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I Exposição da Luz será aberta nesta quarta-feira no Partage Shopping em Mossoró- RN







Documentos e objetos históricos que compõem o acervo da Diocese de Mossoró estarão reunidos na I Exposição da Luz, que será aberta ao público nesta quarta-feira, 13 de novembro, a partir das 19h, no Partage Shopping Mossoró.

A exposição está inserida na programação da Festa de Santa Luzia 2019. O público poderá conferir essa primeira parte da exposição no Partage Shopping até o dia 1º de dezembro. Em seguida, no dia 04 de dezembro, a exposição será aberta no Memorial da Resistência, na sala Joseph Boulier, indo até o dia 20 de dezembro.

O coordenador da Festa de Santa Luzia, Pároco da Catedral, Pe. Flávio Augusto Forte Melo, convida toda a comunidade a prestigiar a exposição. “Essa exposição resgata a memória de pessoas e acontecimentos que marcaram a vida religiosa da nossa Diocese e a própria história de Mossoró. Esses objetos expressam a vivacidade do nosso povo em relação a sua fé”, comentou Pe. Flávio Augusto.
A exposição é coordenada por Nelson Filho, a comissão é composta por Cristiane Fernandes e Glicinara Alves. O trabalho de catalogação, registro e exposição do acervo conta com o apoio da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O trabalho por parte da UERN é coordenado pelos professores Fabiano Mendes, Pró-reitor de Extensão e historiador e o professor Saulo Gomes, do Departamento de Turismo.
O acervo histórico que estará exposto ao público é composto por documentos, vestes e objetos sacros. Cerca de 50 peças fazem parte da exposição

Serviço:
Evento: I Exposição da Luz
Data: 13/11/2019
Local: Partage Shopping Mossoró
Horário: 19h


Semana Missionária da Paróquia de São João Batista em Mossoró- RN




 23 a 30 de novembro de 2019
 “Chamados e enviados à missão”


PROGRAMAÇÃO

23/11 – Sábado - Abertura da Semana Missionária
8h – Acolhida e credenciamento
          Local: Matriz
9h – Lanche partilhado
12h – Almoço dos Missionários Itinerantes
            Local: Centro de Evangelização Padre José do Vale
14h30 – Espiritualidade Missionária na Matriz – Pe. Miquéias Pascoal
               Palavra do Bispo Dom Mariano Manzana
16h30 – Explanação da panorâmica da Paróquia
18h – Missa de abertura e envio dos missionários
            Local: Matriz São João Batista ( Transmissão Rádio Rural)
20h – Jantar dos Missionários Itinerantes
           Local: Centro de Evangelização Pe. José do Vale


 24/11- Domingo
6h – Ofício Divino das Comunidades nos setores
7h – Café partilhado
7h30 às 11h – Visitas às famílias dos setores
9h – Encontro com as crianças nos setores
11h30 – Partilha das visitas
12h – Almoço
14h30 às 17h – Continuação das visitas às famílias
15h – Encontro com os jovens nos setores
          Fórum sobre Juventude e Superação
17h30 – Partilha das visitas
18h – Jantar
19h – Celebração nos setores

 25/11 - Segunda-feira - “Convocados a fazer parte do povo das Bem-aventuranças: Uma Igreja em saída que se faz luz na família e no mundo”
Textos Bíblicos : Mt5,1-12,Mt14,13-21

6h – Ofício Divino das Comunidades nos setores
7h – Café partilhado
7h30 às 11h – Visitas às famílias nos setores
9h – Visitas aos idosos e enfermos
11h30 – Partilha das visitas
12h – Almoço
14h30 às 17h – Continuação das visitas às famílias
17h30 – Partilha das visitas
18h – Jantar
19h – Celebração nos setores


26/11- Terça-feira - “Sal da Terra e luz do mundo: Uma Igreja em saída que se faz luz no mundo da comunicação e da educação” - Texto Bíblico: Mt 5,13-14
6h – Ofício Divino das Comunidades
7h – Café partilhado
7h às 11h – Visitas às famílias nos setores
9h – Visitas aos idosos
8h30 – Encontro nas instituições de ensino
11h30 – Partilha das visitas
12h – Almoço
14h30 às 16h30 – Continuação das visitas às famílias
16h – Visitas aos hospitais
17h – Partilha das visitas
18h – Jantar
19h – Celebração nos setores

27/11 - Quarta-feira – “Discipulado, testemunho e profetismo: o seguimento a Jesus Cristo é uma caminhada martirial” - Texto Bíblico: Mt 10,1-16
6h – Ofício Divino das Comunidades
7h – Café partilhado
7h às 11h – Visitas às famílias nos setores
8h30 – Visitas às UBS e Conselho Tutelar
9h – Visitas aos idosos e enfermos
11h30 – Partilha das visitas
12h – Almoço
14h30 às 16h – Continuação das visitas às famílias
16h30 – Partilha das visitas
17h – Lanche
17h30 – Roda de conversa
18h30 – Caminhada dos Mártires, Profetas e Testemunhas nos setores
19h30 – Jantar

28/11- Quinta-feira - “Amar serviço: Uma Igreja em saída que se faz luz na superação da violência e na construção da cultura da paz” - Texto Bíblico: Mt 18,1-4     
6h – Ofício Divino das Comunidades
7h – Café partilhado
7h às 11h – Visitas às famílias dos setores
9h – Visitas aos enfermos
11h30 – Partilha das visitas
12h – Almoço
14h30 às 16h30 – Continuação das visitas às famílias
15h - Visita ao CRAS
15h30 – Encontro com lideranças civis e religiosas – Conjuntura Social e Política
            Local: Centro de Evangelização Pe. José do Vale
17h30 – Partilha das visitas
18h – Jantar
19h – Celebração do Lava-Pés nos setores

29/11 - Sexta-feira – “Perdão e reconciliação: O perdão é a chave da construção de uma comunidade de comunidades” - Texto Bíblico: Mt 18,19-22
6h – Via Sacra nos setores
7h – Café partilhado
7h30  às 11h – Visitas às famílias nos setores
9h – Visitas aos idosos
11h30 – Partilha das visitas
12h – Almoço
14h30 às 16h30 – Continuação das visitas às famílias nos setores
17h – Partilha das visitas às famílias
18h – Jantar
19h – Celebração penitencial nos setores
20h30 – Noite cultural

30/11 - Sábado - “Compromisso Batismal: Compromisso do Batismo e Edificação da Justiça” - Texto Bíblico: Mt 25, 31-46
6h – Ofício da Imaculada Conceição
7h – Café partilhado
8h às 11h – Avaliação da Semana Missionária com todos os setores
11h – Terço Missionário
12h – Almoço
16h – Concentração das caravanas dos setores rurais e urbanos em frente ao Centro Administrativo
18h – Missa de encerramento da Semana Missionária e entronização da Imagem da Beata Lindalva
       Local: Igreja Matriz de São João Batista – Mossoró/RN ( Transmissão Rádio Rural)

                 
Paróquia São João Batista
Vigário: Pe. Ivan dos Santos
Contato: 84 3321-6838











Reflexão para o XXXII Domingo do Tempo Comum- Lucas 20,27-38 (Ano C)


Neste trigésimo segundo domingo do tempo comum, a liturgia retoma a leitura do Evangelho segundo Lucas, após a interrupção do domingo passado, devido à solenidade de todos os santos. Por sinal, por ocasião daquela solenidade, fomos privados de celebrar o trigésimo primeiro domingo, cujo evangelho era Lc 19,1-10, um dos principais textos de todo o Evangelho segundo Lucas, pois corresponde ao episódio do encontro de Jesus com o publicano Zaqueu, o ponto culminante do longo caminho para Jerusalém. Acompanhamos praticamente todo o caminho, mas perdemos a sua conclusão, infelizmente. O texto proposto para hoje – Lc 20,27-38 – apresenta Jesus já na cidade de Jerusalém, provavelmente nas dependências do templo, em um debate polêmico com os saduceus acerca da ressurreição dos mortos.


O ministério de Jesus em Jerusalém foi curto e polêmico. Sua primeira atitude ao entrar na cidade foi desmascarar o templo como casa de comércio, expulsando de lá os vendedores (cf. Lc 19,45-46). Depois disso, passou a ensinar no templo todos os dias (cf. Lc 19,47), colocando cada vez mais a sua mensagem em confronto com a doutrina oficial e, consequentemente, tornando a sua morte cada vez mais próxima e real. Durante o ministério na Galileia e no caminho, os principais adversários de Jesus tinham sido os fariseus. Em Jerusalém, os fariseus praticamente saem de cena, o que prova que eles não estavam diretamente ligados ao poder político e nem religioso, mas compunham um movimento mais popular, embora rígido no que se refere à doutrina e à observância da Lei. Os grupos que se opõe a Jesus em Jerusalém são os sacerdotes, os escribas, anciãos e os saduceus – todos componentes do sinédrio – responsáveis diretos pelo poder religioso e coniventes com a dominação romana.

O trecho lido hoje relata uma polêmica com os saduceus acerca da ressurreição. É um episódio relatado nos três evangelhos sinóticos (cf. Mt 22,23-33; Mc 12,18-27; Lc 20,27-38), sendo que é a única vez em que os saduceus aparecem no Evangelho de Lucas. De todos os grupos, partidos ou movimentos existentes na época, os saduceus eram o grupo mais conservador; era também o grupo mais rico, formado pela aristocracia de Jerusalém. Era desse grupo que saíam os sumos sacerdotes; o próprio nome deriva de Sadoc, um importante sacerdote dos tempos de Davi; inclusive, foi Sadoc quem ungiu Salomão como rei (cf. 1Rs 1,38-40). Por isso, era um grupo concentrado em torno do poder religioso e político; aceitavam passivamente a dominação romana em troca de privilégios e detinham o maior número de assentos no sinédrio, o máximo órgão jurídico de Israel. Os evangelhos os mencionam pouco porque eles atuavam somente na cidade de Jerusalém, e a maior parte do ministério de Jesus foi desenvolvido no interior, sobretudo na Galileia, onde havia mais influência dos fariseus.

Uma vez contextualizados, olhemos para o texto: “Aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição” (v. 27). No que diz respeito à doutrina, uma das principais características dos saduceus era a negação explícita da ressurreição. Não tratamos disso na contextualização, uma vez que é o próprio texto quem fornece a informação. Inclusive, os saduceus consideravam como palavra de Deus somente a Torá, ou seja, o Pentateuco, e achavam nos cinco primeiros livros não havia nenhuma fundamentação para a fé na ressurreição. Rejeitavam os profetas, porque o ensinamento profético era composto de sérias denúncias à casta sacerdotal e a todos os agentes de exploração, como eles, os saduceus. Respeitavam o restante do Antigo Testamento, mas não o tinham como ponto de referência para a fé.

Os saduceus fazem um questionamento a Jesus sobre a ressurreição, com o intuito de colocá-lo em dificuldade ou contradição. Imaginavam que, diante do caso apresentado, Jesus não encontraria saída. Eis o problema: “E lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência para o seu irmão” (v. 28). Antes de tudo, eles usam um aspecto importante da Torá, ensinamento considerado inquestionável para eles e para todo o judaísmo. Aqui, eles se referem à chamada “lei do levirato”, termo latino que deriva de “levir”, cujo significado é cunhado. De acordo com essa lei, quando um homem casado morria sem deixar filhos, um irmão do falecido, ou seja, um cunhado, deveria casar-se com a viúva para garantir a descendência (cf. Dt 25,5-10).

A questão em si é bastante simples, pois era muito comum acontecer casos assim. Só se torna inusitada com a história contada para embaraçar Jesus, em seguida: “Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. Também o segundo e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. Por fim, morreu também a mulher” (29-32). Aqui, de fato, a história se torna atípica, devido ao exagero; por trás de tudo, há também uma ridicularização da mulher; como era considerada um objeto de posse, a história contada pelos saduceus a apresenta como uma mercadoria que passou por diversos proprietários.

Da história contada, os adversários de Jesus propõem o verdadeiro problema, esperando dele uma resposta contraditória e, assim, teriam mais um motivo para incriminá-lo: “Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela” (v. 33). Além de não acreditarem na ressurreição, os saduceus tinham também uma visão equivocada dessa. Ora, eles partem da ideia tradicional, pregada inclusive pelos fariseus, e da qual Jesus discorda, que concebia a ressurreição como uma mera recomposição aperfeiçoada da vida presente, fruto de uma interpretação equivocada da visão alegórica dos ossos ressequidos no livro do profeta Ezequiel (cf. Ez 37) e de outros textos. Se trata de uma concepção materialista da vida futura. Essa era a ideia difundida na época.

Na resposta, Jesus revela o seu distanciamento da concepção popular de ressurreição, ensinando que a vida futura não será uma continuação desta vida, nem sequer será semelhante, mas será uma nova vida, cujo parâmetro não é a vida presente, mas tudo será novo, uma vez que a ressurreição é a oferta que Deus faz da sua própria vida, da sua eternidade, e isso não está ao alcance das abstrações humanas. Eis a resposta de Jesus: “Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram” (vv. 34-36). Antes de tudo, Jesus desconcerta os saduceus: mesmo sem acreditar, eles foram mal formados acerca da ressurreição. Ao dizer que na vida futura “os homens e as mulheres não se casam e nem se dão em casamento”, ele afirma que nenhuma relação ou realidade desta vida pode ser comparada à ressurreição. Os anjos, em quem os saduceus também não acreditavam, eram os seres mais próximos de Deus, conforme a fé tradicional do judaísmo; dizendo que os seres humanos serão iguais aos anjos, ele afirma que serão muito próximos a Deus, com a ressurreição. Com a ressurreição, portanto, não será uma melhoria desta vida, mas uma transformação radical.

O ápice da resposta de Jesus, no entanto, é a citação da Lei, ou seja, a referência a Moisés: “Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor de ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele” (vv. 37-38). Ora, os saduceus gabavam-se de que na única parte da Escritura válida para eles, o Pentateuco, não havia qualquer fundamento para uma fé na ressurreição, e Jesus mostra que eles estavam equivocados e compreendiam mal a Escritura. De uma leitura atenta do Pentateuco é possível encontrar razões para a ressurreição. Por isso, Jesus recorda o diálogo de Deus com Moisés, no episódio da sarça ardente (cf. Ex 3,1-6), no qual Deus se apresentou como o Deus dos patriarcas, mas não simplesmente como o Deus em quem os patriarcas acreditaram, mas o Deus que estava em comunhão com eles. E o que Deus prometera e concedera aos patriarcas é válido para todas as gerações dos que o temem (cf. Lc 1,50.72-75).

A interpretação limitada da Escritura pelos saduceus, desmascarada por Jesus, alimentava um sistema de dominação e alienação que mantinha os privilégios de uma classe e de todo um sistema. Além de abrir perspectivas e alimentar esperanças, sobretudo a esperança de um mundo novo, Jesus também desmascara o uso reduzido e fundamentalista da Escritura por grupos hegemônicos. Ao deixar claro que a vida futura não será um aperfeiçoamento desta vida, Jesus também nos estimula a melhorar a vida presente em sua realidade mais concreta. Por isso, podemos dizer que o centro do evangelho de hoje não é uma definição doutrinal da ressurreição, mas um convite à esperança para a transformação desta vida, já que da outra é Deus mesmo quem se encarrega.


Pe. Francisco Cornelio Freire Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN
E-mail: francornelio@gmail.com

Comunicado sobre assalto vivido pelo Padre Deivid e o seminarista Zacarias






A Diocese de Mossoró informa que o Pe Deivid e o seminarista Zacarias se encontram bem após o episódio ocorrido no início da noite deste sábado 09:

O pároco da Paroquia de Baraúna, Pe Deivid Franklin e o seminarista Zacarias foram vítimas de um assalto na noite de hoje,dia 09, próximo à Igreja Matriz de Nossa Senhora das Graças.  O carro da Paróquia foi levado. Não houve nenhum dano físico.
Os detalhes do acontecido já estão em posse da Polícia.
A Diocese agradece a quem prestou ajuda e demonstrou preocupação e louva a Deus pela vida e integridade de  Pe Deivid e do seminarista.

Mossoró, 09 de novembro de 2019


Papa recorda que a promoção dos pobres não é um compromisso extrínseco ao anúncio do Evangelho


A mensagem do Papa Francisco para o III Dia Mundial dos Pobres, que será celebrado no dia 17 de novembro, recorda que a promoção dos pobres, mesmo social, não é um compromisso extrínseco ao anúncio do Evangelho. Com o tema “A esperança dos pobres jamais se frustrará”, o texto traz uma comparação entre a situação do pobre no tempo do salmista e a situação atual. Nele, o papa constata que pouco mudou.
“Passam os séculos, mas permanece imutável a condição de ricos e pobres, como se a experiência da história não ensinasse nada. Assim, as palavras do salmo não dizem respeito ao passado, mas ao nosso presente submetido ao juízo de Deus”.
No texto, Francisco cita as “muitas formas de novas escravidões”, como famílias obrigadas a deixar a sua terra; órfãos que perderam os pais; jovens em busca duma realização profissional; vítimas de tantas formas de violência, da prostituição à droga; sem esquecer os milhões de migrantes instrumentalizados para uso político.
Lixeira humana
O Papa fala também das periferias de nossas cidades, repletas de pessoas que vagueiam pelas ruas, em busca de alimento. “Tendo-se tornado eles próprios parte duma lixeira humana, são tratados como lixo, sem que isto provoque qualquer sentido de culpa em quantos são cúmplices deste escândalo”.
Não obstante a descrição de injustiça e sofrimento no salmo, no texto o pobre é descrito como “aquele que confia no Senhor” (cf. 9, 11), pois tem a certeza de que nunca será abandonado. “Na Escritura, o pobre é o homem da confiança!”, escreve o pontífice.
“É precisamente esta confiança no Senhor, esta certeza de não ser abandonado, que convida o pobre à esperança. Sabe que Deus não o pode abandonar.”
Compromisso intrínseco ao Evangelho
Em um período como o nosso, prossegue o Papa, é preciso reanimar a esperança e restabelecer a confiança. “É um programa que a comunidade cristã não pode subestimar. Disso depende a credibilidade do nosso anúncio e do testemunho dos cristãos.”
Francisco recorda que a promoção dos pobres, mesmo social, não é um compromisso extrínseco ao anúncio do Evangelho; pelo contrário, manifesta o realismo da fé cristã e a sua validade histórica. Como exemplo, o Santo Padre cita Jean Vanier, que faleceu recentemente, e o define como um “grande apóstolo dos pobres”.
Mudança de mentalidade
Por ocasião deste Dia Mundial, Francisco não pede somente iniciativas de assistência, mas faz votos de que aumente em cada um aquela atenção plena, que é devida a toda a pessoa que se encontra em dificuldade.
“Não é fácil ser testemunha da esperança cristã no contexto cultural do consumismo e do descarte, sempre propenso a aumentar um bem-estar superficial e efêmero. Requer-se uma mudança de mentalidade para redescobrir o essencial, para encarnar e tornar incisivo o anúncio do Reino de Deus.”
Em sua mensagem, o Pontífice não deixa de enaltecer o trabalho de inúmeros voluntários pelo mundo, mas recorda que os pobres não precisam somente de uma “sopa quente ou de um sanduíche”. “Precisam das nossas mãos para se reerguer, dos nossos corações para sentir de novo o calor do afeto, da nossa presença para superar a solidão. Precisam simplesmente de amor…”.
No final, o papa exorta para que todas as comunidades cristãs e a quantos sentem a exigência de levar esperança e conforto aos pobres, para que se empenhem para que o Dia Mundial possa “reforçar em muitos a vontade de colaborar concretamente para que ninguém se sinta privado da proximidade e da solidariedade.”
A Mensagem na integra  http://w2.vatican.va/

Assembleia Diocesana de Pastoral em Mossoró- RN


A Assembleia Diocesana de Pastoral será realizada de 15 a 17 desse mês no Centro de Treinamento. Com a presença do Bispo Diocesano Dom Mariano Manzana, clero, seminaristas, religiosas e agentes de pastorais para discutir o tema central "Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora para o quadriênio 2019-2023". À luz das novas diretrizes, os participantes refletirão sobre os desafios e propostas de ação para a caminhada da Diocese de Mossoró.

Arquidiocese de Olinda e Recife lança texto-base do XVIII Congresso Eucarístico Nacional



A arquidiocese de Olinda e Recife fez o lançamento oficial do Texto-Base do XVIII Congresso Eucarístico Nacional, que visa nortear as reflexões e fornecer subsídios de informações para as pastorais da Igreja, especialmente para a catequese e liturgia. O lançamento do livro acontecerá também nas livrarias católicas em todo o país, no próximo dia 12 de novembro.
De acordo com o diácono Sérgio Cezino Douets Vasconcelos, da Comissão Teológico-Pastoral do CEN 2020, a obra pretende ajudar os fiéis católicos a uma melhor preparação para o Congresso Eucarístico do ano que vem, com temas que vão desde o mistério da Eucaristia até pontos mais avançados nos tocantes espiritual e missionário.
Com 144 páginas, o livreto Texto-Base do XVIII Congresso Eucarístico Nacional possui sete capítulos produzidos por estudiosos e especialistas em diversas áreas de conhecimento. A obra é co-editada pelas Paulinas e Paulus, e pode ser adquirida inicialmente na Livraria Paulinas e Livraria Paulus, e em breve, em outras livrarias católicas.
 XVIII Congresso Eucarístico Nacional
A Arquidiocese de Olinda e Recife sediará, em 2020, o XVIII Congresso Eucarístico Nacional (CEN 2020) entre os dias 12 e 15 de novembro, na cidade do Recife (PE). Os municípios de Olinda e São Lourenço da Mata, região metropolitana da capital pernambucana, também sediarão alguns eventos do Congresso. O CEN 2020 traz como tema “Pão em todas as mesas” e o lema “Repartiam o Pão com alegria e não havia necessitados entre eles”.
A realização do 18º CEN acontece com a participação das províncias eclesiásticas de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte, pertencentes ao Regional Nordeste 2 da CNBB. O anúncio da escolha da Igreja Particular de Olinda e Recife como sede foi realizado durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB, em 2017.
O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, destaca que “a Eucaristia é símbolo do amor e da unidade do Corpo Místico e que, através deste evento, podemos recordar que a Igreja vive da Eucaristia”. O religioso ressalta ainda que graças aos ensinamentos do Concílio Ecumênico Vaticano II e do magistério recente da Igreja, ficou clara a importância de um Congresso Eucarístico.
Os Congressos Eucarísticos Nacionais acontecem em todo o mundo, e aqui no Brasil é realizado normalmente a cada quatro anos. O encontro visa reunir os fiéis católicos em torno da Eucaristia, que é o centro da fé católica: Corpo e Sangue de Jesus Eucarístico.
Simone Oliveira/Assessoria de Imprensa do CEN2020

Reflexão para a Solenidade de Todos os Santos- Mateus 5,1-12a






Todos os anos, a liturgia propõe para a solenidade de todos os santos o texto de Mateus 5,1-12a. Esse é, certamente, um dos trechos mais lidos e conhecidos de todo o Novo Testamento. Trata-se da introdução do primeiro dos cinco discursos de Jesus no Evangelho segundo Mateus, conhecido como “discurso ou sermão da montanha”. Essa introdução ficou conhecida como “bem-aventuranças”, devido a repetição constante do termo grego μακαριοι – makárioi, cujo significado é benditos, felizes ou bem-aventurados.

As bem-aventuranças compreendem a síntese do programa de vida de Jesus e, consequentemente, dos seus discípulos e discípulas de todos os tempos. É um texto belo, mas muito fácil de ter seu sentido deformado, se interpretado de modo equivocado, como geralmente tem acontecido. Ora, falar em todos os santos e santas tem tudo a ver com o autêntico seguimento de Jesus de Nazaré. Por isso, é importante refletir cada vez mais sobre as palavras de Jesus que o Evangelho apresenta.

O discurso da montanha é um indicador de direção para o discipulado de Jesus e, portanto, para a santidade. Devemos, pois, concentrar nossa reflexão na mensagem evangélica, evitando que esta solenidade se transforme em mera apologia ao devocionismo fundamentalista que tanto tem se difundido nos últimos anos. Por isso, é preciso ter clareza do programa de vida de Jesus com seu projeto de sociedade e, consequentemente, das suas exigências.

De todas as palavras atribuídas a Jesus que encontramos ao longo dos evangelhos, as bem-aventuranças são as mais interpelantes e revolucionárias, embora sejam as mais fáceis de serem deturpadas, passando de uma mensagem de transformação a uma de resignação. Infelizmente, isso tem acontecido com muita frequência. Por isso, é necessário compreendê-las bem, para que sua mensagem seja sempre de encorajamento e transformação.

Na versão mateana, encontramos oito bem-aventuranças, embora alguns comentadores considerem nove, devido a ocorrência do termo grego μακαριοι – makárioi por nove vezes. Não consideramos a nona ocorrência do termo (v. 11) como uma nova bem-aventurança, mas como uma recapitulação e síntese das oito para os discípulos, reforçando a exigência para que eles de fato vivessem intensamente todas elas.

Para compreendermos as bem-aventuranças em seu sentido original, é necessário fazer mais uma consideração semântica. Como já afirmamos anteriormente, o termo grego empregado no Evangelho é μακαριοι – makárioi, o qual pode ser traduzido por benditos, felizes ou bem-aventurados; é uma fórmula que introduz uma mensagem de felicitação. É importante recordar que, embora escritos em grego, os evangelhos foram construídos segundo uma mentalidade semítica, sobretudo o de Mateus. Por isso, é importante recordar o sentido da palavra na língua original de Jesus, o hebraico. Ora, o termo correspondente ao grego μακαριοι – makárioi, em hebraico é אשרי – ashrei, o qual significa uma felicitação, mas é, ao mesmo tempo, uma forma imperativa do verbo caminhar, seguir em frente, avançar ou pôr-se em marcha. Acreditamos que o evangelista pensou nos dois sentidos ao formular o seu texto. Sem esse segundo sentido, as bem-aventuranças não passariam de conformismo ou resignação; com ele, passam a ser uma mensagem de transformação.

Olhemos, pois, para cada uma das situações contempladas por Jesus como necessitadas de transformação. Eis a primeira bem-aventurança“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (v. 3). De todas, tem sido essa a bem-aventurança que tem recebido a pior interpretação ao longo da história, infelizmente. Longe de ser um convite ao conformismo, é um impulso à transformação. Na língua grega a palavra pobre (πτωχος – ptokós) deriva do verbo acocorar-se de medo, dobrar-se, abaixar-se, encurvar-se; designa, portanto, uma condição de humilhação extrema.

O convite de Jesus é para que não desanimem, mas sigam em frente, não desistam, coloquem-se em marcha para alcançarem o Reino que foi criado para eles, o Reino dos Céus, mas não no céu, aqui mesmo na terra, como sinônimo de vida digna e plena. Aqui o termo espírito (em grego: πνευμα – pneuma) é empregado como sinônimo de consciência da situação em que se encontram os pobres, encurvados de medo pela opressão do império romano e pela religião oficial da época. A esses, Jesus convida a perder o medo e, conscientemente, seguir em frente lutando pelo Reino. O pobre que se encontra encurvado pelo sistema, deve tomar consciência da sua situação insuportável e lutar, seguindo em busca de seus direitos de herdeiro do Reino.

segunda bem-aventurança diz: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados” (v. 4). Ora, jamais será consolado o aflito que se fecha em suas aflições, mas sim aquele que consegue mover-se, apesar do sofrimento. Ser consolado na mentalidade bíblica é ter o sofrimento eliminado por completo. A implantação do Reino dos Céus em um mundo tão hostil traz muitas aflições para os discípulos de Jesus. Mesmo assim, eles devem avançar, jamais recuar.

Na terceira bem-aventurança, Jesus diz: “Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra” (v. 5). O termo manso equivale a humilde, e significa a pessoa que reivindica alguma coisa sem violência. Nesse caso particular, equivale às pessoas que lutam pela terra sem fazer uso da violência. A luta sem violência se torna mais lenta e, aparentemente, mais difícil de conseguir o objetivo. Por isso, Jesus encoraja, pede paciência, determinação e ação; em outras palavras, é como se Ele dissesse: “não parem, continuem caminhando e lutando”. Era muito comum os pequenos camponeses perderem suas terras por dívidas, com possibilidade de resgate. À medida que o tempo passava, as esperanças de resgate diminuíam e muitos desanimavam. Por isso, Jesus os consola e os encoraja.

Como não poderia deixar de ser, Jesus coloca para os discípulos, conforme Ele mesmo o fizera, a justiça como uma busca incessante. Por isso, a quarta bem-aventurança é tão forte: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (v. 6). A fome e a sede são as necessidades que mais incomodam o ser humano. Assim como o alimento e a bebida são essenciais para a vida, também deve ser a luta por Jesus entre seus discípulos. A comunidade cristã não tem vida quando não se alimenta cotidianamente de justiça. Onde não há justiça, não há dignidade, não há paz. É preciso seguir em frente na luta por justiça.

Na quinta bem-aventurança, temos: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” (v. 7). É importante recordar que misericórdia, na Bíblia, não é um sentimento, mas uma ação em favor dos necessitados. Com isso, Jesus pede que seus discípulos prossigam sempre no caminho do bem. A misericórdia é uma das principais características do Deus de Jesus, por isso, deve ser também para os seus seguidores. Seguir fazendo o bem ao próximo, sem distinção, é uma das principais exigências do discipulado.

Com a sexta bem-aventurança, Jesus se contrapõe claramente aos ritos de purificação da religião judaica: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (v. 8). Os antigos ritos de purificação do judaísmo tinham escondido o rosto verdadeiro de Deus. Jesus proclama a nulidade daqueles ritos e pede para seus discípulos caminharem em outra direção, avançarem por outro caminho que não seja o da religião que divide, exclui e até mata. Só há um tipo de pureza: aquela interior, e essa não é proporcionada por nenhum rito, mas somente pela disposição do ser humano em seguir os propósitos de Deus. Vê a Deus quem olha para o próximo com os olhos de Deus. É nessa direção que o discípulo de Jesus deve marchar, avançar.

sétima bem-aventurança diz: “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (v. 9). Na marcha da comunidade formada por discípulos e discípulas de Jesus, a promoção da paz é requisito básico e essencial. Não se trata de uma falsa paz como aquela imposta por Roma, intitulada “pax romana”. A paz que Jesus propõe não é uma mera ausência de conflitos, mas um retorno ao ideal hebraico expresso pela palavra   שלום– shalom: paz como bem-estar total do ser humano, harmonia com Deus, com o próximo e consigo mesmo. É por essa paz que a comunidade de discípulos e discípulas deve lutar enquanto caminha, fazendo dessa paz o rumo da caminhada. Não há prêmio para quem caminha promovendo a paz, mas há consequências: ser chamados filhos de Deus. Na tradição bíblica, ser filho é ser parecido com o pai. Quando alguém caminha promovendo a paz, se torna parecido com Deus, por isso, será chamado seu filho.

oitava bem-aventurança funciona como uma espécie de credencial para o reconhecimento do discípulo e sua pertença ao Reino: “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (v. 10). A justiça, por excelência, é a prática das bem-aventuranças anteriores. A quem adere plenamente à lógica do Reino, não há outra consequência a não ser a perseguição. Mas, mesmo diante da perseguição, a palavra de Jesus continua sendo de ânimo e encorajamento: continuai caminhando, avançando, marchando em busca do Reino que é vosso!

Viver as bem-aventuranças é, portanto, abraçar um projeto de sociedade alternativa que, inevitavelmente, entra em conflito com os sistemas dominantes baseados na exploração, no lucro e na sobreposição de uns sobre os demais. Mas é diante de tudo isso, ou seja, no conflito, que a comunidade cristã deve avançar, seguir em frente sem jamais desanimar. Por isso, Jesus reforçou todo o ensinamento anterior, direcionando diretamente para os discípulos a conclusão com as consequências do abraçar o seu projeto: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (vv. 11-12a). Não consideramos essa afirmação como uma nova bem-aventurança, mas como um reforço e síntese das oito anteriormente apresentadas. Aquelas oito são inseparáveis. Jesus não as apresenta como sugestões para os discípulos escolherem uma ou outra. É preciso viver todas elas para ser discípulo de Jesus, pois nelas ele traça o seu próprio retrato, diz como Ele mesmo viveu, caminhou ou avançou; e o discípulo deve, inevitavelmente, viver como Ele.

Assim, recordando que Paulo e os demais cristãos de suas comunidades chamavam-se mutuamente de santos, e eram cristãos porque levavam a sério as bem-aventuranças, podemos compreender que celebrar todos os santos é recordar todos os que não aceitam as coisas como são impostas, mas sabem mover-se, avançar e seguir um outro caminho; não para fugir da realidade, mas para transformá-la.

Para seguir Jesus é preciso estar em estado permanente de marcha, caminhando contra tudo o que impede a realização do Reino já aqui na terra. A comunidade cristã não pode mais aceitar que uma mensagem tão encorajante e transformadora se transforme em sinal de resignação e aceitação passiva diante de tudo o que impede o advento do Reino. A mensagem das bem-aventuranças é libertadora porque convida o discípulo e a discípula a sair de si, colocar-se em movimento rumo a um mundo melhor, mais justo e mais fraterno.

 Pe. Francisco Cornelio F. Rodrigues – Diocese de Mossoró-RN