, não poderia ser acusado de outra coisa senão de desonestidade. Mas, a lógica do patrão é exatamente o contrário da lógica do Reino. O projeto do Reino de Deus é antítese à ideologia do mercado. Enquanto o mercado incentiva o acúmulo, o Reino convida à partilha e à solidariedade. 
O administrador foi solidário com os endividados, usando o dinheiro injusto para fazer amigos (v. 9), ou seja, preferiu bens que não passam, e a amizade é um destes bens eternos, ao aumento dos lucros do seu patrão. De fato, o dinheiro acumulado será sempre injusto, porque foi sugado de alguém, dos pobres. Estar em dia com as leis deste mundo não equivale a estar em dia com o Reino. Dos discípulos, Jesus pede fidelidade ao Reino, e por isso, muitas vezes, é necessário negar-se ao cumprimento das leis “deste mundo”, a maioria injustas.
Concluímos, então, com uma referência ao último versículo (v. 13), o qual convida o discípulo a cada vez mais amadurecer em suas opções, tendo clareza de que não se pode servir a dois senhores, ou seja, a Deus e ao dinheiro. Por incrível que pareça, o administrador, aparentemente, desonesto, acaba sendo o exemplo de quem levou a sério esse ensinamento e escolheu um único senhor, diante das duas opções: ajudando seu patrão no acúmulo, estaria servindo ao dinheiro; como preferiu ajudar aos pobres endividados, escolheu servir a Deus. Ele fez uma opção clara, típica de quem está em pleno estado de lucidez (v. 8) para perceber qual é o lado de Deus.



Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues
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Para dom Peruzzo, setembro é o “mês de salientarmos mais o que nunca deveria perder destaque”



Em setembro, a Igreja no Brasil celebra o Mês da Bíblia. Com o tema “Para que n´Ele nossos povos tenham vida” e o lema “Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus (cf. Mq 6, 8)”, é proposto como objeto de estudo o livro do profeta Miqueias. O arcebispo de Curitiba e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Antônio Peruzzo, considera que este é o “mês de salientarmos mais aquilo que nunca deveria perder o destaque”.
O Mês da Bíblia, de acordo com dom Peruzzo, é o momento para que “a palavra de Deus possa soar e ressoar na vida do povo e na da Igreja”.  

Profeta Miqueias

O profeta Miqueis atuou entre os anos 727 e 701 a.C. Seu nome tem origem em um termo hebraico que pode ser traduzido por “quem como o Senhor”. Sua origem é a aldeia de Morasti-Gat, no reino do Sul, a 35 km a sudoeste de Jerusalém.
A profecia de Miqueias inicia o estudo da segunda parte do lema proposto pelo Documento de Aparecida. De 2012 a 2015 foram estudados os quatro evangelistas a partir da primeira parte do lema “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que n’Ele nossos povos tenham vida”. Até 2019, será aprofundado o segundo trecho do lema com a Primeira Carta aos Tessalonicenses, o livro da Sabedoria e a Primeira Carta de João, além do livro profético estudado neste ano.
Para dom José Antônio Peruzzo, os problemas, as dificuldades e as inquietações do tempo do profeta Miqueias têm “muitos pontos de encontros” com a realidade atual. Corrupção, falta de paz, a busca a Deus por interesse, a opressão, a concentração da renda e o tipo de dominação de toda natureza foram sinais que fizeram o profeta levantar a sua voz. ‘’’Se quiserem manter aquela característica e identidade de povo escolhido de Deus, façam as escolhas de Deus’”, citou dom Peruzzo. “É impressionante quantos são numerosos os pontos de diálogo entre experiência de ontem e esperança de ontem, experiência de hoje e esperança de hoje, e o profeta”, disse o arcebispo ao recomendar a leitura do livro. 

Lema

“Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus (cf. Mq 6, 8)” foi o trecho do livro do profeta Miqueias escolhido como lema para este Mês da Bíblia. A frase é considerada uma síntese da mensagem contida na profecia. 
“O profeta Miquéias toca em muitos temas, porque no seu tempo a diversidade problemática também era grande, mas a justiça, a misericórdia e a fidelidade é o que Deus esperava de seu povo, são como que três grandes eixos que unificam a inteireza do livro”, explica dom Peruzzo.
O presidente da Comissão para a Animação Bíblico Catequética da CNBB ainda comenta que havia naquela época “toda uma dinâmica em que o rei e o reino - e também o sacerdócio e o templo - um acabava legitimando a injustiça do outro e invocava-se o nome de Deus para manter, conservar e sustentar uma espécie de realidade de muita injustiça”. A esta situação o profeta manifestava-se na defesa dos mais fracos, lembrando que Deus escolhe os caminhos dos humildes.
Para dom Peruzzo, isso vale para Igreja de hoje. “Facilmente nós poderíamos nos deixar fascinar por formas de grandeza de prestigio de imagem. Se nos esquecemos dos mais fracos, também as outras virtudes se tornam uma espécie de qualidade viciada por faltar misericórdia. A misericórdia, a solidariedade, a proximidade com irmão que conferem nobreza ao próprio culto e o profeta insistia muito nisso”, refletiu o arcebispo.

Subsídios

Para auxiliar comunidades, paróquias e dioceses, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB produziu três subsídios para a celebração do Mês da Bíblia. Estão disponíveis nas Edições CNBB o Taxto-Base, o livro de Encontros Bíblicos e o cartaz do Mês da Bíblia. 
O Texto-Base foi preparado pelo professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e especialista em profetismo padre Cássio Murilo Dias da Silva. O subsídio apresenta informações a respeito do profetismo e dos profetas de Israel, além da contextualização social e religiosa da época do profeta Miqueias. Após estas indicações, há a reflexão e proposta de estudo sobre a releitura da profecia no Novo Testamento e a atualização da pregação do profeta em tela nos dias atuais. “Não é apenas uma questão de estudo acadêmico, mas a busca sincera e singela de aproximar Miqueias dos seus leitores de hoje”, destacou dom Peruzzo. 
O roteiro de “Encontro Bíblicos” oferece cinco celebrações para a vivência em grupo, além de sugestões de cantos para estes momentos. Para dom Peruzzo, o material foi feito para a oração em grupos e em pequenas comunidades. “É para que conhecendo o Senhor, pela sua Palavra como homens e mulheres de fé queiramos ir ao seu encontro, acolhendo o modo que o profeta Miqueias propôs como caminho de fidelidade, digamos que é uma espécie de palavra humana de Deus para oferecer linguagem humana a aqueles que querem ir ao encontro dele”, disse.
Os subsídios estão disponíveis no site www.edicoescnbb.com.br  

Mês da Bíblia

A motivação para a celebração do Mês da Bíblia vem do fato de a Igreja celebrar, em 30 de setembro, a memória de São Jerônimo (347-420), responsável por traduzir a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim. No Brasil, o mês da Bíblia foi criado em 1971. Assumido pela CNBB nos anos seguintes, ganhou alcance nacional. 

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