Bispos refletem sobre tema central da Assembleia Geral



O tema central da 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade. Sal da terra e luz do mundo”, foi apresentado aos bispos reunidos em Aparecida (SP), nesta quinta-feira, 7. Trata-se da versão ampliada do Estudo 107 da CNBB, que foi tema prioritário da Assembleia ocorrida em 2015 e que, após contribuições, retorna à discussão do episcopado, podendo tornar-se, caso aprovado, documento da Conferência. 
Na ocasião, foram expostas a redação, estrutura e repercussão do texto nos regionais e diversos ambientes eclesiais no País.
O bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato, dom Severino Clasen, abordou o caminho histórico de redação do material.  Dom Severino mencionou que “o fruto das reflexões e estudos dos bispos referenciais estimulou o debate sobre o laicato e que por ocasião do aniversário do Vaticano II, ganhou mais força ainda”. 

Repercussão 

O vice-presidente do Conselho Nacional de Leigos (CNL) e assessor da Comissão para o Laicato, Laudelino Augusto, testemunhou a repercussão do texto.  “O tema foi estudado nas assembleias regionais da CNBB, nas paróquias, movimentos, associações laicais, novas comunidades, pelos profissionais e no mundo político. As assessorias aos encontros acontecidos, desde a primeira versão do documento, mostraram a expectativa em torno da reflexão”.   A divulgação do texto teve a finalidade de ajudar o cristão leigo a se reconhecer como sujeito na ação eclesial na sociedade.

Estrutura 

A estrutura do texto foi apresentada pelo arcebispo de Londrina (PR) e presidente da Comissão para o Tema Central da Assembleia, dom Orlando Brandes. Conforme explicação, a versão ampliada do Estudo 107 possui uma perspectiva pastoral e está organizado conforme o método “Ver, Julgar e Agir”, utilizado pela Igreja no Brasil em seus documentos. O texto inspira-se na matriz eclesial do Concílio Vaticano II, com um acento no Documento de Aparecida e na exortação apostólica Evangelii Gaudium. Está estruturado a partir de dois eixos: o leigo como sujeito da ação pastoral e o mundo como primeiro campo de atuação do leigo.
O primeiro capítulo mostra o rosto atual do cristão leigo, o mundo como o primeiro campo de ação deste sujeito eclesial e as características do mundo globalizado, no qual a missão se desenvolve. O segundo capítulo trata do leigo como "discípulo missionário e cidadão". Nele são abordadas a identidade e a vocação laical, os âmbitos da comunhão eclesial e a atuação do leigo como sujeito. No terceiro capítulo é relatada a natureza da ação transformadora do cristão leigo na Igreja e no mundo, com seus areópagos modernos.
Fonte: CNBB