Colégio Diocesano apresenta terceira edição do espetáculo Natalis em Mossoró- RN





De 23 a 26 de novembro, o Colégio Diocesano apresenta o ‘Natalis 2017 – a história do nascimento de Jesus’, todas as noites a partir das 19h30, no adro da Catedral de Santa Luzia. Esta é a terceira edição do espetáculo, encenado pelo Grupo Diocecena e o Coral Santa Luzia. A direção é da coreógrafa Roberta Schumara.
“Este ano, desde o início da construção do espetáculo, pensamos na emoção como um elemento marcante do Natalis. A história do nascimento de Jesus já tem essa presença de sentimento bem definida e foi justamente nisso que trabalhamos para que o público possa ser envolvido a cada cena no palco”, comentou Roberta Schumara.
O Natalis conta com cerca de 200 pessoas no elenco, entre bailarinos, atores, músicos e produção. Os ensaios acontecem há mais de dois meses, com presença da banda de música do Shalom e atores convidados para compor o espetáculo.
Schumara adianta que o Natalis 2017 terá surpresas ao final de cada noite. “Queremos transmitir uma mensagem de paz para quem for assistir, por isso estamos preparando momentos especiais que representem bem a história de Jesus Cristo, para envolver ainda mais o público no final das apresentações”, completa a diretora.

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Missionários do 4º Retiro das SMP se prontificam a partilhar conhecimento nas comunidades

   




“Servo bom e fiel”.  Com essa frase o Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana encerrou o 4º Retiro das Santas Missões Populares, que reuniu cerca de 800 missionários (as) de todas as paróquias da Diocese no Carecão, em Mossoró. 
Durante quase três dias os missionários participaram de cinco oficinas com as temáticas Canto Litúrgico, Ofício Divino, Leitura Orante da Palavra de Deus, Celebração da Palavra e Iniciação à Vida Cristã. As oficinas contaram com assessoria da Equipe Diocesana de Liturgia sob a coordenação de Padre José Janedson e de um dos coordenadores do projeto das Santas Missões, seminarista Miqueias Pascoal.
No encerramento, os grupos fizeram uma síntese das oficinas, que classificaram como um presente que trouxe mais conhecimento, descobertas, partilha e aprofundamento dos temas que serão partilhados em suas comunidades com afinco e entusiasmo.
Foi repassado por Miqueias que o material visto no retiro estará sendo disponibilizado no blog da Diocese como também foi para os retiros paroquiais a leitura do documento Sacrosanctum Concilium e durante os retiros serão realizadas duas oficinas - Celebração da Palavra e Canto Litúrgico - e será enviada para as paróquias uma ficha para as comissões missionárias que deverão ser respondidas e enviadas e também que os missionários devem intensificar a leitura do Evangelho de Mateus.
Nas palavras de encerramento, o Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana retirou de sua pasta um caderno amarelo da missionária Marta, de Rodolfo Fernandes, com todo o Evangelho de Mateus escrito e lembrou que conhecimento da Escritura Sagrada é conhecimento de Cristo Jesus. Elogiou dona Marta e tantas outras pessoas da Diocese que escrevem o evangelho. O bispo passou para os presentes que, a partir de janeiro, no programa A Vida é Missão, na Rádio Rural de Mossoró e através do jornal A Luz serão disponibilizadas perguntas sobre o Evangelho de Mateus como sinal de fixação de aprendizado do evangelho estudado. Dom Mariano ressaltou a importância do leigo na sua comunidade e na vida da Igreja, lembrou o início do Ano Nacional do Laicato e pediu para que as pessoas possam se envolver cada vez mais assumindo o seu protagonismo que foi dado pelo batismo e lembrou a frase do Papa Francisco: "Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças”. Ressaltou a importância do Ofício Divino nas comunidades onde pode ser rezado independente da presença do sacerdote. "Ficamos tristes com as inúmeras capelas fechadas onde a comunidade poderia estar reunida para o Ofício Divino por elas mesmas rezado, o que faria a nossa Diocese dar um salto muito grande na evangelização", reforçou o bispo para uma plateia atenta de missionários (as) que também se prontificaram a repassar o conteúdo do retiro para suas comunidades. A quinta edição do Retiro das SMP será realizada nos dias 18 e 19 de  maio de 2018, com o tema "A organização da comunidade". 








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Reflexão para o XXXIII Domingo do Tempo Comum- Mateus 25,14-30( Ano A)


Neste trigésimo terceiro domingo do tempo comum, o penúltimo do ano litúrgico, continuamos a leitura do discurso escatológico de Jesus no Evangelho segundo Mateus. O texto de hoje compreende a chamada “parábola dos talentos”, Mt 25,14-30. Essa é uma das parábolas mais difíceis e complexas de Mateus, por isso, muito passível de distorção em sua interpretação. Nela, continua em evidência o tema  da vigilância, embora de maneira menos explícita que na parábola das dez virgens (cf. Mt 25,1-13), refletida no domingo passado.

Localizada entre a parábola das dez virgens e a cena do julgamento final, a parábola dos talentos tem um significado relevante em todo o Evangelho segundo Mateus e, portanto, seu ensinamento é de fundamental importância para o bem da comunidade cristã em todos os tempos. Certamente, a comunidade de Mateus vivia um momento de relaxamento e desânimo na vivência das bem-aventuranças, núcleo central da mensagem cristã. Ora, os cristãos esperavam um retorno imediato do Senhor e, como isso não acontecia, começavam a desanimar, abandonando a fé ou vivendo-a de modo superficial.

Com essa parábola, o evangelista quis animar aqueles cristãos, mostrando que o tempo de espera não é perdido; pelo contrário, é o tempo oportuno para a comunidade fazer crescer e multiplicar os dons que o Senhor lhe confiou. Assim, essa parábola assume um papel importante para os processos de discernimento dos cristãos a respeito da espera pelo Senhor, ensinando que a melhor maneira de esperá-lo é trabalhando para que o seu Reino se realize no cotidiano, fazendo render o amor, o talento por excelência, que foi confiado a cada um e cada uma na comunidade.

Olhemos, então, para a parábola: “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois, e ao terceiro, um; a cada um de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou” (vv. 14-15). Antes de tudo, recordemos que parábola é um gênero literário que apresenta uma mensagem por meio de comparação. É, portanto, com essa imagem apresentada que o evangelista compara a situação da sua comunidade em espera pelo retorno do Senhor. Embora o texto litúrgico empregue a palavra empregados, o correto seria servos, por corresponder com mais fidelidade ao termo grego “dúlos” usado pelo evangelista. O homem viaja, mas não se ausenta, pois continua presente, de modo implícito, nos bens confiados aos servos. Também o Senhor ressuscitado não se ausentou da comunidade; continua presente à medida em que seus servos são capazes de fazer o seu projeto se desenvolver, cultivando os dons que lhes foram confiados.

Embora distribuídos em quantidades diferenciadas, ninguém ficou desprovido de bens; cada um recebeu de acordo com a sua capacidade. Esse detalhe é importante para o evangelista. Se todos recebem, todos tem algo a partilhar, a plantar e fazer frutificar. A quantidade diferenciada de bens recebidos por cada um pode ser uma alusão à diversidade de dons e carismas existentes na comunidade. Os talentos não são emprestados, são entregues, verdadeiramente doados. Talento (em grego: ta,lanton – talenton)  era uma medida de peso usada para pesar metais preciosos como ouro e prata; um talento equivalia a aproximadamente trinta quilos de ouro, o que correspondia a seis mil denários; um denário era o salário de um dia de trabalho braçal (cf. Mt 20,2). Assim, até mesmo aquele recebeu apenas um talento, ainda recebeu uma grande fortuna. Isso significa a benevolência e liberalidade do Senhor, bem como a perenidade dos bens que ele doa à comunidade.

Ao receber os talentos ou dons, cada um é livre para usá-los como quiser. A viagem do dono evoca a liberdade dada àqueles que receberam os talentos para usá-los. Como o dono não estava presente para vigiar os servos, eles poderiam multiplicar, extraviar ou apenas conservar os talentos recebidos. A parábola diz qual foi a atitude de cada um: “o que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. Do mesmo modo o que recebeu dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão” (vv. 16-18). Os dois primeiros servos trabalharam até duplicarem o que haviam recebido. Embora o texto não indique como eles fizeram isso, o certo é que não ficaram parados, nem tiveram medo. Foram ousados e criativos. O terceiro, simplesmente pensou na conservação; escondendo o talento, o conservou de modo íntegro e fiel.

A aparente ausência do Senhor  pode levar os membros da comunidade a diferentes posturas: para uns, é oportunidade de crescimento, para outros é motivo de medo e insegurança. A comunidade de Mateus vivia esse drama: o que fazer enquanto o Senhor não retorna? O evangelista aconselha que cada um desenvolva os dons recebidos, procurem multiplicar, transformando as realidades com amor e justiça. O Senhor nunca se ausentou; deixou seus dons como forma de continuar presente e operante. Desse modo, o convite à vigilância não visa um momento final específico, mas uma vida toda vigilante, praticando o amor e a justiça, ou seja, vivendo segundo a dinâmica das bem-aventuranças.

A liberdade de cada um no uso dos talentos não os isenta da responsabilidade, pelo contrário. Por isso, diz o texto que “depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar as contas com  os empregados (v. 19). Ora, se os talentos entregues aos servos equivalem aos dons confiados aos membros da comunidade para a sua edificação, é justo que o Senhor se interesse pelo uso que cada um fez deles. Na comunidade não pode haver individualismo, indiferença nem omissão. Quem recebeu dons e não os fez frutificar, colocando-os a serviço dos demais, obviamente, não está apto a integrar a comunidade. É esse o sentido do acerto de contas mencionado na parábola. O Senhor quer saber o que fazemos com o seu evangelho a nós confiado. Quem multiplicou os talentos, gerou vida, edificou o Reino. Quem o manteve intacto como recebeu, foi omisso, cruzou os braços; na comunidade cristã, responsável pela edificação do Reino, não há espaço para pessoas assim.

Os servos que souberam colocar os dons a serviço da comunidade, multiplicando-os, ou seja, fazendo-os frutificar, são tratados, em tom de elogio, como “servo bom e fiel” (vv. 21-23), (em grego: dou/le avgaqe. kai. piste, – dúle agathé kai pisté). Embora o texto não descreva o que estes servos fizeram precisamente, o certo é que agiram, não ficaram acomodados. O Senhor quer que os dons confiados sejam usados em prol da justiça e do amor, tornando o mundo mais humanizado e parecido com o Reino. Não se trata de um convite ao acúmulo, o que seria contrário à lógica do Reino. É uma mensagem de esperança e perseverança, um convite a perder o medo e arriscar tudo, inclusive a vida, para que as sementes do Reino se multipliquem.

Ao contrário dos dois primeiros servos, o terceiro foi repreendido como“servo mau e preguiçoso” (v. 26), (em grego: ponhre. dou/le kai. ovknhre, – poneré dule kai okneré). É interessante que o texto não menciona nenhuma ação malvada desse servo; pelo contrário, menciona sua precaução em não estragar o talento recebido, o que poderia render-lhe um reconhecimento de prudente. Ora, na lógica do Reino, lógica que a comunidade cristã deve assumir, não basta cometer delitos para ser tratado como mau: basta ser omisso, indiferente e medroso. Não basta não fazer o que é mal, basta deixar de fazer o bem para ficar fora da comunidade e, consequentemente, do Reino. O medo paralisa a comunidade e impede a instauração do Reino. De todos os medos, o mais perigoso é o medo de mudança. É esse medo que leva muitos grupos e movimentos a simplesmente conservarem rigidamente certas tradições, ignorando a ação criativa e constante do Espírito Santo.

Podemos, finalmente, identificar o sentido da vigilância nessa parábola: a autêntica vigilância não é espera passiva, mas é atitude, é serviço em prol do Reino, através da multiplicação dos dons confiados pelo Senhor à comunidade. Quem pensa apenas em conservar a doutrina, os costumes e tradições, trai a confiança depositada pelo Senhor. O Reino exige decisão, ousadia, criatividade e liberdade para o uso dos dons recebidos. Ser vigilante é, portanto, não ter medo de arriscar, é colocar-se a serviço da comunidade, expondo os dons recebidos, mesmo correndo riscos.

Uma vez que os talentos não foram confiados para serem conservados, mas para frutificarem, a atitude do dono é completamente compreensível: “tirar do que tem pouco para dar ao que tem muito” (v. 28). Ora, o que já tinha dez talentos, passando a onze, poderia fazer multiplicar cada vez mais, e quem mais ganharia com isso seria a comunidade, ou seja, o Reino. Com essa afirmação “a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas aquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado”(v. 29), o evangelho não propõe a perpetuação das desigualdades, mas acentuando a natureza da comunidade cristã: só pode participar dela quem produz e multiplica o que lhe foi confiado. Quem recebe o dom e o retém somente para si, não pode entrar em um projeto de vida comunitário como o Reino de Deus.

O destino final de quem se auto-excluiu da comunidade enfatiza a privação total de vida e amor: “choro e ranger de dentes” (v. 30). Essa expressão significa o grau máximo de despero para um ser humano, equivalente a uma vida privada de sentido. Isso não é castigo, mas consequência. De fato, é sem sentido a vida de quem não vive a lógica das bem-aventuranças. Viver para si é um mal. No Reino, só vive quem sabe viver a serviço do bem de todos; só se vive asssim com coragem e amor!


Mossoró-RN, 18/11/2017, Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues
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IV Retiro das Santas Missões Populares: vigília de oração







IV Retiro das Santas Missões Populares: esperamos que todos possam aproveitar intensamente este momento importante no processo missionário e crescer na espiritualidade litúrgica, encontrando na oração da Igreja a fonte da vida e da missão que nos foi confiada. ( dom Mariano Manzana)
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IV Retiro das Santas Missões Populares no Carecão em Mossoró- RN













IV Retiro das Santas Missões Populares: cinco oficinas acontecem com as temáticas Canto Litúrgico, Ofício Divino, Leitura Orante da Palavra de Deus, Celebração da Palavra e Iniciação à Vida Cristã. As oficinas contam com assessoria da equipe diocesana de Liturgia sob a coordenação de Padre José Janedson.
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Diocese de Mossoró divulga programação do IV Retiro das Santas Missões Populares


Durante três dias, quase setecentas pessoas se reunirão no Ginásio Poliesportivo Carecão, em Mossoró, para participar do IV Retiro Diocesano das Santas Missões Populares, promovido pela Diocese de Mossoró. O encontro terá início da noite da sexta-feira (17), às 18h, e termina ao meio-dia  do domingo (19).
Neste  retiro, teremos as paróquias vivenciando  a missão e sua dimensão litúrgica e celebrativa através de cinco oficinas com as temáticas: Canto Litúrgico, Celebração da Palavra, Ofício Divino, Iniciação Cristã e Lectio Divina ( Leitura Orante).
  
*PROGRAMAÇÃO*

*SEXTA-FEIRA – 17/11*
16:00h - 18:00h – Acolhida.
18:00h – Jantar.
19:00h – Oração de abertura ( Transmissão da Rádio Rural)
19:30h – Palavra do Bispo.
19:45h – Apresentação dos jovens de Cel. João Pessoa
20:00h – Acolhidas dos murais preparados pelas paróquias e testemunhos da caminhada missionária.
20:30h – Hospedagens.

*SÁBADO – 18/11*
08:00h – Oração.
08:30h – 10:00h – Oficinas nas salas.
20 salas com oficinas
Temas:
. Oficio divino
. Celebração da palavra
. Iniciacão Cristã - RICA
.Leitura orante da palavra
.O canto litúrgico
10:00h – Intervalo
10:30h – 12:00h – cont. das oficinas
12:00h – Almoço
14:00h – 17:00h vivência das oficinas
17:00h lanche
17:30h – 18:30h – Partilha de experiências
18:30h – Jantar
19:30h – Vigília de oração.


*DOMINGO – 19/11*
08:00h – Missa- (Transmissão da Rádio Rural)
09:30h – plenária das oficinas
10:30h – Encaminhamentos
11:30h – Envio missionário


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Festa de Nossa Senhora da Imaculada Conceição em Upanema- RN



A Paróquia de Upanema, celebra de 28 a 08 de dezembro, a festa de sua padroeira Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Veja a programação e participe: 
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Domingo da Solidariedade nas paróquias de Mossoró



Sempre no terceiro domingo do mês, as oito paróquias de Mossoró, realizam a campanha Domingo da Solidariedade onde os fiéis são convidados a levar gêneros alimentícios ou material de limpeza para ser doado ao Lar da Criança Pobre, Casa Papa Francisco, Projeto Esperança, Reviver Feminino, Projeto São Lucas e São Pedro, Abrigo Amantino Câmara, Fazenda Esperança, Seminário Santa Teresinha e Cáritas Diocesana.
"A misericórdia é a compaixão que o nosso coração experimenta pela miséria alheia, que nos leva a socorrê-la, se o pudermos."

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Na Jornada Mundial dos Pobres, o papa Francisco pede obras concretas e não apenas palavras


A Igreja realiza de 12 a 19 de novembro, a Jornada Mundial dos Pobres, com o tema: “Não amemos com palavras, mas com obras”. Trata-se, segundo mensagem do papa Francisco, publicada dia 17 de junho deste ano, de um convite dirigido a todos, independente de sua crença religiosa, para que se abram à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade.
Segundo o santo padre, o amor não admite álibes. “Quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres”, diz trecho do texto. Instituído pelo chefe da Igreja Católica na conclusão do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, o primeiro Dia Mundial dos Pobres será celebrado pela Igreja em todo mundo no próximo dia 19 de novembro, 33º domingo do Tempo Comum.
No Brasil, a animação e coordenação das atividades foi delegada à Cáritas Brasileira, um dos organismos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por sua experiência na realização Semana da Solidariedade. Para o bispo de Aracaju (SE), presidente da Cáritas Brasileira, dom João José Costa, as respostas sobre que fazer só virão se a Igreja e os cristãos se colocarem de forma próxima aos empobrecidos e sentir a sua dor. “A proximidade faz com que o Espírito Santo desperte em cada um de nós a criatividade para que possamos ter iniciativas concretas para transformar a realidade”, disse.
De acordo com estudo divulgado em fevereiro pelo Banco Mundial, o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil deverá aumentar entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim de 2017. Segundo o documento, a atual crise econômica representa uma séria ameaça aos avanços na redução da pobreza e da desigualdade. O Banco Mundial também atribuiu a ações sociais protetivas como o Bolsa Família, um papel fundamental para evitar que mais brasileiros entrem na linha da miséria. A pesquisa aponta ainda que o aumento da pobreza vai se dar principalmente em áreas urbanas, e menos em áreas rurais, isso porque nas áreas rurais essas taxas já são mais elevadas.
Objetivo e material da Jornada – O diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Claudio Mandela, lembra que a Jornada Mundial dos Pobres, em comunhão com a Semana da Solidariedade, quer acima de tudo chamar atenção de forma organizada, reflexiva e também em oração para a grande condição de vulnerabilidade e desigualdade por que passa grande parte da população do mundo e do Brasil.
A Cáritas Brasileira preparou o cartaz e o subsídio com sugestões de ações para esta semana. A proposta, segundo o diretor-executivo da Cáritas, é que as comunidades, igrejas, escolas e toda sociedade realizem, por meio do que propõem a cartilha, as “Ruas Solidárias” e “Rodas de Conversa” cujo objetivo é proporcionar espaços, momentos e dinâmicas para que as pessoas, em suas mais várias localidades, possam refletir e olhar, em forma de oração, sobre esta realidade.
O presidente da Cáritas Brasileira convida cada um a dar a sua contribuição. “Se vamos mudar o mundo não sei, mas o importante é cada um fazer a sua parte”, disse. O bispo lembrou de madre Tereza de Calcutá que não desanimava quando se tratava de realizar obras em favor dos pobres. A religiosa, declarada santa pelo papa Francisco em 04/09/2016, dizia que somos uma gota d’água no oceano, mas que este seria menor sem aquela. “Que durante esta semana possamos fixar o nosso olhar nesta realidade que desafia todo nosso mundo para que se transforme na casa do Bem Viver, onde todas as pessoas sejam reconhecidas e acolhidas em sua dignidade”, concluiu dom João José.
Acompanhe e compartilhe as ações nas redes sociais da Cáritas Brasileira durante a Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade entre os dias 12 e 19 de Novembro.
Baixe a mensagem do papa Francisco aqui: https://w2.vatican.va
Baixe a Cartilha preparada pela Cáritas aqui:http://caritas.org.br
Baixe o cartaz da Jornada aqui:http://caritas.org.br
Fonte: CNBB
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