ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Edição de janeiro do Jornal A Luz

 












Lei torna festa em homenagem a Beata Lindalva patrimônio imaterial do RN

 



Uma lei sancionada pela governadora Fátima Bezerra (PT) e publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (3) considera a Festa Comemorativa da Beata Irmã Lindalva um patrimônio cultural imaterial, religioso e histórico do Estado do Rio Grande do Norte.

Irmã Lindalva Justo de Oliveira nasceu em Assu, no dia 20 de outubro de 1953. No dia 07 de janeiro de 1954, foi batizada. É nessa data que a paróquia que leva seu nomes realiza uma festa em sua homenagem. Há um processo de canonização em andamento e a pretensão é de que ela seja proclamada co-padroeira da Diocese de Mossoró junto com Santa Luzia.

A beata foi morta em plena sexta-feira da Paixão, no dia 09 de abril de 1993, com 44 facadas, pelo carregador de caminhão Augusto da Silva Peixoto, no abrigo das irmãs da Ordem Filhas da Caridade de São Vicente de Paula, na Bahia, da qual Lindalva fazia parte e onde Augusto era abrigado. Ela foi proclamada beata mártir pela Igreja no dia 2 de dezembro de 2007.

De acordo com o autor do projeto, deputado George Soares (PL) um dos objetivos da lei é ampliar o turismo religioso no interior do estado.

CNBB defende a vacina para todos os brasileiros




 Em sua primeira mensagem de 2021, a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) defende que a vacina contra a covid-19 é um direito de todos os brasileiros. A vacinação, de acordo com os bispos, é compreendida como fato social, não individual, para alcançar metas indicadas pelos epidemiologistas.

É uma questão de responsabilidade a rápida definição de estratégias para se começar imediatamente a vacinação”, defende o documento.

Segundo a presidência da CNBB, é imprescindível que todos caminhem juntos, solidariamente, sem exclusões para a erradicação da covid-19 do mapa do Brasil. “Não se vence uma pandemia isoladamente”, reforçam os bispos. “O novo que buscamos neste ano de 2021 requer a união de todos os cidadãos de boa vontade”, afirmam.

As vidas perdidas, segundo o texto, não podem simplesmente compor quadros estatísticos. “É luto e dor no coração das famílias. São histórias interrompidas por uma ameaça ágil, perigosa e invisível, porém real”, defendem.

 Os bispos também conclamam os fiéis a não se deixarem vencer pelo cansaço, pelas desinformações e a evitar as aglomerações. “Não podemos nos render à indiferença de alguns, negacionismos de outros ou à tentação de nos aglomerarmos, permitindo que nos contaminemos e nos tornemos instrumentos de contaminação, sofrimento e morte de outras pessoas”, aponta o documento.

Em outro trecho, a mensagem defende que a sociedade brasileira exige pronta união e atuação dos governantes, nas diferentes esferas do poder, guiados pela ciência e sérias indicações dos epidemiologistas, para que a vacinação comece urgentemente, pois, a cada dia, vidas são perdidas para a pandemia, agravada também por seus impactos econômico-sociais.

Confira, abaixo, a íntegra do documento. A íntegra da versão em formato pdf aqui:

UNIDOS E RESPONSÁVEIS RUMO AO NOVO QUE DESEJAMOS


“Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10,10)

1. O novo que buscamos neste ano de 2021 requer a união de todos os cidadãos de boa vontade para enfrentamento da covid-19. Os números mostram que a pandemia está se tornando mais grave no Brasil. Já são cerca de 200 mil mortos.

2. As vidas perdidas não podem simplesmente compor quadros estatísticos. É luto e dor no coração das famílias. São histórias interrompidas por uma ameaça ágil, perigosa e invisível, porém real.

3. Para erradicar a covid-19, é imprescindível que todos caminhem juntos, solidariamente, sem exclusões. É preciso reconhecer que o vírus não respeita fronteiras, classes sociais e qualquer outra forma de categorização que, com tanta frequência, fundamentam lamentáveis discriminações.

4. A palavra de ordem é, portanto, união. É preciso haver, cada vez mais, corresponsabilidade no enfrentamento deste desafio sanitário e social. Não se vence uma pandemia isoladamente. Cada pessoa deve cuidar de si e, principalmente, do outro, que é irmão e irmã, com profundo respeito ao distanciamento social e atenção aos protocolos sanitários indicados pelas autoridades em saúde.

5. Não podemos nos render à indiferença de alguns, negacionismos de outros ou à tentação de nos aglomerarmos, permitindo que nos contaminemos e nos tornemos instrumentos de contaminação, sofrimento e morte de outras pessoas. Não deixemos que o cansaço e a desinformação nos levem a atitudes irresponsáveis. Sejamos fortes! Permaneçamos firmes!

6. A vacina seja para todos. É uma questão de responsabilidade a rápida definição de estratégias para se começar imediatamente a vacinação, compreendida como fato social, não individual, para alcançar metas indicadas pelos epidemiologistas.

7. Justiça, solidariedade e inclusão são os principais critérios a serem seguidos no enfrentamento desta pandemia. Cada instituição e segmento da sociedade têm graves responsabilidades neste processo. Por isso, a Igreja Católica assume seu compromisso de colaborar como força educativa e solidária rumo a um novo estilo de vida.

8. A sociedade brasileira exige pronta união e atuação dos governantes, nas diferentes esferas do poder, guiados pela ciência e sérias indicações dos epidemiologistas, para que a vacinação comece urgentemente, pois, a cada dia, vidas são perdidas para a pandemia, agravada também por seus impactos econômico-sociais.

9. Especial atenção seja dedicada aos mais vulneráveis e pobres. É inaceitável e pouco inteligente que a vacina chegue mais rapidamente a alguns, deixando a descoberto a maior parte da população.

10. O Papa Francisco, na Carta Encíclica Fratelli Tutti, ensina que a palavra solidariedade expressa muito mais do que gestos esporádicos. “A solidariedade, no seu sentido mais profundo, é uma forma de fazer história” (Carta Encíclica Fratelli Tutti, n. 116). A humanidade está adoecida pela pandemia e só encontrará a cura se caminhar unida, adotando a solidariedade como princípio que orienta as relações, para que todos tenham a oportunidade de se vacinar, para que cada pessoa assuma a própria responsabilidade no cuidado com o seu semelhante e com a Casa Comum.

11. Deus, que nos fez livres e corresponsáveis pela obra da Criação, pelo cuidado uns dos outros, ajude-nos a aprender com as lições desta pandemia, para que possamos superá-la e avançarmos na construção de um mundo mais saudável, a partir da fraternidade e da solidariedade universal.

Brasília-DF, 6 de janeiro de 2021

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima (RR)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

 

Horários de Missas: Ano Novo em Mossoró

 

Horários de Missas: Ano Novo

Confira os horários paroquiais para Solenidade de Maria Mãe de Deus, Maria, 1º de janeiro de 2021.

 

Dia 31 terá Santa Missa em todas as paróquias, Dom Mariano Manzana, presidirá às 19h, a tradicional Celebração Eucarística de encerramento do ano na Catedral Santa Luzia.

No dia 1º de janeiro de 2021, dedicado a Santa Maria Mãe de Deus. Dom Mariano, presidirá na Catedral de Santa Luzia.

                                  


                                         Paróquia de Nossa Senhora de Fátima



Paróquia de São João Batista


Paróquia São José


Paróquia Imaculada Conceição


Paróquia São Paulo



Paróquia  Menino Jesus




A Diocese de Mossoró deseja um abençoado 2021!

 

Queremos pedir a Deus a graça, o dom da esperança, da esperança de que juntos possamos construir dias melhores para todos nós. Entremos neste ano novo com uma consciência nova, marcada sobretudo pelos valores do Evangelho. Recordemos aquilo que diz Jesus no Evangelho: 'Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância'.

Que a cada passo que dermos neste novo ciclo que ora começa, seja passo firme, calcado na determinação, na esperança e, principalmente no amor que é a sensação mais perfeita que Deus nos permitiu sentir.

Feliz 2021. Felizes e esperançosos sejam todos os que fazem parte desta imensa e abençoada família que é a Diocese de Mossoró.

”Todos remando juntos no mesmo barco, cujo leme é a dignidade da pessoa e a meta, uma globalização mais humana”.


Mensagem do Papa Francisco para o 54° Dia Mundial da Paz

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE
FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
54º DIA MUNDIAL DA PAZ

1º DE JANEIRO DE 2021


A CULTURA DO CUIDADO COMO PERCURSO DE PAZ

 

1. Aproximando-se o Ano Novo, desejo apresentar as minhas respeitosas saudações aos Chefes de Estado e de Governo, aos responsáveis das Organizações Internacionais, aos líderes espirituais e fiéis das várias religiões, aos homens e mulheres de boa vontade. Para todos formulo os melhores votos, esperando que o ano de 2021 faça a humanidade progredir no caminho da fraternidade, da justiça e da paz entre as pessoas, as comunidades, os povos e os Estados.

O ano de 2020 ficou marcado pela grande crise sanitária da Covid-19, que se transformou num fenómeno plurissectorial e global, agravando fortemente outras crises inter-relacionadas como a climática, alimentar, económica e migratória, e provocando grandes sofrimentos e incómodos. Penso, em primeiro lugar, naqueles que perderam um familiar ou uma pessoa querida, mas também em quem ficou sem trabalho. Lembro de modo especial os médicos, enfermeiras e enfermeiros, farmacêuticos, investigadores, voluntários, capelães e funcionários dos hospitais e centros de saúde, que se prodigalizaram – e continuam a fazê-lo – com grande fadiga e sacrifício, a ponto de alguns deles morrerem quando procuravam estar perto dos doentes a fim de aliviar os seus sofrimentos ou salvar-lhes a vida. Ao mesmo tempo que presto homenagem a estas pessoas, renovo o apelo aos responsáveis políticos e ao sector privado para que tomem as medidas adequadas a garantir o acesso às vacinas contra a Covid-19 e às tecnologias essenciais necessárias para dar assistência aos doentes e a todos aqueles que são mais pobres e mais frágeis.[1]

É doloroso constatar que, ao lado de numerosos testemunhos de caridade e solidariedade, infelizmente ganham novo impulso várias formas de nacionalismo, racismo, xenofobia e também guerras e conflitos que semeiam morte e destruição.

Estes e outros acontecimentos, que marcaram o caminho da humanidade no ano de 2020, ensinam-nos a importância de cuidarmos uns dos outros e da criação a fim de se construir uma sociedade alicerçada em relações de fraternidade. Por isso, escolhi como tema desta mensagem «a cultura do cuidado como percurso de paz»; a cultura do cuidado* para erradicar a cultura da indiferença, do descarte e do conflito, que hoje muitas vezes parece prevalecer.

2. Deus Criador, origem da vocação humana ao cuidado

Em muitas tradições religiosas, existem narrativas que se referem à origem do homem, à sua relação com o Criador, com a natureza e com os seus semelhantes. Na Bíblia, o livro do Génesis revela, desde o início, a importância do cuidado ou da custódia no projeto de Deus para a humanidade, destacando a relação entre o homem (’adam) e a terra (’adamah) e entre os irmãos. Na narração bíblica da criação, Deus confia o jardim «plantado no Éden» (cf. Gn 2, 8) às mãos de Adão com o encargo de «o cultivar e guardar» (Gn 2, 15). Isto significa, por um lado, tornar a terra produtiva e, por outro, protegê-la e fazê-la manter a sua capacidade de sustentar a vida.[2] Os verbos «cultivar» e «guardar» descrevem a relação de Adão com a sua casa-jardim e indicam também a confiança que Deus deposita nele fazendo-o senhor e guardião de toda a criação.

O nascimento de Caim e Abel gera uma história de irmãos, cuja relação em termos de tutela ou custódia será vivida negativamente por Caim. Depois de ter assassinado o seu irmão Abel, a Deus que lhe pergunta por ele, Caim responde: «Sou, porventura, guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9).[3] Com certeza! Caim é o «guarda» de seu irmão. «Nestas narrações tão antigas, ricas de profundo simbolismo, já estava contida a convicção atual de que tudo está inter-relacionado e o cuidado autêntico da nossa própria vida e das nossas relações com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros».[4]

3. Deus Criador, modelo do cuidado

A Sagrada Escritura apresenta Deus, além de Criador, como Aquele que cuida das suas criaturas, em particular de Adão, Eva e seus filhos. O próprio Caim, embora caia sobre ele a maldição por causa do crime que cometera, recebe como dom do Criador um sinal de proteção, para que a sua vida seja salvaguardada (cf. Gn 4, 15). Este facto, ao mesmo tempo que confirma a dignidade inviolável da pessoa, criada à imagem e semelhança de Deus, manifesta também o plano divino para preservar a harmonia da criação, porque «a paz e a violência não podem habitar na mesma morada».[5]

É precisamente o cuidado da criação que está na base da instituição do Shabbat que, além de regular o culto divino, visava restabelecer a ordem social e a solicitude pelos pobres (Gn 2, 1-3; Lv 25, 4). A celebração do Jubileu, quando se completava o sétimo ano sabático, consentia uma trégua à terra, aos escravos e aos endividados. Neste ano de graça, cuidava-se dos mais vulneráveis, oferecendo-lhes uma nova perspetiva de vida, para que não houvesse qualquer necessitado entre o povo (cf. Dt 15, 4).

Digna de nota é também a tradição profética, onde o auge da compreensão bíblica da justiça se manifesta na forma como uma comunidade trata os mais frágeis no seu seio. É por isso que particularmente Amós (2, 6-8; 8) e Isaías (58) erguem continuamente a voz em prol de justiça para os pobres, que, pela sua vulnerabilidade e falta de poder, são ouvidos só por Deus, que cuida deles (cf. Sal 34, 7; 113, 7-8).

4. O cuidado no ministério de Jesus

A vida e o ministério de Jesus encarnam o ápice da revelação do amor do Pai pela humanidade (Jo 3,16). Na sinagoga de Nazaré, Jesus manifestou-Se como Aquele que o Senhor consagrou e enviou a «anunciar a Boa-Nova aos pobres», «a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos» (Lc 4, 18). Estas ações messiânicas, típicas dos jubileus, constituem o testemunho mais eloquente da missão que o Pai Lhe confiou. Na sua compaixão, Cristo aproxima-Se dos doentes no corpo e no espírito e cura-os; perdoa os pecadores e dá-lhes uma nova vida. Jesus é o Bom Pastor que cuida das ovelhas (cf. Jo 10, 11-18; Ez 34, 1-31); é o Bom Samaritano que Se inclina sobre o ferido, trata das suas feridas e cuida dele (cf. Lc 10, 30-37).

No ponto culminante da sua missão, Jesus sela o seu cuidado por nós, oferecendo-Se na cruz e libertando-nos assim da escravidão do pecado e da morte. Deste modo, com o dom da sua vida e o seu sacrifício, abriu-nos o caminho do amor e disse a cada um: «Segue-Me! Faz tu também o mesmo» (cf. Lc 10, 37).

5. A cultura do cuidado, na vida dos seguidores de Jesus

As obras de misericórdia espiritual e corporal constituem o núcleo do serviço de caridade da Igreja primitiva. Os cristãos da primeira geração praticavam a partilha para não haver entre eles alguém necessitado (cf. At 4, 34-35) e esforçavam-se por tornar a comunidade uma casa acolhedora, aberta a todas as situações humanas, disposta a ocupar-se dos mais frágeis. Assim, tornou-se habitual fazer ofertas voluntárias para alimentar os pobres, enterrar os mortos e nutrir os órfãos, os idosos e as vítimas de desastres, como os náufragos. E em períodos sucessivos, quando a generosidade dos cristãos perdeu um pouco do seu ímpeto, alguns Padres da Igreja insistiram que a propriedade é pensada por Deus para o bem comum. Santo Ambrósio afirmava que «a natureza concedeu todas as coisas aos homens para uso comum. (…) Portanto, a natureza produziu um direito comum para todos, mas a ganância tornou-o um direito de poucos».[6] Superadas as perseguições dos primeiros séculos, a Igreja aproveitou a liberdade para inspirar a sociedade e a sua cultura. «As necessidades da época exigiam novas energias ao serviço da caridade cristã. As crónicas históricas relatam inúmeros exemplos de obras de misericórdia. De tais esforços conjuntos, resultaram numerosas instituições para alívio das várias necessidades humanas: hospitais, albergues para os pobres, orfanatos, lares para crianças, abrigos para forasteiros, e assim por diante».[7]

6. Os princípios da doutrina social da Igreja como base da cultura do cuidado

diakonia das origens, enriquecida pela reflexão dos Padres e animada, ao longo dos séculos, pela caridade operosa de tantas luminosas testemunhas da fé, tornou-se o coração pulsante da doutrina social da Igreja, proporcionando a todas as pessoas de boa vontade um precioso património de princípios, critérios e indicações, donde se pode haurir a «gramática» do cuidado: a promoção da dignidade de toda a pessoa humana, a solidariedade com os pobres e indefesos, a solicitude pelo bem comum e a salvaguarda da criação.

* O cuidado como promoção da dignidade e dos direitos da pessoa

«O conceito de pessoa, que surgiu e amadureceu no cristianismo, ajuda a promover um desenvolvimento plenamente humano. Porque a pessoa exige sempre a relação e não o individualismo, afirma a inclusão e não a exclusão, a dignidade singular, inviolável e não a exploração».[8] Toda a pessoa humana é fim em si mesma, e nunca um mero instrumento a ser avaliado apenas pela sua utilidade: foi criada para viver em conjunto na família, na comunidade, na sociedade, onde todos os membros são iguais em dignidade. E desta dignidade derivam os direitos humanos, bem como os deveres, que recordam, por exemplo, a responsabilidade de acolher e socorrer os pobres, os doentes, os marginalizados, o nosso «próximo, vizinho ou distante no espaço e no tempo».[9]

* O cuidado do bem comum

Cada aspeto da vida social, política e económica encontra a sua realização, quando se coloca ao serviço do bem comum, isto é do «conjunto das condições da vida social que permitem, tanto aos grupos como a cada membro, alcançar mais plena e facilmente a própria perfeição».[10] Por conseguinte os nossos projetos e esforços devem ter sempre em conta os efeitos sobre a família humana inteira, ponderando as suas consequências para o momento presente e para as gerações futuras. Quão verdadeiro e atual seja tudo isto, no-lo mostra a pandemia Covid-19, perante a qual «nos demos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários, todos chamados a remar juntos»,[11] porque «ninguém se salva sozinho»[12] e nenhum Estado nacional isolado pode assegurar o bem comum da própria população.[13]

* O cuidado através da solidariedade

A solidariedade exprime o amor pelo outro de maneira concreta, não como um sentimento vago, mas como «a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum, ou seja, pelo bem de todos e de cada um, porque todos nós somos verdadeiramente responsáveis por todos».[14] A solidariedade ajuda-nos a ver o outro – quer como pessoa quer, em sentido lato, como povo ou nação – não como um dado estatístico, nem como meio a usar e depois descartar quando já não for útil, mas como nosso próximo, companheiro de viagem, chamado a participar, como nós, no banquete da vida, para o qual todos somos igualmente convidados por Deus.

* O cuidado e a salvaguarda da criação

A encíclica Laudato si’ reconhece plenamente a interconexão de toda a realidade criada, destacando a exigência de ouvir ao mesmo tempo o grito dos necessitados e o da criação. Desta escuta atenta e constante pode nascer um cuidado eficaz da terra, nossa casa comum, e dos pobres. A propósito, desejo reiterar que «não pode ser autêntico um sentimento de união íntima com os outros seres da natureza, se ao mesmo tempo não houver no coração ternura, compaixão e preocupação pelos seres humanos».[15] Na verdade «paz, justiça e salvaguarda da criação são três questões completamente ligadas, que não se poderão separar para ser tratadas individualmente, sob pena de cair novamente no reducionismo».[16]

7. A bússola para um rumo comum

Assim, num tempo dominado pela cultura do descarte e perante o agravamento das desigualdades dentro das nações e entre elas,[17] gostaria de convidar os responsáveis das Organizações internacionais e dos Governos, dos mundos económico e científico, da comunicação social e das instituições educativas a pegarem nesta «bússola» dos princípios acima lembrados para dar um rumo comum ao processo de globalização, «um rumo verdadeiramente humano».[18] Na verdade, este permitiria estimar o valor e a dignidade de cada pessoa, agir conjunta e solidariamente em prol do bem comum, aliviando quantos padecem por causa da pobreza, da doença, da escravidão, da discriminação e dos conflitos. Através desta bússola, encorajo todos a tornarem-se profetas e testemunhas da cultura do cuidado, a fim de preencher tantas desigualdades sociais. E isto só será possível com um forte e generalizado protagonismo das mulheres na família e em todas as esferas sociais, políticas e institucionais.

bússola dos princípios sociais, necessária para promover a cultura do cuidado, vale também para as relações entre as nações, que deveriam ser inspiradas pela fraternidade, o respeito mútuo, a solidariedade e a observância do direito internacional. A este respeito, hão de ser reafirmadas a proteção e a promoção dos direitos humanos fundamentais, que são inalienáveis, universais e indivisíveis.[19]

Deve ser recordado também o respeito pelo direito humanitário, sobretudo nesta fase em que se sucedem, sem interrupção, conflitos e guerras. Infelizmente, muitas regiões e comunidades já não se recordam dos tempos em que viviam em paz e segurança. Numerosas cidades tornaram-se um epicentro da insegurança: os seus habitantes fatigam a manter os seus ritmos normais, porque são atacados e bombardeados indiscriminadamente por explosivos, artilharia e armas ligeiras. As crianças não podem estudar. Homens e mulheres não podem trabalhar para sustentar as famílias. A carestia lança raízes em lugares onde antes era desconhecida. As pessoas são obrigadas a fugir, deixando para trás não só as suas casas, mas também a sua história familiar e as raízes culturais.

As causas de conflitos são muitas, mas o resultado é sempre o mesmo: destruição e crise humanitária. Temos de parar e interrogar-nos: O que foi que levou a sentir o conflito como algo normal no mundo? E, sobretudo, como converter o nosso coração e mudar a nossa mentalidade para procurar verdadeiramente a paz na solidariedade e na fraternidade?

Quanta dispersão de recursos para armas, em particular para as armas nucleares,[20] recursos que poderiam ser utilizados para prioridades mais significativas a fim de garantir a segurança das pessoas, como a promoção da paz e do desenvolvimento humano integral, o combate à pobreza, o remédio das carências sanitárias! Aliás, também isto é evidenciado por problemas globais, como a atual pandemia Covid-19 e as mudanças climáticas. Como seria corajosa a decisão de criar «um “Fundo mundial” com o dinheiro que se gasta em armas e outras despesas militares, para poder eliminar a fome e contribuir para o desenvolvimento dos países mais pobres»![21]

8. Para educar em ordem à cultura do cuidado

A promoção da cultura do cuidado requer um processo educativo, e a bússola dos princípios sociais constitui, para o efeito, um instrumento fiável para vários contextos relacionados entre si. A propósito, gostaria de fornecer alguns exemplos:

A educação para o cuidado nasce na família, núcleo natural e fundamental da sociedade, onde se aprende a viver em relação e no respeito mútuo. Mas a família precisa de ser colocada em condições de poder cumprir esta tarefa vital e indispensável.

Sempre em colaboração com a família, temos outros sujeitos encarregados da educação como a escola e a universidade e analogamente, em certos aspetos, os sujeitos da comunicação social.[22] São chamados a transmitir um sistema de valores fundado no reconhecimento da dignidade de cada pessoa, de cada comunidade linguística, étnica e religiosa, de cada povo e dos direitos fundamentais que dela derivam. A educação constitui um dos pilares de sociedades mais justas e solidárias.

As religiões em geral, e os líderes religiosos em particular, podem desempenhar um papel insubstituível na transmissão aos fiéis e à sociedade dos valores da solidariedade, do respeito pelas diferenças, do acolhimento e do cuidado dos irmãos mais frágeis. Recordo, a propósito, as palavras que o Papa Paulo VI proferiu no Parlamento do Uganda em 1969: «Não temais a Igreja; esta honra-vos, educa-vos cidadãos honestos e leais, não fomenta rivalidades nem divisões, procura promover a liberdade sadia, a justiça social, a paz; se tem alguma preferência é pelos pobres, a educação dos pequeninos e do povo, o cuidado dos atribulados e desvalidos».[23]

A todas as pessoas empenhadas no serviço das populações, nas organizações internacionais, governamentais e não governamentais, com uma missão educativa, e a quantos trabalham, pelos mais variados títulos, no campo da educação e da pesquisa, renovo o meu encorajamento para que se possa chegar à meta duma educação «mais aberta e inclusiva, capaz de escuta paciente, diálogo construtivo e mútua compreensão».[24] Espero que este convite, dirigido no contexto do Pacto Educativo Global, encontre ampla e variegada adesão.

9. Não há paz sem a cultura do cuidado

cultura do cuidado, enquanto compromisso comum, solidário e participativo para proteger e promover a dignidade e o bem de todos, enquanto disposição a interessar-se, a prestar atenção, disposição à compaixão, à reconciliação e à cura, ao respeito mútuo e ao acolhimento recíproco, constitui uma via privilegiada para a construção da paz. «Em muitas partes do mundo, fazem falta percursos de paz que levem a cicatrizar as feridas, há necessidade de artesãos de paz prontos a gerar, com criatividade e ousadia, processos de cura e de um novo encontro».[25]

Neste tempo, em que a barca da humanidade, sacudida pela tempestade da crise, avança com dificuldade à procura dum horizonte mais calmo e sereno, o leme da dignidade da pessoa humana e a «bússola» dos princípios sociais fundamentais podem consentir-nos de navegar com um rumo seguro e comum. Como cristãos, mantemos o olhar fixo na Virgem Maria, Estrela do Mar e Mãe da Esperança. Colaboremos, todos juntos, a fim de avançar para um novo horizonte de amor e paz, de fraternidade e solidariedade, de apoio mútuo e acolhimento recíproco. Não cedamos à tentação de nos desinteressarmos dos outros, especialmente dos mais frágeis, não nos habituemos a desviar o olhar,[26] mas empenhemo-nos cada dia concretamente por «formar uma comunidade feita de irmãos que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros».[27]

Vaticano, 8 de dezembro de 2020.

 

Franciscus

Festa de São Sebastião 2021- Caraúbas, Encanto e Governador Dix Sept Rosado

 




Festa da Bem Aventurada Lindalva 2021

 



PARÓQUIA DA BEM AVENTURADA LINDALVA E SÃO CRISTÓVÃO – Assú - RN

Festa da Bem Aventurada Lindalva 2021

Tema: “Perseverantes na fração do Pão e na comunhão fraterna” (At 2,42)

 

MENSAGEM

 

Querido povo de Deus, é tempo de festa!

        A festa da nossa padroeira é momento de reencontro, de alegria, fraternidade e crescimento espiritual, e a partir deste ano, ela é Patrimônio cultural e imaterial do Rio Grande do Norte, o que aumenta a nossa expectativa de tornar a devoção a nossa Beata, filha da nossa terra, ainda mais propagada e divulgada, para que tantos irmãos possam obter graças pelo testemunho e intercessão da “Flor do Vale”. Vivamos este tempo de fé, reacendamos a esperança em dias melhores e partilhemos o Pão da vida com os irmãos e irmãs.

Santa e abençoada festa a todos!

 

Pe. Carlos Ítalo, Pe. João Batista e comissão da festa

 

 

07/01 - Quinta-feira - DIA DA PADROEIRA

Procissão motorizada com a imagem da Bem Aventurada Lindalva, saindo às 16h da residência de Dona Lúcia (Mãe da Beata Lindalva) Rua: Mons. Júlio Alves Bezerra - Nº 1800.

19h30 - Celebração Eucarística

Noiteiros: Familiares da Bem Aventurada Lindalva, MESC, Devotos, ABIL e Filhos ausentes.

Comunidades: Cohab e Vista Bela.

20h30: Convivência Fraterna

 

08/01- Sexta-feira

“Dai-lhes vós mesmos de comer” (Lc 9, 10 – 17)

06h00: Celebração Eucarística na residência de dona Fátima.  Rua: Alisson Dantas de Morais, 33. Cohab

19h30 - Novena

Noiteiros: Apostolado da Oração, Motoristas, Motociclistas, Carroceiros, Ciclistas, 10º BPM, Policia Civil, DEMUTRAN.

Comunidades: Morada Nova, Mendubim I e II, Torrões, Cumbe, Quixeré.

20h30: Convivência Fraterna

 

09/01- Sábado

“Eu sou o Pão da vida” (Jo 6, 47 – 56)

06h00: Celebração Eucarística na residência de dona Darquinha e Neto. Rua: Palmério Filho, 10 Cohab

15h00 – Encontrão com a juventude na Matriz da Bem Aventurada Lindalva e São Cristóvão

16h30: Tradicional Cavalgada da Bem Aventurada Lindalva – concentração em frente a matriz.

19h30 - Novena

Noiteiros: Pastoral Familiar e Legião de Maria e Irmãs Vicentinas de Pau dos Ferros.

Comunidades: Limoeiro, Boa Vista do Riacho, Caboclos.

20h30: Convivência Fraterna

 

10/01- Domingo

“Tu és o meu Filho; eu, hoje, te gerei” (Lc 3, 15-16.21-22)

Dia do Romeiro/Peregrino

Tradicional almoço (Drive Thru) a partir das 11h00, na chácara de Darivan e Fia.

19h30: Celebração Eucarística

Noiteiros: Terço da Juventude, Romeiros Peregrinos, Filhas do Amor Divino e Grupo de Oração Beata Lindalva da cidade de Mossoró.

Comunidades: Parati 2000 e Baixa de São Francisco.

Show religioso

 

11/01- Segunda-feira

“Isto é o meu corpo que é dado por vós.” (I Cor 11, 23 – 26)

06h00: Celebração Eucarística na residência de Telma Gomes. Praça Ernesto da Fonseca, COHAB.

19h30 - Novena

Noiteiros: Pastoral do Dízimo, Catequese, Crianças, Kairós e Agentes de Saúde e Endemias.

Sindicatos, EMATER, DNOCS, IBAMA, ACEVALE, IBGE, Cooperativas, CDL.

Comunidades: Maurício de Oliveira, Compasa, Lagoa do Mato, Novos Pingos.

 

12/01- Terça-feira

“Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados” (Mt 11, 28 – 30)

06h00: Celebração Eucarística na residência de Geilma. Rua: Poetisa Ana Lima, 14. Vista Bela. Em frente à oficina de Chico de Melé.

19h30 - Novena

Noiteiros: Cavaleiros da Beata Lindalva, Andarilhos de São Cristóvão e Ministros da Palavra.

Comunidades: Comunidade do Alto São Francisco, Porto Piató e Carne Gorda.

 

13/01- Quarta-feira 

“Quem tiver sede, venha a mim, e beba” (Jo 7, 37 – 39)

06h00: Celebração Eucarística na residência de D. Mariquinha. Rua das violetas, Sn, Vista Bela, por traz da chácara de Darivan.

19h30: Novena

Noiteiros: PASCOM, Grupo de Oração de Ir. Lindalva, Funcionários de Órgãos Públicos e Privados.

Comunidades: Simão, Nova Trapiá, Trapiá.

20h30: Convivência Fraterna

 

14/11- Quinta-Feira

“Vinde comer!” (Jo 21, 1 – 14)

06h00 - Celebração Eucarística na residência de Gorete. Rua: José Cortez Cabral, 45, Cohab.

19h30 - Novena

Noiteiros: ECC, Terço das Mulheres, Leigos Dehonianos, Empresários, Comerciantes e Bancários.

Comunidades: Feliz Assú, Palheiros I, II e IV e Paulista.

20h30: Convivência Fraterna

 

15/01- Sexta-feira

“Transpassou-lhe o lado e saiu sangue e água” (Jo 19, 31 – 36)

06h00 - Celebração Eucarística na residência de Lúcia Nogueira. Rua: Monsenhor Joaquim Honório, 08. Cohab.

19h30 – Novena

Noiteiros: Pastoral do Batismo, Coroinhas e Paróquia de Santa Luzia e devotos da Beata Lindalva de Carnaubais.

Comunidades: Banguê, Dom Elizeu e Sítio Talhado.

20h30: Convivência Fraterna

 

16/01- Sábado

“Perseverantes na fração do Pão” (At 2, 42)

06h00: Celebração Eucarística na residência de Joselito e Ana. Rua: Monsenhor Joaquim Honório, 182. Cohab.

19h30: Novena

Noiteiros: Terço dos Homens, Liturgia e Canto, Comunicadores Sociais, Escoteiros e Feirantes da Cidade, noite dos idosos.

Comunidades: Frutilândia,  Bela Vista Piató e Areia Branca Piató.

20h30: Convivência Fraterna

 

17/01- Domingo

19h30 - Celebração Eucarística de Encerramento da Festa da Beata Lindalva 2021.

Noiteiros: Em ação de graças a todos os celebrantes, patrocinadores, colaboradores, comunidades urbanas e rurais, grupos, pastorais, movimentos e serviços, que se doaram para realização da festa, vocacionados e vocacionadas.

Comunidades: Riacho, Conjunto Ir. Lindalva e Patativa do Assaré.

20h30: Convivência Fraterna

Sorteio do Show de Prêmios

 

 

Atenção! Não esqueça essas datas!

 

 

07/01 - Procissão motorizada com a imagem da Bem Aventurada Lindalva, saindo às 16h00 da residência de Dona Lúcia (Mãe da Beata Lindalva) Rua: Mons. Júlio Alves Bezerra- Nº 1800.

 

09/01 - 15h00 – Encontrão com a juventude na Matriz da Bem Aventurada Lindalva e São Cristóvão

                         - Tradicional Cavalgada da Bem Aventurada Lindalva, saindo da Matriz às 16h30, e percorrendo algumas ruas da cidade.

 

10/01 – Dia do Romeiro/Peregrino

              Tradicional almoço (drive thru) a partir das 11h00, na chácara de Darivan e Fia.

            

17/01 – Sorteio do Show de Prêmios Especial.