Encontro de peregrinos da Jornada Mundial da Juventude





O Encontrão, nos dias  06 e 07, deve reunir todos os participantes da Diocese de Mossoró que estarão  na XXVIII Jornada Mundial da Juventude, que será realizada de 23 a 28 de julho de 2013, na cidade do Rio de Janeiro, e tem como lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19). O evento acontecerá nas dependências do Colégio das Irmãs, em Mossoró. Mais informações com Fábio Brito, da Coordenação Diocesana de
Juventude ( 8883-6637).


Entrevista



A Campanha da Fraternidade 2013 tem como tema  “Fraternidade e Juventude”. O jornal A Luz bateu um papo com o Diretor Espiritual do Setor de Juventude da Diocese, Padre Augusto Lívio, para saber detalhes das atividades desenvolvidas pela Diocese para trabalhar a CF 2013.

JL- Qual a relação da Campanha da Fraternidade 2013 com um dos maiores eventos da Igreja Católica, a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada em julho, no Rio de Janeiro, com a presença do novo papa?

AL - A CF 2013 foi sonhada desde 2011, quando estávamos nos preparando para a JMJ de Madrid. Naquela época, já sabíamos da possibilidade do Brasil se tornar país sede da JMJ, por isso foi feito em todo o Brasil um abaixo-assinado pedindo a CNBB que o tema da CF de 2013 fosse juventude. O pedido foi atendido e, por isso, a campanha entra neste clima de reflexão sobre a realidade da juventude e desejo de avançar na evangelização entre os jovens. A JMJ e a campanha estão ligadas diretamente pelo desejo da Igreja de aproximar-se e dialogar com o mundo dos jovens para ouvi-los e poder oferecer-lhes a luz do Evangelho que permite o encontro pessoal com Cristo e a possibilidade de uma vida nova.

JL- O texto base da CF 2013 diz que a evangelização dos jovens sendo bem organizada, com testemunho e metodologia, eles se empolgam com a Pessoa e com o projeto de Jesus Cristo. A partir de sua experiência com os jovens de nossa Diocese, o senhor testemunha isso também?

AL -  Sim, eu experimento isso junto com os jovens. Eles têm fome e sede de vida, de verdade, de sentido. Em Jesus Cristo eles podem encontrar tudo isso. Por isso, se oferecemos aos jovens espaços adequados nos quais eles podem expressar-se como jovens e estabelecer um diálogo aberto e fecundo com Cristo por meio da Igreja, eles vão aos poucos fazendo a experiência do encontro com Cristo vivo na Palavra de Deus, na oração, na liturgia, no serviço da caridade e isto os encanta e empolga para o seguimento de Cristo.

JL- O senhor fala de um verdadeiro extermínio da juventude com a violência dos dias atuais. Como a Campanha da Fraternidade 2013 pode ajudar a mudar esse cenário?

AL - A Campanha da Fraternidade é um convite a toda Igreja e a toda sociedade civil para que voltem seu olhar para o mundo dos jovens. O olhar da CF 2013 é positivo e cheio de esperança, mas não mascara os desafios existentes também no mundo juvenil.  Ao trazer esta reflexão, a CF 2013 provoca em todos nós a necessidade de tomarmos consciência das várias realidades de morte que cercam os jovens, depois nos coloca diante do projeto de Deus, que é um projeto de vida para todos e, por fim, nos convida a assumir uma atitude diante disto tudo em favor dos jovens. A CF não determina o que fazer, mas nos provoca para que busquemos respostas dentro de nossa própria realidade. A CF nos convida a sermos criativos e ousados, indo ao encontro dos jovens onde eles estão e indo de encontro a tudo aquilo que gera morte na vida dos jovens.

JL - Qual é a melhor forma de conquistar o envolvimento dos jovens com as causas e ações da Igreja?

AL - Primeiro é preciso ouvi-los e entender que eles se envolvem com aquilo que faz sentido para eles. Se não os ouvirmos não seremos capazes de apresentar de modo claro e com sentido a proposta da Igreja. Às vezes queremos empurrar "goela abaixo" as coisas para os jovens, mas sem entender ou fazer sentido eles não se envolvem. Por isso, é preciso respeitá-los em sua realidade e entrarmos nela para ajudá-los a
descobrir a beleza de seguir Jesus e de assumir seu projeto de amor e salvação para todos como algo que vale a pena se envolver e  comprometer a própria vida.

JL- Qual a maior lição deixada por Bento XVI, que renunciou ao pontificado, para a nossa juventude?

AL - O Papa Bento XVI deixou, segundo eu posso perceber, duas belas lições para os jovens: a primeira diz respeito a não ter medo de amar a Cristo e a sua Igreja, não ter vergonha de ser católico e de viver sua fé com alegria; a segunda lição foi a de que deve-se ter coragem de propor a todos, especialmente aos jovens, a Boa Nova de Jesus Cristo, mesmo em contextos de dificuldade ou resistência, pois se cremos que Jesus é o
caminho, a verdade e a vida, não se pode ter medo de anunciá-lo.

JL- Quais as atividades programadas pelo setor de Juventude da Diocese de Mossoró para trabalhar a CF 2013?

AL -  Nós estamos em parceria com a equipe diocesana de campanhas. Estudamos o texto base e fizemos repasse de materiais para os grupos jovens nas paróquias por meio dos representantes paroquiais. Motivamos o estudo e a reflexão do material da CF. Agora, os diversos grupos, pastorais, movimentos, novas comunidades e serviços estão sendo
motivados a introduzir esta reflexão em seus grupos e nós temos estado à disposição para prestar assessoria onde for necessário. Esperamos que toda esta reflexão feita em todos os grupos atinja o maior número possível de pessoas, possibilitando uma maior abertura para a ação evangelizadora e sócio-transformadora junto à juventude.

JL- Quantos jovens viajam da nossa Diocese para participar da Jornada Mundial da Juventude e qual a expectativa em estar com o novo papa?

AL - Na delegação que está sendo organizada por nós em toda a diocese temos, hoje, cerca de 500 jovens. Entretanto, existem grupos de peregrinos se organizando para participar da JMJ em outros grupos de viagem, por isso acredito que nossa diocese terá aproximadamente 1.000 jovens vivendo a JMJ. Sobre o novo papa, a expectativa é naturalmente de "como vai ser?" Pois a JMJ será o primeiro grande compromisso internacional do novo papa, por isso todos estão ansiosos para ver que palavra ele nos trará, qual será sua relação com os jovens, que luzes ele nos oferecerá neste caminho de evangelização dos jovens, como ele irá se colocar diante dos jovens. Muito se espera, mas uma coisa temos certeza, o papa estará presente conosco e este encontro entre os jovens e o pastor é muito importante para que os jovens se sintam cada vez mais amados,  acolhidos no seio da Igreja.