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Reflexão para o XXIV Domingo do Tempo Comum- Lucas 15,1-32 (Ano C)


A liturgia deste vigésimo quarto domingo do Tempo Comum nos convida a ler uma das mais belas páginas do Evangelho segundo Lucas. O texto proposto – 15,1-32 – compreende as três “parábolas da misericórdia”: “a ovelha perdida e reencontrada” (vv. 4-7), “a moeda perdida e reencontrada” (vv. 8-10), e “o pai e os dois filhos” (vv. 11-32). Tanto na dimensão estética quanto na teológica, esse é, de fato, um texto que encanta. Por isso, não exageram os biblistas quando dizem que esse trecho é como se fosse “o Evangelho do Evangelho” ou o “coração do Evangelho”.  O contexto geral continua sendo aquele do caminho de Jesus para Jerusalém com seus discípulos e discípulas. Após apresentar as exigências necessárias para quem deseja entrar no seu discipulado, como refletimos no domingo passado (cf. Lc 14,25-33), hoje Ele nos convida a conhecer o rosto do seu Deus, o qual, mais que uma divindade é, sobretudo, um Pai. Embora o tema da misericórdia caracterize o Evangelho de Lucas do começo ao fim, foi este o texto que mais contribui para ganhar o título de “Evangelho da misericórdia”. Por sinal, hoje é uma das raras exceções em que a liturgia do tempo comum propõe a leitura de um capítulo inteiro de uma única vez, o que nos impede de comentar versículo por versículo, dada a extensão do texto. Por isso, faremos apenas um pequeno aceno às duas primeiras parábolas, reservando um comentário mais detalhado para a terceira, a do “pai e os dois filhos”.

Comecemos pela introdução“Os publicanos e os pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: ‘Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles’” (vv. 1-2). Jesus está diante de dois grupos bem distintos entre si: pessoas de má reputação (publicanos e pecadores), e pessoas religiosas e fiéis (fariseus e mestres da lei); um grupo se destacava pelo mau exemplo, e o outro pelo comportamento exemplar. Os “publicanos e pecadores”, como síntese de todas as pessoas rejeitadas, sobretudo pela religião, se aproximavam de Jesus para escutá-lo porque, finalmente, tinham encontrado alguém que os acolhia sem discriminações nem preconceitos, sem julgamentos, sem apontar o dedo. Isso terminava comprometendo a reputação de Jesus diante dos representantes e praticantes da religião oficial, “os fariseus e os mestres da lei”, considerados justos, devido à fiel obediência aos mandamentos. Esses identificam duas atitudes reprováveis em Jesus: acolher e comer com os pecadores.

O mais grave no comportamento de Jesus é, sem dúvidas, fazer refeição com os considerados pecadores; comer junto significa entrar em comunhão; no mundo antigo oriental, as refeições eram servidas em um único prato, que poderia ser colocado no centro da mesa, de onde todos se serviam, ou poderia ir passando de mão em mão, entre os convivas. Logo, se tivesse pessoas consideradas impuras na mesa, todos se contaminavam. Por isso, o comportamento de Jesus era considerado herético pelos fiéis cumpridores dos mandamentos, defensores fiéis da moral e dos bons costumes na época. Assim, identificamos, de imediato, os destinatários primeiros das parábolas: os fariseus e os mestres da lei. Esses, embora fossem considerados justos, reconhecidos pelo comportamento exemplar eram, para Jesus, os primeiros necessitados de conversão. Logo, muito mais que persuadir pecadores para a conversão, estas parábolas tem a função de abrir a mente dos que já se consideram justos, chamando-os a uma nova concepção sobre Deus.

Embora sejam três parábolas, o próprio autor considera o conjunto como se fosse apenas uma: “Então Jesus contou-lhes esta parábola” (v. 3). Isso significa que as três devem ser lidas juntas, pois compõem um único ensinamento. As duas primeiras têm a função didática de preparar a terceira, mas nem por isso são privadas de valor; ambas construídas a partir do trinômio “perda-reencontro-festa”, enfatizam a misericórdia de Deus que não permite que nenhum dos seus filhos se perca. Na primeira, da “ovelha perdida e reencontrada”, nos deparamos com categorias bastante comuns da Escritura hebraica, como pastor, ovelha rebanho (cf. Ez 18,23; Jer 24,7). Na segunda, da “moeda perdida e reencontrada”, a grande novidade é o fato de Deus ser apresentado como uma mulher; esse dado é muito significativo, pois reforça ainda mais o protagonismo feminino no evangelho de Lucas. Por ser considerada a obra prima de Lucas, daremos mais ênfase à terceira parábola, do “pai e os dois filhos”, uma vez que o título de “filho pródigo” é equivocado, como tem sugerido a exegese moderna.

Eis o texto: “Um homem tinha dois filhos” (v. 11); esse versículo é o verdadeiro título da parábola. Com esse dado, o evangelista já sinaliza que vai apresentar uma relação polêmica: quase sempre, as histórias bíblicas que envolvem dois filhos (irmãos) são conflituosas: Caim e Abel, Isaac e Ismael; Esaú e Jacó, Marta e Maria (cf. Lc 10,38-42). O grande drama daquele homem, na verdade, é ter dois filhos que não se sentem irmãos. Nenhum dos dois filhos vivia uma relação de amor com o pai e nem entre si; antes, ambos o consideravam um patrão; o mais novo, bem mais ousado, toma uma decisão inusitada: “O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles” (v. 12). Embora não fosse comum para o mundo judeu, era possível que a herança fosse dividida com o pai ainda vivo. Porém, isso significava o rompimento total das relações: era como se o filho morresse para o pai e vice-versa. De acordo com a lei, ao filho mais novo correspondia somente um terço da herança, enquanto dois terços pertenciam ao primogênito (cf. Dt 21,17).

Além de se desligar da família, o filho mais novo rompe também com os laços culturais e religiosos, indo para “um lugar distante” (cf. v 13). Logo, aparece o primeiro traço que identifica o pai da parábola com o Deus-Pai de Jesus: a concessão da liberdade aos filhos. O pai poderia opor-se ao filho, impedindo sua partida ou negando a herança. O filho experimenta a liberdade, mas não mede as consequências de suas escolhas e, com o tempo, sente os efeitos dessas (cf. v. 14). A sua degradação chega ao ápice: se torna, praticamente, escravo de um estrangeiro, submetendo-se a cuidar de porcos (cf. v. 15). O porco era um animal impuro para os judeus; cuidar desses animais era uma verdadeira humilhação. Passando fome, tem vontade de comer, mas não tem direito sequer à comida dos porcos (cf. v. 16). O reconhecimento da situação de completa penúria e degradação, leva o filho mais novo a uma reflexão seguida de uma decisão: “Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; Já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados’” (vv. 17-19). Aqui, não temos nenhum sinal de conversão, ao contrário do que afirmam as interpretações mais tradicionais. As motivações para a reflexão e decisão do rapaz voltar para casa foram meramente materiais: ele não sentiu falta do amor do pai, mas da mesa farta. Por isso, não pensa em reconquistar a dignidade de filho, mas a oportunidade de ser seu escravo, pois até aos escravos, o seu pai trata dignamente.

A decisão do retorno do filho, embora não seja ainda uma conversão, é um primeiro passo. Certamente, houve conversão; mas essa aconteceu devido à acolhida que o pai proporcionou: “Quando ele ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos” (v. 20). A misericórdia e o amor de Deus precedem à conversão. Só se converte verdadeiramente quem se sente abraçado e beijado por um pai assim. O filho faz a sua declaração-confissão (v. 21), mas essa já não tem efeito; ele foi amado e perdoado antes. O pai não pede garantia de arrependimento nem promessa de bom comportamento no futuro; para ele, não importa o que o filho fez, nem o que disse; importa apenas que esteja na sua presença, sentindo seu abraço. O pai tem pressa em restituir a dignidade do filho e festejar o seu retorno: “O pai disse a um dos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa” (vv. 22-24). Túnica, anel e sandália são sinais de dignidade e representam a condição de filho reconquistada. O banquete com o novilho gordo é sinal de grande festa e alegria.

Se a parábola fosse mesmo do “filho pródigo”, poderia ser concluída aqui no versículo 24. De fato, esse versículo constitui o ápice do ensinamento: a passagem da morte para a vida e do perdido para o encontrado; essa dinâmica resume a missão e a vida de Jesus. Por isso, termina em banquete. Assim, Jesus justifica aos seus interlocutores, fariseus e mestres da lei, o seu comportamento e acolhida para com os pecadores e publicanos, considerados casos perdidos pelos mais devotos judeus. A misericórdia infinita do Pai já foi mostrada até aqui, quer dizer, o que Deus tem a oferecer a seus filhos. Mas Jesus quer ensinar mais; não basta sabermos que Deus é Pai; é preciso vivermos como irmãos. Por isso, a segunda parte da parábola visa o restabelecimento da fraternidade, a começar pela denúncia e superação da autossuficiência e do orgulho dos fariseus e mestres da lei, representados na parábola pelo filho mais velho: “O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança” (v. 25). A presença do filho mais velho no campo significa que ele estava cumprindo seus deveres; é a imagem dos fariseus cumprindo minuciosamente as prescrições da lei; para esses, qualquer comportamento diferente é inaceitável. A lei, como obrigação, é privada de alegria, por isso, o som da música, sinal de festa, o incomoda.

Curioso, mas precavido, o filho mais velho não enfrenta diretamente a situação, talvez com medo de se contaminar, como os fariseus. Pede informações a um dos criados (cf. v. 26), o qual lhe deixa à par da situação: “É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde” (v. 27). Ao invés de se alegrar, o filho mais velho fica com raiva, o que faz o Pai sair em sua procura (cf. v. 28). É importante como Jesus e o evangelista reforçam os traços do Pai: ele sai em busca de todos, pois a sua casa pertence a todos os seus filhos. A queixa do filho mais velho diante do Pai é de quem vivia uma relação retributiva, baseada no mérito: “Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado” (vv. 29-30). Além da presunção em reivindicar seus méritos (trabalhar tanto!), ainda denuncia os erros do outro. Essa é a imagem de quem não se sente filho de Deus, mas servo. Quem não se sente filho, tem dificuldade de reconhecer o outro como irmão, por isso, o filho mais velho chama o mais novo apenas de “esse teu filho”; é a mesma postura dos fariseus e mestres da lei que não se conformam porque Jesus acolhe os pecadores e come com eles (cf. v. 1-2).

Assim como Pai deu liberdade para o filho mais novo ir embora, também não obriga o filho mais velho a entrar na festa; apenas deixa claro que suas relações são livres e gratuitas, não considera o mérito mas apenas a disposição de deixar-se abraçar por ele, mostrando que tudo o que é seu é também de quem se sente ou quer ser filho seu: “Então o pai lhe disse: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu” (v. 31). Sempre que alguém decide retornar para sua casa, a recepção será festiva, porque é uma verdadeira ressurreição: “Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado” (v. 32). O evangelista deixa a parábola aberta, sem conclusão. Não diz se o filho mais velho entrou na festa, se reconheceu o outro filho como irmão. O evangelista quis mostrar, partindo do auditório de Jesus e da sua comunidade, que a conversão é uma necessidade constante de cada um e cada uma, sendo que, muitas vezes, quem mais necessita é quem se sente mais justo e perfeito. Por isso, a interpretação mais comum hoje em dia é que nessa parábola o Pai é Deus, indiscutivelmente, Israel (os judeus) é o filho mais velho, o qual tem dificuldade de aceitar os pagãos e pecadores na comunidade, e o filho mais novo é a imagem dos pagãos e pecadores que a comunidade cristã deve acolher sem distinção e sem obriga-los a observar a Torá.

Como nenhum dos dois filhos correspondem ou corresponderam ao amor do Pai, o evangelista convida o leitor e a leitora a ser um terceiro filho, capaz de aprender dos erros e acertos dos dois da parábola, sobretudo na concepção da imagem de Deus-Pai: alguém que acolhe a todos, independentemente de onde vem e do que fez. É dessa síntese de pagãos e judeus que Lucas construirá a primeira imagem do cristianismo em sua segunda obra (Atos dos Apóstolos).

Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN

Inscrições abertas para I Semana Nacional de Teologia, Filosofia e Estudos de Religião em Mossoró- RN




I SEMANA NACIONAL DE TEOLOGIA, FILOSOFIA E ESTUDOS DE RELIGIÃO
I COLÓQUIO FILOSÓFICO: FILOSOFIA E RELIGIÃO
7 A 11 DE OUTUBRO – MOSSORÓ/RN

O cenário religioso brasileiro nunca foi caracterizado pela constituição de “fronteiras rígidas” entre as diversas formas de crer e de ser religioso. Por mais que se tente dizer o contrário, a forma de ser católico, espírita, budista, candomblecista, umbandista, esotérico e mesmo evangélico se expressa, na modernidade, como o resultado da “porosidade das fronteiras” com “os sagrados” dessas várias expressões religiosas. Esse fenômeno constitui não apenas as instituições religiosas contemporâneas no país, mas a própria cultura nacional.
Sendo assim, temos de admitir que, nestes tempos, os diversos ramos da ciência não são capazes, isoladamente, de dar conta de toda a realidade do “sagrado”, da “fé”, do “fenômeno religioso”. Ademais, em tempos de “religião em movimento” e “bricolagem da fé”, somente adentrando pelo caminho da interdisciplinaridade, ou mesmo da transdiciplinaridade, é que o conhecimento torna-se autêntico e credível.[1]
Por esta razão, o curso de Teologia da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN) em parceria com o curso de Filosofia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) realizam a I Semana Nacional de Teologia, Filosofia e Estudos da Religião e I Colóquio Filosófico: Filosofia e Religião com o tema “Religião em movimento: diálogo entre Teologia, Filosofia e Ciências no século XXI”.
Em vista de abrir caminhos que permitam o enriquecimento mútuo entre os diversos campos da ciência e a construção humanizante e humanizada do sujeito religioso no século XXI, este evento pretende, por meio do diálogo entre Teologia, Filosofia e Ciências do século XXI, constituir-se como um espaço de debate e de reflexão acerca dos fenômenos das crenças no mundo contemporâneo e a mobilidade religiosa que proporcionam a existência de novas formas de “ser religioso” com pertencimentos, talvez, nunca antes imaginados.

Site da Faculdade: http://catolicadorn.com.br/

Submissão de trabalhos:

Período: 02 até 22 de setembro de 2019
Submissão de resumo: máximo de 400 palavras.
Divulgação do resultado dos resumos: 25 de setembro de 2019
Prazo para a entrega do texto completo: 25 de outubro 2019
Previsão para publicação: novembro de 2019


Mais informação-  ( 84) 3318.7648

Domingo da Solidariedade em Mossoró- RN

Como seria belo se cada um de vós pudesse, ao fim do dia, dizer: hoje realizei um gesto de amor pelos outros! Papa Francisco



 Sempre no terceiro domingo do mês, as nove paróquias de Mossoró, realizam a campanha Domingo da Solidariedade onde os fiéis são convidados a levar gêneros alimentícios ou material de limpeza para ser doado ao Lar da Criança Pobre, Casa Papa Francisco, Projeto Esperança, Reviver Feminino, Projeto São Lucas e São Pedro, Abrigo Amantino Câmara, Fazenda Esperança, Seminário Santa Teresinha e Cáritas Diocesana.

Programação da Semana Missionária da Paróquia de Campo Grande




Semana Missionária na Paróquia de Campo Grande - 14 a 22
Tema: “ Avancem para águas mais profundas” ( Lc 5,4)

Dia 13/09 – Sexta-feira
Acolhida e hospedagem de missionários(as) itinerantes

Dia 14/09 – Sábado
Espiritualidade
Local: Palhoção
8h – Credenciamento e acolhida dos(as) missionários(as)
8h30 – Oração do Ofício Divino
9h – Apresentação dos(as) missionários(as)
Palavra de acolhida – Pe. Eliseu Wilton de Maria
Palavra do Bispo – Dom Mariano Manzana
9h30 – Lanche
10h – Espiritualidade Missionária
12h – Almoço
14h – Retorno das atividades/Animação
14h30 – Panorama da Paróquia
15h – Orientações gerais e encaminhamentos da Semana Missionária
16h – Lanche
17h – Missa de abertura da Semana Missionária na Igreja Matriz
Envio dos missionários para os setores

Dia 15/09 – Domingo
“Jesus chama e envia”
Texto Bíblico: Lc. 5, 1-11
8h – Celebração no setor/ Ofício Divino das Comunidades
Visita às famílias
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
15h  - Visita às famílias
17h – Partilhas das visitas
19h – Momento de Oração/ Celebração no setor
(Rezar pelos vários ministérios: ordenados, religiosos e leigos)

          Dia 16/09 – Segunda-feira
“Convocados a fazer parte do povo das Bem-aventuranças: Uma Igreja em saída que se faz luz na família e no mundo”
Texto Bíblico: Mt. 5,1-12
6h – Ofício Divino das Comunidades na Igreja
Café partilhado
8h – Visita às famílias
11h – Partilha das visitas
12h – Almoço
14h30 - Visita às famílias
Encontro com os jovens em Triunfo Potiguar
17h – Partilha das visitas
19h – Celebração/Missa

Dia 17/09 – Terça-feira
“Sal da Terra e Luz do Mundo: Uma Igreja em saída que se faz luz do mundo, da comunicação e da educação”
Texto Bíblico: Mt. 5, 13-14
6h – Celebração na Igreja
Café partilhado
8h – Visita às famílias e às instituições do setor educativo
Encontro com os estudantes jovens – tema: Prevenção do uso de drogas e álcool - em Janduís
11h30 – Partilhas das visitas
12h - Almoço
14h30 – Visita às famílias e às instituições do setor educativo
Encontro com os jovens em Campo Grande
19h – Celebração (convidar os estudantes, professores e membros das escolas do setor)

Dia 18/09 – Quarta-feira
“Discipulado, testemunho e profetismo: o seguimento a Jesus Cristo é uma caminhada Martirial”
Texto Bíblico: Mt. 10, 1-16
6h – Celebração na Igreja
Café partilhado
8h - Visita às famílias
Encontro com os jovens em Paraú
11h30 – Partilha das visitas
14h30 – Visita às famílias
19h – Celebração/Missa
Caminhada dos mártires (Recordar todos os mártires, sobretudo a Beata Lindalva) – Cada setor ver o local da saída

Dia 19/09 – Quinta-feira
“Amor-serviço: uma Igreja em saída que se faz luz na superação da violência e na construção da cultura e da paz”
Texto Bíblico: Mt. 18,1-4
6h – Celebração em frente ao posto de saúde da comunidade
Café partilhado
8h – Visita às famílias
Encontro com os governantes em Paraú
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
14h30 – Visita às famílias
15h – Encontro com os governantes em Triunfo Potiguar
17h – Partilha das visitas
19h – Celebração (Lava-pés e adoração ao Santíssimo Sacramento – rezar pelos enfermos e profissionais da saúde) na Igreja

Dia 20/09 – Sexta-feira
“Perdão e Reconciliação: o perdão é a chave da construção de uma comunidade de comunidades”
Texto Bíblico: Mt. 18, 19-22
6h – Via-sacra pela comunidade
Café partilhado
8h – Encontro com os governantes em Janduís
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
14h30 – Visita às famílias
15h – Encontro com os governantes em Campo Grande
19h – Celebração penitencial com acendimento da fogueira

Dia 21/09 – Sábado
“Compromisso Batismal: Compromisso do batismo e a edificação da justiça”
Texto Bíblico: Mt. 25, 31-46
6h – Ofício de Nossa Senhora na Igreja
Café partilhado
8h – Visitas às famílias
11h30 – Partilha das visitas
12h - Almoço
19h – Celebração da luz e do compromisso batismal

Dia 22/09 – Domingo
“Jesus Ressuscitou, a missão continua!”
Texto Bíblico: Mt, 28, 16-20
8h – Ofício Divino das Comunidades
Avaliação da Semana Missionária
Pequeno resumo com as dificuldades no campo pastoral e propostas para serem trabalhadas
11h30 –Almoço
17h – Missa de encerramento da Semana Missionária na Igreja Matriz
(Rezar por todos os que ajudaram para a realização da missão)
Entronização da Imagem Beata Lindalva na Igreja Matriz


 Paróquia de Senhora Santana em  Campo Grande- RN
Vigários- Padre Eliseu Wilton
                Rafael Andrade
 Contato- 3362.2286

















                      








                                                   

Encerramento da Semana Missionária na Paróquia de Luis Gomes



08/09 – Domingo
Jesus Ressuscitou, a Missão continua!
Texto bíblico: Mt. 28,16-20
6h - Oração – Café partilhado
Encontro de avaliação em cada setor
8h – Major Sales
10h – Paraná
14h – Luís gomes
11h30 – Almoço (livre)
17h – Missa de encerramento com Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana e Entronização da Imagem da Beata Lindalva.

Reflexão para o XXIII Domingo do Tempo Comum- Lucas 14,25-33 ( Ano C)



Neste vigésimo terceiro domingo do tempo comum, a liturgia continua a nos situar na dinâmica do caminho de Jesus para Jerusalém. Como já sabemos, além do ato de caminhar, este caminho constitui-se como um itinerário catequético e teológico, composto pelos principais elementos da formação do discipulado de Jesus na perspectiva do evangelista Lucas, sendo também uma projeção antecipada da natureza missionária da comunidade cristã, a Igreja, a qual deve estar sempre em saída, apesar das dificuldades e perigos que a imagem do caminho/estrada representa. O texto evangélico de hoje – Lucas 14,25-33 – apresenta a retomada da caminhada propriamente dita, após uma parada num dia de sábado para o culto da sinagoga, provavelmente, e um almoço festivo na casa de um dos chefes dos fariseus, conforme vimos no evangelho do domingo passado (cf. Lc 14,1.7-14). Por sinal, a dinâmica entre a casa e a estrada representam uma dimensão importante no ministério de Jesus. Como os espaços institucionalizados eram hostis à sua mensagem, Ele improvisa e propõe a casa e a estrada como espaços alternativos para a difusão do seu Evangelho, sugestão que foi bem acolhida pelas primeiras comunidades cristãs, como o próprio Lucas mostrará no segundo volume de sua obra, o Livro dos Atos dos Apóstolos.

À medida em que avança em seu percurso rumo à Jerusalém, Jesus aprofunda o conteúdo da sua catequese, deixando cada vez mais claras quais são as exigências para o seu discipulado. O evangelho de hoje mostra Ele apresentando três condições indispensáveis para quem pretende ser seu discípulo ou discípula, formuladas por Lucas a partir de elementos comuns a outros evangelhos (Mateus, Marcos e alguns apócrifos), mas ilustradas por duas pequenas parábolas que são exclusivas do seu evangelho, o que confere a todo o texto um caráter de originalidade lucana. Conforme veremos na continuidade da reflexão, as condições que Jesus apresenta no evangelho de hoje não são meras sugestões, mas exigências indispensáveis ao discipulado, o que fica claro pela fórmula com a qual cada uma é concluída: “não pode ser meu discípulo” (vv. 26.27.33).

O primeiro versículo funciona como introdução, ao mesmo tempo em que recorda o contexto do caminho: “Grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse:” (25). É importante esse dado, pois mostra que tanto a mensagem quanto os atos de Jesus eram interpelantes, a ponto de atrair multidões. Ele impressionava a todos, tanto positivamente quanto negativamente. Porém, muita gente que o acompanhava não tinha clareza das exigências que o seu seguimento implicava, e Ele tinha consciência disso. Ora, ainda no início do caminho, Ele tinha chamado o seu grupo de “pequeno rebanho” (cf. Lc 12,32), sabendo que suas exigências eram complexas e não seriam assimiladas com facilidade. Por isso, ao ver muita gente perto de si, Jesus desconfia que houvesse equívoco de interpretação da sua mensagem, e procura esclarecer o que é necessário para alguém, não apenas caminhar consigo, mas tornar-se seu discípulo.

Como o discipulado tem suas exigências, e é necessário conhecê-las bem, para não tomar uma decisão precipitada e equivocada, Jesus esclarece quais são as principais. Eis a primeira: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (v. 26). Essa era uma das exigências mais sérias do discipulado de Jesus, considerando a importância e a sacralidade do clã para o mundo semita. Romper com os laços familiares era um grande desafio. Aqui, a tradução do texto litúrgico procura suavizar as palavras de Jesus, pois no texto original o evangelista emprega um verbo que corresponde a odiar – em grego: μισέω = missêo –, ao invés de desapegar, sendo que odiar na cultura semita significa também “amar menos”, e é esse o sentido atribuído pelo evangelista nesta passagem. É claro que Jesus não estimula a disseminação do ódio; o que Ele diz aqui, portanto, significa que para alguém entrar no seu discipulado é preciso amar menos do que a Ele até mesmo as pessoas mais caras que temos, como os familiares. A opção pelo Reino torna todo o restante relativo, inclusive a própria vida pessoal e familiar. A fórmula conclusiva da exigência, “não pode ser meu discípulo”, mostra que essa é uma condição indispensável: ou faz isso ou não entra no discipulado!

A segunda exigência é consequência da primeira, que já determinava a renúncia à própria vida, sendo ainda mais impactante, considerando o sentido da cruz aqui empregado: “Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (v. 27). Ora, tanto no tempo de Jesus quanto na época da redação dos evangelhos, a cruz não era um sinal sagrado como hoje, mas um sinal de condenação e maldição, aplicada às pessoas subversivas que ousavam contestar a “pax romana”. No contexto específico deste texto, a cruz significa perigo iminente de morte, e não a capacidade de suportar as provações e dificuldades do dia-a-dia com paciência e aceitação passiva, como algumas interpretações fundamentalistas pregam, transformando o Evangelho num discurso de resignação, quando na verdade é um manifesto de contestação ao(s) sistema(s). A disponibilidade para carregar a cruz significa, portanto, a disposição para entregar a vida por causa do Reino, e quem não tem essa disposição não pode ser discípulo ou discípula de Jesus. A cruz era o destino das pessoas inquietas, inconformadas e subversivas, e Jesus exige que seus discípulos sejam assim.

Intercalando as duas primeiras com a terceira exigência para o discipulado, Jesus conta duas pequenas parábolas para motivar os seus interlocutores à reflexão; ambas, visam ensinar que o discipulado, ou seja, a vida cristã, exige seriedade e não pode ser motivada por decisões repentinas ou emoções passageiras. Eis a primeira parábola: “Com efeito, qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, Ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!” (vv. 28-30). A opção pelo Reino, ou seja, pelo discipulado de Jesus, exige uma séria reflexão, sobretudo, no que diz respeito às consequências. O cálculo minucioso dos gastos que um construtor deve fazer antes de iniciar um empreendimento significa a consciência das exigências que o discipulado implica. É claro que o Reino não pode ser experimentado a partir de cálculos minimalistas, mas quem pretende ser discípulo ou discípula deve estar ciente, com clareza, do que condiz ou não com o seguimento de Jesus.

A segunda parábola tem o mesmo sentido da primeira: “Ou ainda: qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar condições de paz” (vv. 31-32). Obviamente, o objetivo de Jesus com esse exemplo não é convocar os discípulos à promoção de guerra, tampouco compará-los a um rei. Assim como na primeira, o que Ele quer ensinar com essa parábola é a necessidade da reflexão antes de qualquer escolha. Independente da instância da vida, uma decisão equivocada traz, inevitavelmente, consequências danosas. Acompanhar Jesus sem ter clareza das exigências concretas que isso implica terminará em decepção, constrangimento e frustração pessoal.

Por fim, Ele apresenta a terceira condição: “Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” (v. 33). Jesus quer pessoas completamente livres no seu seguimento. O apego aos bens sempre foi um dos grandes obstáculos para isso; o fato por último entre as três condições, sendo preparado pelas duas parábolas, significa que era uma exigência mais desafiadora até mesmo do que o desapego à família. Ora, se trata de uma exigência que pressupõe uma confiança ilimitada na providência de Deus. As exigências anteriores, desapego à família e disponibilidade para a cruz, poderiam ser observadas até de maneira fingida, com meios termos, sendo possível voltar atrás, em caso de arrependimento. A renúncia aos bens, pelo contrário, não poderia ser remediada; uma vez renunciando-os, seria para sempre, já que essa atitude consistia em vender tudo o que possuía e distribuir aos pobres. Portanto, essa condição exige uma decisão irrevogável, sendo necessária uma reflexão mais aprofundada e séria, por isso, a necessidade das duas parábolas como introdução preparatória.

Como acenamos no início, pela fórmula conclusiva de cada uma das exigências – “não pode ser meu discípulo” – Jesus não está propondo sugestões, mas apresentando condições indispensáveis e inegociáveis para alguém fazer parte do seu discipulado. Diante disso, devemos refletir pessoalmente e comunitariamente se, na situação em que nos encontramos, com o que temos e o que somos, estamos sendo, de fato, discípulos ou discípulas de Jesus? A positividade ou negatividade da nossa resposta depende das renúncias e opções que fazemos.

Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN
E-mail: fco_cornelio.fr@hotmail.com

Palestra sobre o papel do Centro de Valorização da Vida e a prevenção do suicídio em Mossoró- RN



A Paróquia de Santa Luzia de Mossoró convida para uma palestra sobre o papel do Centro de Valorização da Vida ( CVV) e a prevenção do suicídio. Toda comunidade convidada💛



A partir do momento em que um ser humano colocou-se em disponibilidade para ouvir com compaixão o desabafo das angústias de outro ser, pode-se dizer que começou o trabalho de prevenção do suicídio. O Centro de Valorização da Vida é uma Organização da Sociedade Civil, de caráter filantrópico, apolítico e arreligioso, fundada em 1º de março de 1962 como Campanha de Valorização da Vida, na cidade de São Paulo, por um grupo inicial de 14 voluntários. No início de 1982, em Natal foi divulgado pela imprensa que viria o Sr. Coutunho de São Paulo para falar sobre um trabalho de prevenção ao suicídio, chegando a lotar um grande auditório. No entanto, pelas dificuldades iniciais enfrentadas, o número de interessados foi diminuindo, chegando a pouco mais de uma dezena. O pequeno grupo, mas com grande garra, alugou uma casa no Bairro de Petrópolis, conseguiu com muitíssimo esforço uma linha telefônica da Telern e iniciou seus atendimentos telefônicos e pessoais na tarde do dia 4 de julho de 1982. Devido ao sério trabalho de caráter humanitário o CVV Natal, foi crescendo e conta hoje com 60 voluntários. Sempre promovendo cursos para novos voluntários.

Hoje o CVV conta com mais de 120 postos espalhados pelas principais cidades brasileiras atendendo pelo número 188. Este número recebe ligações gratuitas, inclusive de celular sem crédito e por 24 horas de todo território Nacional. Alguns destes postos fazem atendimento pessoal. Em 2018, o CVV Nacional recebeu mais de 2.600.000 ligações dando apoio emocional e na prevenção ao suicídio.

Existem outras formas de atendimento além do posto físico, como: CVV WEB, CVV Voip, E-mail, Carta. Como também conta com o CVV Comunidade na pósvenção com o CVV GASS – Grupo de Apoio aos Sobreviventes do Suicídio, atendendo presencialmente a família, amigos impactados com a perda pelo suicídio e com ações pessoas que tentaram dar cabo de suas vidas, mas não conseguiram morrer. As reuniões acontecem nas segundas segundas feiras do mês das 15 às 17 horas e nas quartas quartas feiras do mês das 19 às 21 horas no Posto CVV, na Av. Junqueira Aires, 390 – Cidade Alta, antigo ITEPAN. Hoje o CVV conta com o apoio da Diocese cedendo o espaço para atendimentos, através do reconhecimento do Bispo Dom Jaime.


O suicídio ainda é um tabu

O suicídio vem, essencialmente, de um estado depressivo, que pode ser causado por inúmeros gatilhos internos e externos. E mesmo com números cada vez mais altos, o assunto ainda é considerado um tabu para muitas pessoas.
Tendo em vista que tirar a própria vida é uma decisão extrema para fugir do que é considerado um problema sem solução, a melhor forma de evitá-lo é detectar quando a possibilidade existe e agir a tempo.
Alguns dados sobre o suicídio
De acordo com dados atualizados da OMS (Organização Mundial de saúde), cerca de 800 mil pessoas já tiraram suas vidas no mundo, com um número maior de mortes em países de média e baixa renda (79%).
A OMS afirma que os grupos de maior risco são pessoas tomadas por depressão e alcoolismo, que passam por crises profundas diante de situações estressantes da vida (como desemprego, perdas financeiras e de entes queridos, término de relacionamento, abusos, além de doenças e dores crônicas).
No Brasil, conforme dados recentes do Ministério da Saúde, a taxa de suicídios chegou a 5,8 por 100 mil habitantes em 2016. A população indígena é a mais afetada (15,2/100 mil), mas esse dado não é restrito apenas ao Brasil, sendo visto em outros países também.
Da população em geral, os homens são os mais vulneráveis ao suicídio (9,2/100 mil). Entre as mulheres, a taxa é de 2,4/100 mil.


Falar sobre suicídio é fundamental