Instituições divulgam “Carta do Campo Potiguar”





Representantes de instituições que atuam no campo, especialmente as ligadas ao Fórum do Campo e à Asa Potiguar, escreveram a “Carta do Campo Potiguar – pela afirmação da vida no Semi Árido e o enfrentamento da seca, sua indústria e seus (des)governos”.
A carta é o resultado de uma reunião dos representantes das instituições com o Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, realizada na última quarta-feira, dia 23, no Centro Pastoral Pio X – subsolo da Catedral Metropolitana. Dois assuntos estiveram na pauta: Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi e o fenômeno da seca, no Rio Grande do Norte. 
Sobre a seca, afirma o documento: “Mediante este quadro emergencial de estiagem prolongada e de baixa resolutividade das autoridades públicas, no sentido de efetivar um diálogo produtivo com as representações da Agricultura Familiar e fazer acontecer medidas ágeis e eficazes, emergenciais e estruturantes, de enfrentamento aos efeitos cruéis da seca, o conjunto das Forças Sociais reunidas no Fórum do Campo Potiguar - FOCAMPO, vem através desta Carta abrir o diálogo com toda a sociedade norteriograndense e suas autoridades constituídas”.
Sobre a Chapada do Apodi: “Na contramão dessas experiências de produção agroecológica e convivência adequada com o ambiente semiárido, é preciso que denunciemos, estão, as propostas intervencionistas e excludentes das grandes monoculturas irrigadas de uso intensivo de agrotóxicos e a implantação das cisternas de plástico.
A história dos Perímetros Irrigados nos moldes do atual Projeto do DNOCs para a Chapada do Apodi, comprova a completa inadequação social e ambiental desse modelo de produção e desenvolvimento para o nosso semiárido. As cisternas de plástico constituem-se num dos maiores equívocos do governo brasileiro. Trata-se de uma tecnologia extremamente cara, ineficiente, geradora de dependência externa e de lixo ambiental com extensão de impactos pelos próximos 500 anos. É muito importante destacar nesse momento crítico de seca que não é qualquer pseudo-solução exógena que vai promover o desenvolvimento, a justiça socioambiental e a qualidade de VIDA no campo que tanto almejamos e merecemos para todos e todas”.


Mais informações- www.arquidiocesedenatal.com.br