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Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações 2022

 



“Escutar com o ouvido do coração”

Queridos irmãos e irmãs!

 

No ano passado, refletimos sobre a necessidade de “ir e ver” para descobrir a realidade e poder narrá-la a partir da experiência dos acontecimentos e do encontro com as pessoas. Continuando nesta linha, quero agora fixar a atenção noutro verbo, “escutar”, que é decisivo na gramática da comunicação e condição para um autêntico diálogo.

 

Com efeito, estamos perdendo a capacidade de ouvir a pessoa que temos à nossa frente, tanto na teia normal das relações quotidianas como nos debates sobre os assuntos mais importantes da convivência civil. Ao mesmo tempo, a escuta está experimentando um novo e importante desenvolvimento em campo comunicativo e informativo, através das várias ofertas de podcast e chat audio, confirmando que a escuta continua essencial para a comunicação humana.

 

A um médico ilustre, habituado a cuidar das feridas da alma, foi-lhe perguntada qual era a maior necessidade dos seres humanos. Respondeu: “O desejo ilimitado de ser ouvidos”. Apesar de frequentemente oculto, é um desejo que interpela toda a pessoa chamada a ser educadora, formadora, ou que desempenhe de algum modo o papel de comunicador: os pais e os professores, os pastores e os agentes pastorais, os operadores da informação e quantos prestam um serviço social ou político.

 

Escutar com o ouvido do coração

A partir das páginas bíblicas aprendemos que a escuta não significa apenas uma percepção acústica, mas está essencialmente ligada à relação dialogal entre Deus e a humanidade. O “shema’ Israel – escuta, Israel” (Dt 6, 4) – as palavras iniciais do primeiro mandamento do Decálogo – é continuamente lembrado na Bíblia, a ponto de São Paulo afirmar que “a fé vem da escuta” (Rm 10, 17). De fato, a iniciativa é de Deus, que nos fala, e a ela correspondemos escutando-O; e mesmo este escutar fundamentalmente provém da sua graça, como acontece com o recém-nascido que responde ao olhar e à voz da mãe e do pai. Entre os cinco sentidos, parece que Deus privilegie precisamente o ouvido, talvez por ser menos invasivo, mais discreto do que a vista, deixando consequentemente mais livre o ser humano.

 

A escuta corresponde ao estilo humilde de Deus. Ela permite a Deus revelar-Se como Aquele que, falando, cria o homem à sua imagem e, ouvindo-o, reconhece-o como seu interlocutor. Deus ama o homem: por isso lhe dirige a Palavra, por isso “inclina o ouvido” para o escutar.

 

O homem, ao contrário, tende a fugir da relação, a virar as costas e “fechar os ouvidos” para não ter de escutar. Esta recusa de ouvir acaba muitas vezes por se transformar em agressividade sobre o outro, como aconteceu com os ouvintes do diácono Estêvão que, tapando os ouvidos, atiraram-se todos juntos contra ele (cf. At 7, 57).

 

Assim temos, por um lado, Deus que sempre Se revela comunicando-Se livremente, e, por outro, o homem, a quem é pedido para sintonizar-se, colocar-se à escuta. O Senhor chama explicitamente o homem a uma aliança de amor, para que possa tornar-se plenamente aquilo que é: imagem e semelhança de Deus na sua capacidade de ouvir, acolher, dar espaço ao outro. No fundo, a escuta é uma dimensão do amor.

 

Por isso Jesus convida os seus discípulos a verificar a qualidade da sua escuta. ”Vede, pois, como ouvis” (Lc 8, 18): faz-lhes esta exortação depois de ter contado a parábola do semeador, sugerindo assim que não basta ouvir, é preciso fazê-lo bem. Só quem acolhe a Palavra com o coração “bom e virtuoso” e A guarda fielmente é que produz frutos de vida e salvação (cf. Lc 8, 15). Só prestando atenção a quem ouvimos, àquilo que ouvimos e ao modo como ouvimos é que podemos crescer na arte de comunicar, cujo cerne não é uma teoria nem uma técnica, mas a “capacidade do coração que torna possível a proximidade” (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 171).

 

Ouvidos, temo-los todos; mas muitas vezes mesmo quem possui um ouvido perfeito, não consegue escutar o outro. Pois existe uma surdez interior, pior do que a física. De fato, a escuta não tem a ver apenas com o sentido do ouvido, mas com a pessoa toda. A verdadeira sede da escuta é o coração. O rei Salomão, apesar de ainda muito jovem, demonstrou-se sábio ao pedir ao Senhor que lhe concedesse “um coração que escuta” (1 Rs 3, 9). E Santo Agostinho convidava a escutar com o coração (corde audire), a acolher as palavras, não exteriormente nos ouvidos, mas espiritualmente nos corações: “Não tenhais o coração nos ouvidos, mas os ouvidos no coração”.[1] E São Francisco de Assis exortava os seus irmãos a “inclinar o ouvido do coração”.[2]

 

Por isso, a primeira escuta a reaver quando se procura uma comunicação verdadeira é a escuta de si mesmo, das próprias exigências mais autênticas, inscritas no íntimo de cada pessoa. E não se pode recomeçar senão escutando aquilo que nos torna únicos na criação: o desejo de estar em relação com os outros e com o Outro. Não fomos feitos para viver como átomos, mas juntos.

 

A escuta como condição da boa comunicação

Há um uso do ouvido que não é verdadeira escuta, mas o contrário: o espionar. De fato, uma tentação sempre presente, mas que neste tempo da social web parece mais assanhada, é a de procurar saber e espiar, instrumentalizando os outros para os nossos interesses. Ao contrário, aquilo que torna boa e plenamente humana a comunicação é precisamente a escuta de quem está à nossa frente, face a face, a escuta do outro abeirando-nos dele com abertura leal, confiante e honesta.

 

Esta falta de escuta, que tantas vezes experimentamos na vida quotidiana, é real também, infelizmente, na vida pública, onde com frequência, em vez de escutar, “se fala pelos cotovelos”. Isto é sintoma de que se procura mais o consenso do que a verdade e o bem; presta-se mais atenção à audience do que à escuta. Ao invés, a boa comunicação não procura prender a atenção do público com a piada foleira visando ridicularizar o interlocutor, mas presta atenção às razões do outro e procura fazer compreender a complexidade da realidade. É triste quando surgem, mesmo na Igreja, partidos ideológicos, desaparecendo a escuta para dar lugar a estéreis contraposições.

 

Na realidade, em muitos diálogos, efetivamente não comunicamos; estamos simplesmente à espera que o outro acabe de falar para impor o nosso ponto de vista. Nestas situações, como observa o filósofo Abraham Kaplan,[3] o diálogo não passa de duólogo, ou seja um monólogo a duas vozes. Ao contrário, na verdadeira comunicação, o eu e o tu encontram-se ambos “em saída”, tendendo um para o outro.

 

Portanto, a escuta é o primeiro e indispensável ingrediente do diálogo e da boa comunicação. Não se comunica se primeiro não se escutou, nem se faz bom jornalismo sem a capacidade de escutar. Para fornecer uma informação sólida, equilibrada e completa, é necessário ter escutado prolongadamente. Para narrar um acontecimento ou descrever uma realidade numa reportagem, é essencial ter sabido escutar, prontos mesmo a mudar de ideia, a modificar as próprias hipóteses iniciais.

 

Com efeito, só se sairmos do monólogo é que se pode chegar àquela concordância de vozes que é garantia duma verdadeira comunicação. Ouvir várias fontes, “não parar na primeira locanda” – como ensinam os especialistas do ofício – garante credibilidade e seriedade à informação que transmitimos. Escutar várias vozes, ouvir-se – inclusive na Igreja – entre irmãos e irmãs, permite-nos exercitar a arte do discernimento, que se apresenta sempre como a capacidade de se orientar numa sinfonia de vozes.

 

Entretanto para quê enfrentar este esforço da escuta? Um grande diplomata da Santa Sé, o cardeal Agostinho Casaroli, falava de “martírio da paciência”, necessário para escutar e fazer-se escutar nas negociações com os interlocutores mais difíceis a fim de se obter o maior bem possível em condições de liberdade limitada. Mas, mesmo em situações menos difíceis, a escuta requer sempre a virtude da paciência, juntamente com a capacidade de se deixar surpreender pela verdade – mesmo que fosse apenas um fragmento de verdade – na pessoa que estamos a escutar. Só o espanto permite o conhecimento. Penso na curiosidade infinita da criança que olha para o mundo em redor com os olhos arregalados. Escutar com este estado de espírito – o espanto da criança na consciência dum adulto – é sempre um enriquecimento, pois haverá sempre qualquer coisa, por mínima que seja, que poderei aprender do outro e fazer frutificar na minha vida.

 

A capacidade de escutar a sociedade é ainda mais preciosa neste tempo ferido pela longa pandemia. A grande desconfiança que anteriormente se foi acumulando relativamente à “informação oficial”, causou também uma espécie de “info-demia” dentro da qual é cada vez mais difícil tornar credível e transparente o mundo da informação. É preciso inclinar o ouvido e escutar em profundidade, sobretudo o mal-estar social agravado pelo abrandamento ou cessação de muitas atividades econômicas.

 

A própria realidade das migrações forçadas é uma problemática complexa, e ninguém tem pronta a receita para a resolver. Repito que, para superar os preconceitos acerca dos migrantes e amolecer a dureza dos nossos corações, seria preciso tentar ouvir as suas histórias. Dar um nome e uma história a cada um deles. Há muitos bons jornalistas que já o fazem; e muitos outros gostariam de o fazer, se pudessem. Encorajemo-los! Escutemos estas histórias! Depois cada qual será livre para sustentar as políticas de migração que considerar mais apropriadas para o próprio país. Mas então teremos diante dos olhos, não números nem invasores perigosos, mas rostos e histórias de pessoas concretas, olhares, expectativas, sofrimentos de homens e mulheres para ouvir.

 

Escutar-se na Igreja

Também na Igreja há grande necessidade de escutar e de nos escutarmos. É o dom mais precioso e profícuo que podemos oferecer uns aos outros. Nós, cristãos, esquecemo-nos de que o serviço da escuta nos foi confiado por Aquele que é o ouvinte por excelência e em cuja obra somos chamados a participar. “Devemos escutar através do ouvido de Deus, se queremos poder falar através da sua Palavra”.[4] Assim nos lembra o teólogo protestante Dietrich Bonhöffer que o primeiro serviço na comunhão que devemos aos outros é prestar-lhes ouvidos. Quem não sabe escutar o irmão, bem depressa deixará de ser capaz de escutar o próprio Deus.[5]

 

Na ação pastoral, a obra mais importante é o “apostolado do ouvido”. Devemos escutar, antes de falar, como exorta o apóstolo Tiago: “cada um seja pronto para ouvir, lento para falar” (1, 19). Oferecer gratuitamente um pouco do próprio tempo para escutar as pessoas é o primeiro gesto de caridade.

 

Recentemente deu-se início a um processo sinodal. Rezemos para que seja uma grande ocasião de escuta recíproca. Com efeito, a comunhão não é o resultado de estratégias e programas, mas edifica-se na escuta mútua entre irmãos e irmãs. Como num coro, a unidade requer, não a uniformidade, a monotonia, mas a pluralidade e variedade das vozes, a polifonia. Ao mesmo tempo, cada voz do coro canta escutando as outras vozes na sua relação com a harmonia do conjunto. Esta harmonia é concebida pelo compositor, mas a sua realização depende da sinfonia de todas e cada uma das vozes.

 

Cientes de participar numa comunhão que nos precede e inclui, possamos descobrir uma Igreja sinfônica, na qual cada um é capaz de cantar com a própria voz, acolhendo como dom as dos outros, para manifestar a harmonia do conjunto que o Espírito Santo compõe.

 

Roma, São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2022.

 

FRANCISCO

 Fonte- Vaticano

CNBB NE2 promove encontro inédito para coordenadores da Pastoral do Dízimo

 





O Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB NE2) promove, nos próximos dias 23 e 24, o I Encontro de Coordenadores Diocesanos da Pastoral do Dízimo. O evento acontecerá na sede da entidade, no Recife, e contará com a presença de cerca de 30 pessoas responsáveis pelo serviço nos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O encontro que, será conduzido pela Presidência da CNBB NE2, terá como um dos objetivos formular encaminhamentos para a articulação e o fortalecimento da Pastoral do Dízimo.

A programação terá momentos de espiritualidade com celebração da Santa Missa e oração da Liturgia das Horas. Haverá também formações sobre a dimensão missionária e outros aspectos do dízimo, e partilha de experiências exitosas da pastoral no território do Regional.

Confira a programação detalhada:

Dia 23 de maio

12h:  Almoço
14h30: Hora Média
14h45: Apresentação dos participantes
15h: Acolhida e Motivações da Presidência do Regional – Propósito do encontro
15h30: Experiência do “Dízimo Missionário” (Pe. Demétrio)
16h:  Intervalo
16h20: Experiência da Pastoral do Dízimo na Diocese de Patos (Pe. Ronaldo)
17h:  Experiência da Pastoral do Dízimo na Diocese de Nazaré (Pe. Edson)
17h30:  Missa
18h30: Jantar

Dia 24 de maio

7h30:  Missa com Laudes
8h15:  Café da manhã
9h: Feedback dos participantes e socialização de outras experiências diocesanas
10h30: Intervalo
11h: Encaminhamentos para a articulação da Pastoral do Dízimo no Regional
12h: Almoço

Fonte- CNBB NE2

15 anos da Conferência de Aparecida



 É tempo de celebrarmos, para aprofundarmos sempre mais nos compromissos assumidos na missão de sermos discípulos e discípulas missionários”.

Esse é o convite do arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, para os eventos celebrativos dos 15 anos da Conferência de Aparecida, programados para esta semana no Santuário Nacional de Aparecida.

Membros da Presidência da CNBB, o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) e assessores das duas entidades participaram na quinta-feira, 12 de maio, da inauguração do Espaço Memória e da meditação do Terço.

Missa na Basílica do Santuário Nacional 

Dando sequência às comemorações dos 15 anos da abertura da V Conferência Geral do Espicopado Latino-Americano e Caribenho, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza na sexta-feira, 13 de maio, às 9h, uma missa na Basílica do Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida (SP).

A celebração será presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo. Participam da celebração o arcebispo de Trujillo, no Peru, e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), monsenhor Miguel Cabrejos Vidarte, e o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado.

A missa será transmitida pela TV Aparecida e poderá também ser acompanhada pelas redes sociais da CNBB no Youtube e Facebook (@cnbbnacional). Também na sexta-feira, após a celebração eucarística, a partir das 10h30, haverá uma entrevista coletiva com os membros da Presidência da CNBB e o presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), monsenhor Miguel Cabrejos Vidarte, no auditório do Santuário. A coletiva poderá ser acompanhada nas redes sociais da CNBB (@cnbbnacional).

Fonte- CNBB

 

Confira a programação de Dom Mariano em visita ao Vaticano

 



Bispos, arcebispos e administrador diocesano do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB NE2) viajaram, nessa terça-feira (10), para a Itália. Os religiosos participam da Visita ad Limina Apostolorum entre os dias 16 e 20, mas antes do encontro com o Papa Francisco eles fazem um roteiro espiritual começando pela terra de outro Francisco, o de Assis. Dom Mariano, bispo da Diocese de Mossoró, integra a comitiva.

O grupo parte da Basílica Papal de Santa Maria dos Anjos, em Roma, nesta quinta-feira (12), às 8h no horário local, chegando a Assis no início da tarde. Após visita às basílicas de Santa Clara e de São Francisco, os pastores das dioceses e arquidioceses de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte celebram a Santa Missa na Capela San Bonaventura.

A peregrinação pelos lugares santos continua na sexta-feira (13), quando os bispos seguirão para Lanciano. Lá celebram a Santa Missa no fim da manhã e depois seguem para San Giovanni Rotondo, onde está o corpo de São Pio de Pietrelcina.

No sábado (14), o grupo visita e celebra no Santuário de Santa Maria das Graças, conhecida como igreja antiga. No fim da manhã, a expectativa é de que os bispos visitem o Monte de São Miguel. A peregrinação terminará com um almoço no Centro de Espiritualidade Padre Pio.

Dores, esperança e comunhão na Visita ad Limina

Renovados com a espiritualidade franciscana, os 20 bispos e arcebispos mais o administrador diocesano de Salgueiro (PE) darão início à Visita ad Limina Apostolorum, na terça-feira (16). O evento é uma obrigação cumprida por bispos e alguns prelados do mundo todo a cada cinco anos. Esse momento estava agendado para acontecer em 2020, mas foi adiado para este mês devido à pandemia de covid-19.

De acordo com o bispo de Garanhuns (PE) e presidente da CNBB NE2, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, ele e seus irmãos no episcopado vão à Visita ad Limina como peregrinos rezar junto ao túmulo dos apóstolos cheios de saudade do Papa. O religioso também explica que a visita é um momento importante de “prestação de contas” e de “profunda comunhão com o Santo Padre”.

“Com o recente Motu Proprio Praedicate Evangelium, percebemos que, com a reforma da Cúria Romana, o papa deseja que os organismos da Cúria sejam instrumento de diálogo, de partilha de experiências, de correção de rumos, de aprendizado. Queremos, então, compartilhar nossa história eclesial e missionária vivida nestes últimos anos, especialmente as agruras e esperanças da travessia desse tempo de pandemia”, afirma dom Paulo.

Ao todo serão cinco dias visitas e reuniões nos dicastérios, congregações e organismos pontifícios, além de celebrações da Santa Missa nas basílicas papais. A Visita ad Limina encerra no dia 20 com o encontro dos pastores da CNBB NE2 com o Papa Francisco.

Dom Paulo revela que é grande a expectativa por esses momentos de partilha, sobretudo, com o Pontífice com quem poderão dialogar e expressar o quão a CNBB NE2 está “muito próximo em seus sofrimentos físicos e perseguições”. Segundo o bispo, a mensagem que o Regional levará para o Santo Padre são três: as dores e o luto; as esperanças; e a comunhão.

 “Perdemos três bispos do nosso regional durante a pandemia, vários sacerdotes, diáconos, religiosos, leigos e leigas. Muitas famílias perderam seus empregos, pequenas empresas faliram. Foi um momento de muito sofrimentos. No Brasil, foram mais de 660 mil vítimas fatais da pandemia e do descaso do poder público federal”, explica dom Paulo.

O presidente da CNBB NE2, no entanto, destaca que em meio a tragédia que foi o período mais crítico da pandemia surgiram sinais claros de esperança como “a imensa rede de solidariedade nas comunidades eclesiais missionárias”. “Foi central o papel da ciência e do Sistema Único de Saúde e a perseverança e a perene renovação da fé por meio dos meios de comunicação social, especialmente da internet”, ressalta.

Por fim, dom Paulo diz que o Regional vai reforçar o apoio ao Papa Francisco de modo especial à reforma da Cúria Romana por meio do documento Praedicate Evangelium. “Queremos falar ao papa sobre nossa solidariedade em seus sofrimentos físicos, nas calúnias, incompreensões e perseguições sofridas. Queremos renovar nossa mais profunda unidade com o seu magistério”, pontua o bispo.

 

Fonte- Regional Nordeste 2

Dom Mariano participa da visita Ad Limina no Vaticano

O Bispo da Diocese de Mossoró, Dom Mariano Manzana, e os demais bispos do Regional Nordeste 2 embarcam na próxima terça-feira, dia 10, para Roma, na Itália, onde estarão participando da visita Ad Limina Apostolorum, no Vaticano, de 10 a 20 deste mês. Literalmente, do latim, o termo quer dizer “no limiar dos apóstolos”. Significa que os bispos, que hoje são os sucessores dos apóstolos, vão estar no limiar, na soleira, às portas da Basílica de São Pedro.

Durante a visita, o grupo composto por 20 bispos dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte participará de reuniões e encontros em diversos Dicastérios. No dia 20, o episcopado do Regional NE2 participará do encontro com o Papa Francisco. "Com a visita consolidam-se os vínculos de fraternidade episcopal, de fé e comunhão com o Bispo de Roma. Um momento importante para nossa Diocese, que neste ano se rearticula e renova pastoralmente com o intuito de intensificar a evangelização", afirma Dom Mariano

Dom Mariano pede ao clero e às comunidades da Diocese oração para esse encontro de comunhão e participação com a Igreja Universal. Durante a ausência do bispo do Brasil, o Padre Flávio Augusto Forte Melo, que é Vigário Geral da Diocese, responderá por questões administrativas. E o Padre Francisco Isaías da Costa, o ecônomo, pelas questões econômicas que surgirem. 

 

O que é a visita Ad Limina?

 

A visita Ad Limina também está relacionada com a apresentação de um relatório sobre a situação da arquidiocese de cada um. Este material não consiste especificamente em uma prestação de contas, mas muito mais em uma explanação sobre a situação de cada igreja local. Este movimento deve ocorrer a cada cinco anos, conforme previsto no Código de Direito Canônico:

Cân 399 – § 1. O Bispo Diocesano está obrigado a apresentar, de cinco em cinco anos, um relatório ao Sumo Pontífice sobre o estado da diocese que lhe está confiada, segundo a forma e o tempo determinados pela Sé Apostólica.

Para isso, o CDC prevê que “o Bispo Diocesano vá à Roma no ano em que está obrigado a apresentar o relatório ao Sumo Pontífice […], a fim de venerar os sepulcros dos Bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e apresente-se ao Romano Pontífice” (Cân 400).

Foto- Arquivo da Diocese de Mossoró

CNBB promove Seminário Bíblico para Animadores do Mês da Bíblia 2022




Entre os dias 09 e 13 de maio de 2022, a Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB realiza o Seminário Bíblico para Animadores do Mês da Bíblia 2022. Os encontros acontecerão diariamente, às 19h30, com transmissão online pelo YouTube.

O objetivo do evento, segundo a assessora da Comissão, Mariana Venâncio, é apresentar a temática que norteará o Mês da Bíblia deste ano, para animar diversas pessoas a já começarem, nas diversas comunidades do Brasil, as articulações em favor das celebrações de Setembro. 

Assim, de acordo a assessora, os encontros serão voltados para apresentação e o aprofundamento da teologia do Livro de Josué. Além de apresentar, os subsídios oferecidos pela CNBB para o Mês, que já se encontram publicados e disponíveis para a aquisição.

Todos os anos, segundo o padre Jânison de Sá, assessor da Comissão, é apresentada uma proposta de estudo de um livro bíblico. E a ideia é justamente motivar e favorecer os cristãos para que possam conhecer melhor toda a Bíblia e estudar o livro de maneira mais sistemática.

“As formações, encontros, seminários que teremos é para favorecer o leitor, o animador ou aquele que coordena a conhecer melhor o livro bíblico para assim poder refletir, rezar melhor nas comunidades durante todo o mês de setembro”, explica padre Jânison.

A programação do Seminário Bíblico para Animadores do Mês da Bíblia 2022 contará com a participação de professores que se dedicam ao estudo da Bíblia a partir da Teologia e da Literatura, são eles: Prof. Dr. Frei Ildo Perondi, Prof.ª Dra. Ir. Márcia Eloi Rodrigues, Prof. Dr. Matthias Grenzer, Prof. Dr. Claudio Vianney Malzoni e Prof. Dr. Altamir Celio de Andrade.

Haverá também uma conferência especial com o autor do texto-base para o Mês da Bíblia deste ano, Prof. Dr. Antonio Carlos Frizzo. 

O Seminário contará, ainda, com a fala do presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, e com a presença dos assessores da Comissão, Mariana Venâncio e padre Jânison de Sá.

Para participar não é necessário realizar inscrição prévia. Basta acessar os canais da CNBB pelo Youtube, às 19h30, e acompanhar a live. Os canais que transmitirão são CNBB Nacional, Catequese do Brasil ou Edições CNBB.

Para adquirir os materiais do Mês da Bíblia, publicados pelas Edições CNBB, basta acessar o site: https://www.edicoescnbb.com.br.

Confira a programação e temas:

09/05, segunda-feira

Apresentação do Livro de Josué

10/05, terça-feira

A liderança de Josué sustentada pela Lei

Jesus e a Lei de Deus: continuidade e atualização

11/05, quarta-feira

O Cerco de Jericó (Js 5,13 – 6,27)

A aliança em Siquém (Js 24,1-28)

12/05, quinta-feira

A minha casa é maior que a do Rei: hospitalidades em Raab

Apresentação dos Círculos Bíblicos e dinamização do Mês da Bíblia

13/05, sexta-feira

Apresentação do Texto Base para o Mês da Bíblia: “O Senhor, teu Deus, estará contigo por onde quer que vás” (Js 1,9)


Fonte- CNBB

Foto- Glauber Soares- Pascom da Paróquia de Santa Luzia

Diocese de Mossoró ganha mais um novo padre

 


No próximo sábado, dia 07, às 18h, na Paróquia de Martins, a Diocese de Mossoró vai ordenar, o diácono Alfredo Leonardo Fernandes, sob a imposição das mãos do bispo Dom Mariano Manzana, mais um padre para serviço da Igreja.

Transmissão- YouTube da Paróquia de Martins, YouTube da Paróquia de Marcelino Vieira, Minha Vida FM e Rádio Rural de Mossoró

Festa de Nossa Senhora de Fátima 2022 no bairro Abolição II em Mossoró




 A Paróquia Nossa Senhora de Fátima, com Igreja Matriz localizada no bairro Abolição II, em Mossoró- RN, realiza festa em honra a sua padroeira, neste mês .

 De 03 a 13, Festa de Nossa Senhora de Fátima. Serão 10 dias de festa, com uma vasta programação religiosa e eventos culturais na Igreja Matriz. Com o tema: Maria, Mãe educadora da solidariedade e da paz, a festa relembra a Campanha da Fraternidade 2022, que promove um diálogo sobre a realidade da educação no Brasil. 

 

O evento acontece de forma 100% presencial, e todos os devotos e devotas de Nossa Senhora de Fátima são convidados a participar. Na programação, novenas todos os dias a partir das 19h, missas às 06h, terço às 12h e a partir das 18h, funcionamento de barracas com comidas e bazar, além de sorteios e programação cultural com artistas locais. A festa conta com transmissão ao vivo todos os dias, através do canal do Youtube da Paróquia e página do facebook, além de cobertura no instagram. 

 

A Festa de Nossa Senhora de Fátima, padroeira dos Abolições, acontece de 03 a 13 de maio, na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima, localizada na Avenida Abel Coelho, Abolição II. 


Transmissão- Youtube da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, Facebook e no dia 13 acompanhe pela Rádio Rural de Mossoró

Apresentação em coletiva de imprensa, projeto “Encantar a Política” contribuirá para uma formação política permanente

 


Contribuir para a formação da consciência do eleitor brasileiro, por meio de um processo que o leve a uma leitura crítica e para uma cidadania ativa. É com este objetivo que o Conselho Nacional do Laicato no Brasil (CNLB), em parceria com outros organismos, preparou o caderno “Encantar a política”, apresentado na tarde dessa segunda-feira (25), em coletiva de imprensa, pelo presidente da Comissão Episcopal para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e bispo da diocese de Tocantinópolis (GO), dom Giovane Pereira de Melo.

De acordo com o prelado, a iniciativa vai para além das eleições 2022. “Este é um projeto de formação política permanente, que nós desejamos que contribua durante as próximas eleições”, disse dom Giovane, destacando que o processo tem ainda um longo caminho a ser percorrido, por se tratar de um amplo projeto de formação. Desenvolvido por muitas mãos, o texto do “Encantar a política” é inspirado nas encíclicas do Papa Francisco: “Evangelli Gaudium”, “Laudato Si” e Fratelli Tutti”.

“O projeto é um trabalho feito em mutirão. São muitos leigos e leigas, a partir de compromissos de engajamento em movimentos sociais, em organizações sociais da Igreja e em organismos de serviço, que se propõem, de modo muito qualificado, a apresentar e a contribuir com a cidadania. Há, também, uma presença muito forte e marcante dos nossos pastores através do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e do Conselho Permanente, que contribuíram e aprovaram esse projeto”, afirmou dom Giovane.

Mandamento do amor

 

Além da elaboração do caderno, que servirá de subsídio para as dioceses, os regionais, as paróquias, os movimentos, as pastorais e os demais organismos da Igreja, o projeto visa a promoção de um curso sobre planejamento de campanha, já iniciado e com fila de espera; e a realização de um seminário nacional, de 13 a 15 de maio, em Brasília, com o objetivo de capacitar multiplicadores e parceiros, para que todos os estados brasileiros sejam atingidos. “O texto trata a política como decorrência da ética e do amor e procura atribuir o sentido mais profundo deste mandamento, que é o do amor”, asseverou dom Giovane.

Para que o caderno chegue a todas as regiões do país, incialmente serão impressos 30 mil exemplares, privilegiando o Norte, o Nordeste e o Centro-oeste. Contudo, para que o alcance seja ainda maior, o subsídio ficará disponível no hotsite da CNLB [www.cnlb.org.br], onde também será possível ter acesso a vídeos, podcasts, cards para as redes sociais e outros materiais. “Queremos fazer com que esse projeto chegue a todas as paróquias””, afirmou dom Giovane.

 

Fazem parte da parceria para o desenvolvimento do caderno o Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (Cefep), a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), o Núcleo de Estudos Sociopolíticos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora, o Movimento Nacional de Fé e Política, a Rede Brasileira de Fé e Política, a 6ª Semana Social Brasileira, a Pastoral da Juventude (PJ), a Pastoral da Juventude no Meio Popular (PJMP,) os Padres da Caminhada, a Rede Brasileira Justiça e Paz e outras organizações.

Fonte- CNBB